segunda-feira, 30 de agosto de 2021

Tenente Coronel Eduardo Leão é Promovido a Coronel da PM do Rio Grande do Norte.

A Governadora Fátima Bezerra, realizou recentemente solenidade de promoção de centenas de oficiais da PM do Rio Grande do Norte.  O Diário Oficial do Estado do Rio Grande do Norte, no último sábado 28/08/2021, publicou as  promoções, entre eles a promoção do agora Coronel Eduardo Leão, filho de Patu, do casal José de Arimatéia e Lourdes Leão. Nossos sinceros parabéns e muito sucesso.






Veja a Matéria Completa.

O governo do Rio Grande do Norte publicou na edição deste sábado (28) do Diário Oficial do Estado um decreto em que promove 466 agentes da segurança pública. O documento é para a promoção de 399 praças e 44 oficiais da Polícia Militar e 23 oficiais e praças do Corpo de Bombeiros.

As promoções dos praças foram de sargento a subtenente, entre homens e mulheres. Entre os oficiais, houve a inclusão de sete mulheres nos quadros de combatente e também médico.

“Foi promovida uma coronel, o último posto da polícia militar, e as demais oficiais também são oficiais superiores, que é o posto mais alto da corporação. Então a governadora valorizou a lei que enviou para a Assembleia, unificando e universalizando a entrada das mulheres nos quadros da Polícia Militar”, disse o coronel Francisco Araújo, secretário de Estado da Segurança Pública (Sesed).

A lei a qual o secretário se refere é a Lei Complementar Nº 683, de 28 de julho de 2021, que assegura a igualdade de acesso às vagas, entre homens e mulheres, nos próximos concursos da PM RN.

“A Lei reajustou todos os nossos quadros já existentes, distribuindo melhor nosso efetivo dentro do território no estado. Ou seja, melhora a gestão e o trabalho da segurança pública, vez que melhora o desdobramento da tropa no terreno, interiorizando a segurança e atingindo as pessoas mais distantes da capital”, disse o comandante da Polícia Militar, coronel Alarico Azevedo.

Segundo o Poder Executivo, ao todo são 8.090 promoções desde o início da gestão da governadora Fátima Bezerra, em 2019, sendo 500 no Corpo de Bombeiros.

“Isso é incentivo, tanto do ponto de vista salarial, como do profissional. Eu fico feliz porque nós temos feito todo o esforço para dar à Segurança Pública a prioridade que ela merece. E não é com discurso, é com atos concretos como esses. Valorização e respeito pelo papel tão importante dos agentes de segurança”, disse a governadora Fátima.

Fonte: G1.com.

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Especial: Raimundo Crente - 90 Anos de Vida!!!


 

Raimundo Miguel da Silva, filho de Cícero Miguel da Silva e Rosa da Conceição, nascido em 17/08/1931 no Sítio Canto na Serra do Lima, Patu RN, o segundo filho de sete irmãos de um casal pobre, analfabeto, mas, nasceu com uma inteligência extraordinária, estudou apenas uma cartilha de ABC no Lima por apenas seis meses. Aos 15 anos ele vai a Mossoró e vê um banco de carpinteiro o qual, traz na sua memória, chagando a Patu, na Serra do Lima, tira madeira e faz igual, utilizando serrote, plaina e uma grosa. A partir daí passa a desenvolver a arte da carpintaria. Em 17/07/1947, durante um culto realizado na residência do senhor João Pedro Nogueira, na comunidade rural Gameleira, aceitou Jesus e passou a ser evangélico, com a idade de 16 anos, iniciando a sua trajetória cristã, tendo como companheiros: Rossival Sabóia, Mafaldo e José Severino. Durante os cultos realizados na comunidade Gameleira, iniciou namoro com a jovem Rita Alves Nogueira, filha do senhor João Pedro Nogueira e Maria Alves Nogueira.

No ano de 1950, ainda solteiro, constrói uma casa de alvenaria na sua comunidade. Em 1951 casaram-se e foram residir na casa que construiu, residindo por quatro anos. Ali, trabalhava durante a semana e no sábado à noite subia a serra com a feira em um lombo de um jumento, descendo na segunda feira pela madrugada, e assim era a sua rotina.

