sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Comentário de Tiago Holanda sobre a Questão das Cisternas de Placas X Cisternas de Plásticos

Tiago Holanda - Agropecuarista Patu-RN 

Pois é, mesmo não aparecendo uma única faixa de protesto contra a cisterna de plástico junto essa "grande" massa de manobra e/ou multidão zumbi que condena a Dilma e pede a volta do Lula (e a volta das espertezas/mamatas/dinheiro farto/fácil para as ONGs dos companheiros/corruPTos), acredito é que exista um forte pensamento pontual, objetivo do "novo" PT/PMDB em "varrer" ONGs corruPTas. A adoção/substituição das cisternas de barro/cimento por cisternas de plástico prejudica quem mesmo? Quantas ONGs perderão o seu "sentido/fim operacional"? Quanta economia aos cofre públicos será feita com a contenção das despesas (confecção/logística/gerenciamento) desnecessárias? Reflitam sobre esses pontos entre outros e julguem, opinem. em Patu Atingirá 100% de Cisternas de Placas Construídas na Zona Rural     
Resposta de Aluísio Dutra.

Amigor leitor do blog, Tiago Holanda, repeito a sua opinião, no entanto discordo pois você está generalizando. É como se todas as ONGs fossem corruptas. Que o governo investigue quem são as ONGs corruptas e punam as mesmas, agora juntar todas e colocar dentro de um saco e chamá-las de corruptas não é justo com aquelas que possuem um trabalho sério e de resultados concretos.
A ASA Brasil, ASA Potiguar [Articulação do Semiárido]   são instituições sérias e respeitadas inclusive elogiadas pela comunidade internacional pelo desenvolvimento do P1MC - Programa Um Milhão e Cisternas.
O Programa das Cisternas de Placas em suas etapas de desenvolvimento além de trazer o benefício para os moradores das diversas comunidades, com a instalação de cisternas, mobiliza as comunidades, incentiva o associativismo para que outras políticas públicas cheguem a sua comunidade, trazendo dignidade e abolindo as práticas maléficas do passado através das trocas de favores.
No processo de instalação da cisterna de placa existe transparência, a licitação é feita com a participação de representantes das comunidades que discutem a melhor proposta de preço entre os fornecedores dos materiais e acompanham de perto a entrega para saber se é realmente de qualidade, inclusive, uma moradora bem próximo a você, Emanuela da Gameleira, faz parte da comissão de acompanhamento da licitação, recebimento de materiais e construção das cisternas. O beneficiário possui uma contra partida no processo de construção  onde o mesmo cava o buraco, paga dois ou três dias do servente e participa do curso de gerenciamento informado sobre o zelo e manuseio correto da cisterna, para ele se sentir integrante do processo e dizer que ajudou a construir a sua cisterna e que não vai ficar devendo favor a ninguém, pois foi um direito conquistado. No processo de licitação, empresas da região participam, inclusive do nosso município, que ganhou e forneceu materiais para Patu e região fazendo circular o dinheiro em nosso município.
Em média uma cisterna de placa custa R$ 2.000,00 [envolvendo todo o processo - cadastramento, reuniões - mobilização - materiais, pedreiro "cisterneiro", licitação etc] enquanto que a cisterna de plástico custa, em média, R5.000,00 e vai beneficiar as grande empresas fornecedoras além da durabilidade ser menor e feita de material químico cancerígeno e o pior o processo de distribuição ficará nas mãos das prefeituras que poderão usá-las como moeda de troca de favores em campanhas politicas, trazendo de volta um passado condenado pelo povo.
Em Patu o P1Mc é coordenado pelo Fórum das Associações  que integra pessoas de várias ideologias criado para trabalhar em prol das comunidades, através das associações comunitárias, onde já construímos 425 cisternas de placas em todas as comunidades rurais inclusive disponibilizadas para os moradores da sua comunidade, Palmeiras, que por razões particulares você não aceitou.
Portanto amigo Tiago Holanda por essas e outras razões nós somos contra as cisternas de plásticos, também não concordo com as práticas danosas  que existem em diversas ONGs espalhadas no país, agora é bom o governo saber separar o joio do trigo. Convido você, como membro de sua comunidade rural, que venha discutir esse tema e outros no fórum das associações que defende as causas populares, principalmente dos mais pobres e carentes do nosso município, dos pequenos agricultores familiares que em sua maioria neste país abastece a nossa mesa, diferente do agronegócio que se concentra nas mãos de poucos e objetiva lucrar, lucrar e lucrar.
Um abraço, Aluísio Dutra.