Raimundo Crente possuía uma oficina de móveis, sendo a primeira movelaria da cidade de Patu, começando a enfrentar grandes desafios, morando em casa de aluguel até o ano de 1958, quando chega uma seca severa e resolve vender tudo e viaja a Fortaleza-CE e compra uma passagem de navio para estado do Pará, a fim de trabalhar na extração de borracha, mas infelizmente não conseguiu, ficou aguardando chamado que nunca veio. Decidiu ir a Patos na Paraíba no ano seguinte comprar um motor e novamente montou a sua oficina de móveis com muita dificuldade, mas, sempre com fé, enfrentando os desafios.

No ano de 1960 ele comprou uma gleba de terra no Sítio Manuê e começa a construir a sua residência. No ano de 1962, o proprietário do prédio da sua oficina de móveis pede ao mesmo e seu local para trabalhar, ele juntou tudo e levou para o Manuê, que na chuva e no sol os equipamentos se deterioraram e vendeu-os para o ferro velho. A partir do ano de 1963, seu Raimundo Crente passa a desenvolver a profissão de pedreiro, carpinteiro ambulante, sem nunca abandonar a agricultura. No ano de 1969, em meio a grandes dificuldades chega a sua residência, o padre Henrique Sptz e convidou-o para trabalhar como carpinteiro na construção do Santuário do Lima, permanecendo por nove anos na responsabilidade da carpintaria da obra. Durante esse período ficou no comando da agricultura, sua esposa Rita Nogueira e filhos, pois o mesmo havia arrendado por dois anos, no ano de 1972, o sítio Vertentes, do proprietário, Josa Baiano.

No ano de 1974, Raimundo Crente recebeu convite da sua tia Brasilina Félix, para tomar conta do sítio Cafarnaum, a mesma era solteira e de idade avançada, não tendo condições de cuidar, então, mesmo trabalhando no Santuário do Lima, sua família passou a desbravar o pé da serra do Cafarnaum.

No ano de 1978, termina a jornada de trabalho no Santuário do Lima, passando então a dar mais ênfase à agricultura, mesmo assim, continuou como pedreiro, trabalhando com o senhor João Cardoso, com o mesmo fez várias construções em Patu e em outros lugares. Apesar das intempéries da vida, sempre com muita perseverança, coragem, fé e com a ajuda incansável e sábia de sua mui digna esposa, Rita Alves Nogueira. Com ela teve 21 filhos, criaram 15, são eles: Adamastor, Otoniel (in memoriam), Eudes, (in memoriam), Uziel, Edna, Eudina, Rafael, Manacés, Edneide, Eudilene, Eurani, Eleni, Elineide, Rita Filha e Raimundo Júnior. Formando assim uma prole de 15 filhos, 42 netos, 46 bisnetos e 8 tataranetos.

No ano de 2010, primeiro de abril, falece a sua querida esposa que juntos viveram 58 anos, 6 meses e 16 dias. Após um ano e seis meses, em meio à solidão e seu trabalho duro, o mesmo foi acometido de uma cegueira irreversível, mesmo assim, por 3 anos fica em Patu na companhia de sua filha Eurani. Em 22/03/2016 ele resolveu ir morar com sua filha Elenilde, no Sítio Cacimbinhas, município de Rafael Godeiro, permanecendo até os dias atuais. 

Aos 88 anos de idade permanece lúcido, um arquivo vivo, um contador de histórias, como das personalidades históricas: Almino Álvares Afonso, Tiradentes, Juscelino Kubitschek, entre outras histórias.

Seu Raimundo Crente foi um colaborador na obra do senhor Jesus Cristo. No ano de 1949, com apenas 18 anos de idade, vai à Serra do Cafarnaum tirar madeira, lavra e traz para Patu e fez as portas e janelas do primeiro templo da Igreja Assembleia de Deus, como também sua cobertura, cuja inauguração aconteceu em 26 de outubro de 1952. A sua profissão de carpinteiro ocasionou convites para fazer a cobertura de outros templos na região, até mesmo em Natal, a convite do Pastor João Gomes da Silva (in memoriam). Apesar de ser um semianalfabeto, aprendeu a ler e memorizar tanto a Bíblia Sagrada como vários livros com muito conhecimento vindo da parte de Deus, mas, a sua maior dedicação era a escatologia bíblica, o Apocalipse.


Fonte: Manacés Silveira e Elenilde.

Livro: Patu a História da Sua Gente.

Autor: Prof. Aluísio Dutra de Oliveira.


sexta-feira, 20 de agosto de 2021

A História de "Beto Sambola".



Francisco das Chagas de Oliveira, popularmente conhecido por "Beto Sambola" nasceu em Patu no dia 13 de Janeiro de 1967. Filho de José Paulino da Costa de Oliveira, conhecido por "Zé Sambola", e de dona Raimunda Jorge de Oliveira, conhecida por Raimunda Maria do Patu de Fora. O apelido "Sambola" veio do seu avô Severino Sambola e do seu pai Zé Sambola. Seus irmãos são: Valdenice Paulino de Oliveira "Vanda"; Dalvanice Paulino de Oliveira "Dalva"; Marlene Paulino de Oliveira e Francisco de Assis de Oliveira, "Nim".

Beto Sambola, quando nasceu, residiu um período no Bairro da Capela de Santa Teresinha, próximo a residência de João de Artur. Durante a sua infância ele constantemente apresentava problemas de saúde, era uma criança doente, fato que prejudicou muito a sua vida. Estudou suas primeiras séries na Escola Municipal Raimundo Nonato, na época localizada no Bairro do Quartel. Devido problemas em casa e os  seus problemas de saúde, que muitas vezes deixa o mesmo nervoso e de comportamento alterado, resolveu sair de casa e morar sozinho. Beto Sambola conseguiu uma casa, doada na época na gestão do prefeito Possidônio Queiroga, no Conjunto Nova Patu, bairro hoje denominado de José Godeiro da Silva,  onde o mesmo  agradece muito pelo gesto do ex-prefeito. Beto Sambola teve que vender a sua casa, segundo ele, por questões financeiras, tendo que comprar remédios e alimentação. Ele disse que sua vida sempre foi difícil, incompreendido por algumas pessoas, que segundo ele, "desaqueta o mesmo" ou seja, tira o seu sossego, "aperreia", mexe com ele, chegando algumas vezes a jogar pedras e ser ameaçado. Beto Sambola relata também que sofreu um acidente de carro no trecho Almino Afonso a Pau dos Ferros e que Deus deu o livramento ao mesmo. Beto Sambola, que também recebe o nome artístico de Elizabeth,  disse que atualmente reside em Caraúbas e também em Patu, continuando vivendo sozinho, com a renda do  seu benefício previdenciário.

Beto Sambola é um personagem do folclore de Patu, anda prá cima e prá baixo em sua bicicleta, falando, cantando, reclamando, denunciando alguma coisa, é o jeito dele. No período das campanhas políticas, ele participa de todas as carreatas, passeatas, motociatas de qualquer candidato. Seja qual for a cor do candidato, vermelho, verde, azul ou amarelo, ele está pronto, todo ornamentado com sua bicicleta para ser o "abre alas" na avenida  Lauro  Maia. O difícil mesmo é alguém saber quem ele realmente votou no dia da eleição, porque ele promete votar em todos, isso já faz parte da sua cultura. Pedimos aqui a compreensão das pessoas que entendam a pessoa de Beto Sambola, respeite a vida dele, não o perturbe. Se ele é agressivo, o motivo são as provocações. 

Beto Sambola é um personagem popular, conhecido por todos, ficou muito feliz em saber  que muito agira irão conhecer a sua história. Ele merece fazer parte da história de Patu. Sua história fará parte do livro Patu: A História da Sua Gente. - Volume 2 -  do professor Aluisio Dutra de Oliveira, que será lançado no ano de 2022.


Fonte das Informações.

Francisco das Chagas de Oliveira "Beto Sambola".

Marlene Paulino de Oliveira.

segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Faleceu neste domingo (15/08/2021) o senhor Celso Francelino de Ameida, "Celso de Chicão", vítima da Covid19.