Um comentário:

  1. Amigo Aluisio, foi bastante abreviado meu comentário anterior. Amigo blogueiro, longe de mim querer polemizar sobre algo que o próprio PT já o faz brilhantemente, a Presidenta Dilma quer distribuir as cisternas de Plástico e alguns companheiros PTistas querem que continue a distribuição das cisternas de Placas, então vejamos: É de Plástico a grande maioria das caixas d’água das residências brasileiras inclusive daquelas oriundas dos programas sociais do Governo Federal, é fato. A cisterna de plástico distribuída pela Presidente Dilma também é de Plástico, porque ser contra companheiro? Quanto à geração de empregos, as cisternas de Plástico são fabricadas no Brasil, e mantém aqui o emprego de milhares de pessoas que trabalham na industrialização do Plástico. Como Produtor Rural, sei da pouca profundidade dos solos do nosso cristalino, e ouvi relatos sobre dificuldades e do tempo demandado para se cavar buracos em solos duros para a instalação das tais cisternas de Placas, e nos locais ainda mais duros onde não é possível a perfuração? Ficam sem cisterna? Em quanto tempo, por exemplo, se pode oferecer prontamente instaladas em um Município 500 cisternas de Plástico? Com certeza não há paridade na rapidez junto á cisterna de Placas que, em muitos casos, a espera pelo pedreiro, licitação de materiais, perfuração do solo entre outros “atropelos”, demanda mais tempo e dinheiro. No nosso semi-árido tais caixas permanecem a maior parte do tempo vazias, e no caso da cisterna de Placas o risco de rachaduras é iminente. Em tempo: A razão fundamental pela não aceitação da construção da cisterna de Placas em nossa propriedade foi simples, fui informado de que quando o ocupante da residência mudar de endereço não poderá levar a cisterna e que depois este não poderá entrar novamente no Programa para adquirir outra unidade para o seu novo endereço. Quanto a Politicagem, acredito que quase a totalidade dos Programas Sociais herdados de Governos passados, criados ou modificados pelo Governo do PT, hoje comandam/executam e/ou prestam serviços através de ONGs e afins, na sua grande maioria, partidários e/ou filiados ao PT e alguns poucos da base aliada, donde não são nada discretos em elogiar/creditar/enaltecer pelo beneficio o Governo Federal do PT nas reuniões, palestras e encontros com os beneficiários, isso é ou não é politicagem? A distribuição das cisternas pelos Estados e Municípios torna a coisa mais eclética, rápida e transparente, pois existem Prefeitos e Governadores de todos os Partidos Políticos, ficando ao cidadão e a imprensa o acompanhamento da execução do Programa e, denunciar se for o caso quando se constatar politicagem e/ou desvio de recursos do Programa, isso é Democracia. Quanto ao termo corrupção, o Governo do PT está bastante envolvido em sucessivos escândalos de corrupção, isso é fato, e a Presidenta Dilma usando de sinceridade ou não tem causado “desgostos” muito grandes em tentar fazer a coisa certa, agora, o problema é que a exceção virou regra, isto é, antes se esperava do Governo probidade administrativa, ética e mortal, era a regra, hoje, depois de 10 anos do PT no Poder, tais valores inverteram-se, tornaram-se a exceção, donde contaminou toda uma sociedade com a desconfiança, descrença, onde inverteu-se o ônus, pois provar que não é corruPTo agora é a regra e com certeza a carapuça servirá a muitos que dependem de recursos do Governo Federal e que reclamam sem motivos compreensíveis, racionais sobre as suas obrigações. Amigo Aluisio, sou um associativista, você sabe disso, e por conhecer você, estou ciente da lisura que você deposita junto aos movimentos sociais rurais patuense, porquanto, com o meu rápido comentário sobre matéria anterior que você ora publica, eu nunca quis atingir/denegrir/suspeitar de vossa conduta, já mais, muito pelo contrario, me orgulho de saber que em nossa Patu existem pessoas que se preocupam verdadeiramente com as causas sociais e você faz parte desse distinto grupo. Abraço.

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