Nos anos 90, seu Celso de Chicão era proprietário da Banda Contato Musical, onde a mesma deu oportunidade a vários artistas da cidade de Patu. Me recordo de um episódio que aconteceu no ano de 1999.  O empresário Petrônio, filho de seu Petrus, promoveu uma vaquejada no pátio do clube Chamego no Bairro da Capela de Santa Terezinha. A rádio Serrana FM, na primeira noite da vaquejada, promoveu uma festa no circo que foi armado para as apresentações musicais, com Nilson Viana, com a estrutura da Banda Contato Musical. Nessa noite caiu uma chuva de mais de 100 milímetros, quase que a estrutura da festa ia abaixo. Passada a chuva, seu Celso com muita calma e ajuda do gordo que controlava o som, limpou todos os equipamentos e depois a festa foi realizada. Outro momento histórico que tive contato com seu Celso, foi quando eu estava pesquisando sobre a história da vinda do Rei do Baião a Patu. O senhor Celso recordou bem esse dia pois o mesmo disse que, no dia se arrumou para ir assistir ao Show de Luís Gonzaga, mas infelizmente não pode ir pois a sua esposa estava internada no hospital de Patu, pois tinha dado a luz ao seu filho Celso Francelino de Almeida Filho, in memoriam. Luiz Gonzaga esteve pela segunda vez em Patu, na praça João Carlos, no ano de 1973.

Nossos sentimentos aos familiares e amigos e saudades do senhor Celso Francelino de Almeida, Celso de Chicão.

domingo, 15 de agosto de 2021

Registro Especial: A História do Senhor José Elias de Melo.

 

José Elias de Melo nasceu em 15 de agosto de 1937, na comunidade Pedra Lisa, município de Brejo do Cruz-PB. Filho de João de Melo da Silva e Leonila Leontina de Lima, onde tiveram dois filhos: Pedro e José Elias. Seu pai João Elias de Melo faleceu no ano de 1939, deixando José Elias com apenas dois anos. Sua mãe teve um segundo casamento, com o senhor Elias Pereira da Silva, onde tiveram quatro filhos: João, Luzia, Maria e Antônia, todos com sobrenome Elias de Lima.

José Elias a partir dos sete anos, já  ajudava aos pais na agricultura. No ano de 1959, chegava à cidade de Patu para ajudar ao seu padrasto Elias Pereira da Silva, que trabalhava na fazenda Palmeira a convite do Sr. Zequinha Tavares, nessa época residia no sítio João Pereira. Durante os anos de 1960 e 1961, José Elias ajudou o padrasto na agricultura.

No período da Seca de 1958, ele trabalhou como feitor nos trabalhos da emergência, estrada entre São José de Brejo do Cruz-PB (São José dos Cacetes) a Brejo do Cruz-PB. 

Em 1962, os comerciantes Misário Dantas e Angelita ofereceram trabalho como balconista na mercearia. No respectivo ano, José Elias de Melo casa-se com Maria Artemísia Praxedes. Do enlace matrimonial tiveram filhos oito filhos: Arnir (In memoriam), Arnilton (In memoriam), Arnilton, (nasceu outro filho e o casal colocou o mesmo nome do filho falecido, "Arnilton"), Arnirene, Adilene, Abilene, Adileuza e José Arnilson, todos com o sobrenome Praxedes de Melo. Em que pese, o Sr. Antônio Apolinário (freguês da mercearia) ofereceu uma casa para aluguel, localizada à Rua das Cajaranas - morando seis meses nesse local. Posteriormente, recebeu uma proposta do Sr. Elias Caboclo para comprar uma casa na Avenida Lauro Maia, sendo essa a residência atual. 

Já no ano de 1963 começou a trabalhar por conta própria, vendendo queijos, mercadorias diversas em mercearia na sua própria residência e realizando viagens para outras cidades. Durante essa fase, desenvolveu outras funções: taxista, marchante e vendedor ambulante. Como taxista, fazia viagens para pessoas e entidades, como por exemplo, para a Polícia Militar, chegando a transportar detentos para a cidade de Natal.  

Com o desejo de continuar os estudos, o mesmo ingressou no Ginásio Comercial de Patu, onde concluiu o curso técnico de contabilista, logo exercendo a função. No período de 1972 a 1973 foi para Mossoró com toda a família buscar concluir o ensino médio, trabalhando durante o dia, e a noite estudava no Centro Educacional Eliseu Viana.

José Elias retornou a cidade de Patu no ano de 1974, porém, continuou a viagem para Mossoró, tendo em vista a continuidade dos estudos. Após a conclusão do ensino médico, foi aprovado no curso de Letras - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte - UERN, no ano de 1981, na época FURRN. A busca em cursar o ensino superior não era fácil, todos os dias, durante quatro anos, ele se deslocava em seu táxi, corcel laranja, até a cidade de Caraúbas e lá pegava o ônibus dos estudantes para Mossoró. No seu táxi iam vários estudantes universitários de Patu que estudavam em Mossoró, entre eles, Luiz Gonzaga de Oliveira "In memoriam" e Lindalva Batista de Lima. Quando os estudantes não iam, o seu filho Arnilton Praxedes, conduzia o mesmo de motocicleta até Caraúbas, para de lá pegar o transporte escolar até Mossoró.    

José Elias concluiu curso de Letras na antiga FURRN no ano de 1984. Com o diploma em mãos, buscou oportunidades, e no mesmo ano entrou no quadro de funcionários do Estado do Rio Grande do Norte, trabalhando, inicialmente, na Escola Estadual João Godeiro, depois na Escola Estadual Dr. Edino Jales - lecionando a disciplina Inglês, onde ficou até completar a idade de setenta anos, culminando com a sua aposentadoria.

Seu José Elias é evangélico da Igreja Assembleia de Deus de Patu, criou os seus filhos na fé cristã, ensinando os bons costumes, como amor, respeito e gratidão. Existe uma frase que ele gosta muito: "Gratidão é o sentimento que mais aproxima o ser humano da presença de Deus".

Fonte das Informações.

José Elias de Melo e Arnilton Praxedes de Melo.






José Elias de Melo
José Elias de Melo e sua família.
Formatura de José Elias de Melo - Curso Letras FURRN, hoje UERN.
Formatura de José Elias de Melo - Curso Letras FURRN, hoje UERN.



sábado, 14 de agosto de 2021

João de Artur é Destaque no Portal Oeste em Pauta.





O Prosa Artista conversou com um dos maiores símbolos vivo da cultura popular do interior do Rio Grande do Norte. Com 84 anos de idade, João Artur ainda mantém viva em sua cidade natal, Patu, no Médio Oeste Potiguar, a tradição do Boi de Reis, uma das mais autênticas representações da cultura popular nordestina. João Artur é casado com dona Rita Alves onde tiveram nove filhos, cinco homens e quatro mulheres. Durante muitos anos ele exerceu a função de capoteiro onde tirava o sustento de sua família.

Seu interesse pelo folclore despertou na década de 70 lendo uma revista, que trazia uma reportagem que dizia que a “Diversão era Necessária”. Frase que despertou sua atenção em promover alegria e diversão na pacata cidade de Patu.



Segundo conta o próprio João, foi a partir desse momento que ele despertou nele a ideia de criar um Boi de Reis para promover a alegria em eventos culturais da cidade e da região como, por exemplo: Carnavais, festa da padroeira ou quando fosse convidado para participar de comemorações especiais ou nas vitórias de candidatos eleitos. Independente de quem vencesse a eleição, o Boi era convidado para comemorar a vitória e promover a alegria dos eleitos.

Mesmo com seus 84 anos, João de Artur ainda procura manter viva a cultura de sair às ruas vestindo boi de reis e bonecos gigantes. Mesmo com a falta de interesse das novas gerações em conhecer um pouco da história de sua gente e suas tradições.

Vivendo de modo simples e das lembranças que guarda através de fotografias desgastadas pelo tempo, ele lembra com saudosismo dos tempos em que era convidado por políticos de todo o RN, para ministrar palestras e aplicar o que ele chama de “elixir” da alegria, que consistia em sua apresentação de gala com bois de reis e os bonecos gigantes representando a imagem de Câmara Cascudo e Gabriela, dois dos principais personagens que saem as ruas seguindo o cortejo do Boi de Reis.



Seguindo o exemplo da Academia Patuense de Letras e Artes (APLA), que em 2017 prestou homenagem ao Folclorista João de Artur concedendo ao mesmo o título Honorífico de reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à cultura do município de Patu e ao Estado do Rio Grande do Norte e manter via a história de seu João de Artur, nós do portal Oeste em Pauta, através desse espaço tivemos uma prosa com João de Artur, que dividimos agora com nossos leitores.



Prosa de Artista: Conte-nos um pouco sobre suas origens. Diga-nos onde nasceram, seus pais, irmãos, casamento, esposa filhos.


JA: Nasci no Sítio Patu de Fora, município de Patu-RN, filho de Artur João da Silva e Alexandrina Esmeraldina de Souza. Meus irmãos são: Maria das Dores da Silva, conhecida como Maria de Artur (In memoriam), Júlia Maria da Silva, Helena Silva (In memoriam) e Paulo Artur da Silva (In memoriam). Sou casado com a patuense Rita Alves, onde tivemos nove filhos.

P.A.: Como foi sua infância e juventude aqui na região?

JA: A minha infância foi de criança pobre, ajudando aos pais na lida diária do campo como agricultor. Quando jovem, exerci a profissão de sapateiro, carpinteiro, marceneiro, capoteiro e pandeirista.

P.A.: O senhor frequentou a escola, ou como a maioria de sua época teve que ir logo trabalhar para ajudar os pais?

JA: Ajudava aos meus pais na agricultura. Meu pai Artur João era professor, ensinando aos filhos as primeiras letras. Quando criança frequentei as primeiras séries no grupo escolar da comunidade Patu de Fora.

P.A.: Quando surgiu seu interesse pela cultura popular e o folclore?

JA: Nos anos 70, lendo uma reportagem em uma revista que dizia que a diversão era necessária. A revista mostrava a foto de um Boi de Reis do Maranhão. Dizia também que o Boi era feito de Toqueira e Chita. Eu não sabia o que era Toqueira e resolvi perguntar a Miguel de Cidin (Miguel Câmara Rocha), que respondeu que toqueira era taboca, bambu. Eu fiquei com aquela imagem do Boi na cabeça e resolvi tentar fazer um e deu certo.

P.A.: Quem foram os grandes incentivadores para que o senhor iniciasse esse trabalho?

JA: Incialmente eu recebi a ajuda e inventivo de Miguel de Cidin (Miguel Câmara Rocha), ex-vereador e promotor da cultura e do esporte em Patu. Recebi também o apoio de Dr. Epitácio, ex-prefeito de Patu, do seu Filho Epitácio Filho, do ex-secretário de Cultura, Ricardo Veriano e atualmente do meu genro, professor Aluísio Dutra de Oliveira.

P.A.: O senhor já participou de grandes eventos e momentos com artistas de renome nacional como o cantor Lobão. Quais desses eventos o senhor destaca e quais os artistas com quem o senhor teve mais contato?

JA: A apresentação com o cantor Lobão foi em Caicó através da ajuda de Dr. Epitácio Filho e do Movimento Patu 2021. Participei em Caicó ao lado do grande Magão, de atividade carnavalesca no Bloco do Magão. Participei na praia de PIPA, do FLIPAUT – Festival Alternativo de Pipa com Epitácio Filho; e de carnavais em várias cidade do Rio Grande do Norte como: Caiçara do Norte, São Bento PB, Natal, Messias Targino e outras cidades. Em Patu participo todos os anos da Festa da Padroeira, Feira da Cultura e do carnaval de rua.

P.A.: O senhor acredita que a tradição do Boi de Reis será mantida depois que o senhor parar?

JA: Acredito que sim. Eu vejo o interesse do professor Aluísio Dutra de Oliveira, hoje uma espécie de diretor do Boi de João de Artur. Ele já disse que pretende dar continuidade a cultura do Boi, eu fico muito feliz em saber que a cultura do Boi vai continuar existindo.

P.A.: O professor e escritor Aluísio Dutra, assim como o escritor e pesquisador Social Epitácio Andrade Filho, tem sido seus grandes incentivadores e responsáveis pela divulgação do seu trabalho. O Senhor acredita que eles podem segurar essa bandeira de manter viva a tradição do Boi de Reis e do folclore popular em Patu?

JA: Acredito sim. Dr. Epitácio Filho é um grande amigo meu e da minha família, me ajudou muito e com certeza vai continuar ajudando. O professor Aluísio Dutra, que é meu genro, me ajuda muito na organização do Boi, ele divulga, já escreveu até livro retratando a cultura do Boi e a minha história. Acredito que ele vai dar continuidade a essa cultura tão importante para Patu e para o Rio Grande do Norte.

P.A.: O senhor ainda tem esperança de que após passar esse período da pandemia, o Boi de João de Artur possa voltar a promover seus cortejos pelas ruas de Patu e outras cidades do RN?

JA: Sim. Tenho esperança que tudo isso vai passar logo para que o Boi possa sair desfilando pelas ruas de Patu e da região, se Deus quiser.

P.A. O que o senhor pretende fazer para que a tradição do boi e do folclore seja mantida em Patu?

JA: Estou fazendo a minha parte, mantendo e conservando o meu Grupo Folclórico, enfrentando dificuldades, mesmo não sendo muito valorizado por certas pessoas. Antigamente muitas pessoas acompanhavam Boi e os demais bonecos pela diversão, brincadeira, hoje tem que se pagar um tal de cachê para conduzir os bonecos, isso me deixa triste.

P.A.: Que mensagem o senhor gostaria de deixar para os gestores públicos e as pessoas responsáveis pela cultura?

JA: Eu peço aos prefeitos, vereadores e demais pessoas da área de cultura que valorizem a cultura de nossa cidade, não é fácil manter uma tradição de 45 anos, foi muita luta para chegar até aqui. Estou com 86 anos e infelizmente não vejo a cultura como prioridade.

O Professor e Poeta José Bezerra de Assis escreveu a história do Boi em versos.


I

Autêntica expressão folclórica

Da cidade de Patu

Tem sido ao longo do tempo

O boi de João de Artur.

II

Criado há quarenta anos

O único da região

Que do carnaval de rua

Sempre fez animação.

III

João de Artur criou o boi  

Expressando a arte pura

Com o grande objetivo

Manter viva essa cultura.

IV

Quando o grupo sai às ruas 

Felicidade irradia

Isso João de Artur chama

Elixir da alegria.

V

Suas apresentações

De muito tempo já vem

Aqui e noutras cidades

E na Paraíba também.

VI

Na cidade Caicó

Já fez apresentação

Fazendo parte do bloco

De folia do “Magão”.

VII

No grupo além do boi

Tem a burrinha do João

Os dois bonecos gigantes

Gabriela e Cascudão.

VIII

Jaraguá também faz parte

E mais outros animais

Esse tipo de cultura

É pouca gente que faz.

IX

Em dois mil e dezenove

Cresce o Grupo de Seu João

Com um Urso que foi doado

Por seu amigo Magão.

X

O grupo do boi diverte

Crianças, jovens e coroas

Em si já chegou juntar

Até sessenta pessoas.

XI

Hoje João de Artur não vê

Ninguém prá lhe apoiar

Por isso, uma vez por ano

Sai às ruas do lugar.

XII

Ele lembra e tem saudade

Daquele tempo que foi

E diz enquanto viver

Faz tudo para manter

Essa cultura do Boi.


João de Artur e Dr. Epitácio Filho

                   João de Artur com o cantor Lobão e artistas Patuenses
João de Artur com o ex-presidente Lula

João de Artur com Miguel Câmara Rocha e Clemiche Câmara Rocha.

João de Artur e o Boi pelas ruas de Patu-RN



João de Artur e sua esposa Dona Rita Alves.

Prof. Aluísio Dutra de Oliveira, atual diretor do Boi de João de Artur e apoiadores.


Deputado Francisco do PT visita secretária da SEMJIDHRN para tratar sobre matérias de direitos humanos, combate ao racismo e à violência contra as mulheres


 


   O deputado Francisco do PT esteve na Secretaria de Estado das Mulheres, Juventude, Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, para tratar com a secretária da pasta, Julia Arruda, sobre leis e projetos de lei de autoria de mandato dele. A reunião também contou com a presença da subsecretária da Mulher, Wanessa Fialho, que foi assessora do mandato do deputado Francisco e contribuiu para elaboração de projetos do setor. 

No total o parlamentar entregou 20 projetos de lei em tramitação ou já sancionados sobre combate ao racismo, apoio à juventude, LGBTQI+, combate à violência doméstica contra às mulheres, primeira infância, criança e adolescente e outros temas dos direitos humanos.

O deputado disse na visita que o mandato dele é parceiro na luta contra as injustiças sociais. “Todas essas matérias foram elaboradas ouvindo as pessoas envolvidas nos grupos que sofrem com as injustiças, preconceitos e violências. A missão de nosso mandato é se somar na luta contra esses males”, disse o deputado.

A secretária Júlia Arruda parabenizou o deputado e disse as leis irão contribuir bastante no trabalho das garantias dos direitos das pessoas.   

       Entre as leis apresentadas estão duas que foram recentemente aprovadas. A que proíbe a nomeação em cargos comissionados no RN, de pessoas que foram condenadas por crimes raciais e outra que obriga bares, restaurantes e casas noturnas a protegerem mulheres que se sintam ameaçadas em seus estabelecimentos.

Fonte: Deputado Francisco do PT.

Deputada Natália Bonavides solicita ao ministro da Educação informações sobre a redução do orçamento das instituições federais de ensino para 2022



A deputada federal Natália Bonavides (PT/RN), juntamente com a deputada Marília Arraes (PT/PE), solicitou ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, por meio de requerimento de informação protocolado na Câmara dos Deputados, informações sobre a redução orçamentária para as instituições federais de ensino em 2022.

Em audiência pública realizada na Comissão de Educação da Câmara Federal, no dia 09 de agosto de 2021, a partir de requerimento feito pelas duas parlamentares, foi informado que o Ministério da Educação enviou ofício para a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tratando da proposta orçamentária para 2022 e informando a possível redução de cerca de 15% do orçamento da universidade para o exercício financeiro de 2022, o que corresponde a uma diminuição de aproximadamente R$ 18 milhões para custeio.

“Precisamos enfrentar os cortes sistemáticos e a política de diminuição do financiamento da educação pública. Caso não seja freado esse estrangulamento das instituições de ensino provocado por Bolsonaro e seus aliados, muitas delas não conseguirão dar continuidade às suas atividades. Não é possível que o MEC reduza os recursos das universidades e institutos federais justamente quando é preciso investir em políticas de assistência estudantil e segurança sanitária para garantir a permanência dos estudantes. Aqui no RN temos um instituto federal em que mais de 90% dos estudantes vivem em situação de vulnerabilidade social, que ampliou com a pandemia. São nesses estudantes que precisamos pensar e garantir recursos para que continuem seus estudos. Seguimos vigilantes e não vamos tolerar mais cortes”, pontuou Bonavides.

“Os sucessivos cortes nos orçamentos das instituições federais de ensino superior trouxeram prejuízos graves durante os últimos anos, em especial em 2021, quando além do contingenciamento e cortes gerais, houve uma redução drástica no total de recursos da LOA. Estamos lutando pela recomposição destes recursos ao mesmo tempo em que precisamos frear qualquer nova tentativa de cortes para 2022. É preciso destacar que se as atividades presenciais estivessem acontecendo, boa parte das universidades e institutos federais não estariam mais conseguindo pagar contas básicas e teriam fechado suas portas. Em 2022, com a possibilidade real da retomada das aulas e atividades presenciais nos campi de todo o país, incluindo os do Nordeste, ou mudamos essa realidade orçamentária ou veremos uma verdadeira tragédia acontecer, com o fechamento de instituições e o abandono de milhares de alunos. Por isso vamos acompanhar de perto e exigir respostas concretas do Ministério da Educação”, destacou a deputada Marília Arraes.

A Lei Orçamentária Anual de 2021 já trouxe um corte de R$ 1 bilhão que atingiu as 69 universidades federais espalhadas pelo país. No Rio Grande do Norte, entre orçamentos de custeio e de capital, a UFRN tinha R$ 176 milhões em 2018 e tem para 2021 apenas R$115 milhões. De acordo com a Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), o orçamento discricionário das universidades federais em 2021 correspondeu a 40% do valor corrigido do orçamento de 2014.

Fonte: Mandato Dep. Natália Bonavides.