terça-feira, 5 de novembro de 2019

Custo da Cesta Básica sobe no mês de Setembro em Patu RN

Conforme dados do Projeto Custo de Vida Patu, desenvolvido pelo Departamento de Ciências Contábeis da UERN/Campus Patu, no mês de setembro de 2019, o custo da cesta básica, na cidade de Patu/RN, foi de R$ 845,92. No mês de agosto o custo tinha sido de 841,30, aumentando em 0,55%. A cesta básica pesquisada é composta por três grupos de produtos: Alimentação, Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica. No mês de Setembro de 2019 o grupo de Alimentação custou R$ 693,97, em agosto foi de R$ 690,38, aumento de 0,52%. O grupo Higiene Pessoal custou no mês de setembro R$ 106,20 e em agosto R$ 97,13, aumento em 9,34%. O grupo Limpeza doméstica teve um custo no mês de setembro de R$ 45,75, em agosto foi R$ 53,79, diminuindo em - 14,95%. O custo da cesta básica no mês Setembro, calculado em Patu-RN, representou 84,76% do valor de Salário Mínimo atual que é de R$ 998,00. O custo da Ração Essencial Mínima, calculado no mês de Setembro é de R$ 264,60 por pessoa, evidenciando, dessa maneira, que a ração essencial mínima para uma família composta de cinco pessoas (três adultos e duas crianças), somou R$ 1.337,00. O  trabalhador patuense necessitaria ganhar um salário-mínimo de R$ 2.432,43 no mês de setembro para atender às necessidades de sua família (cinco pessoas) com alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte. Portanto, o salário-mínimo de R$ 998,00 representou, em setembro de 2019, apenas 41,03% do que o trabalhador deveria ganhar. O Projeto Custo de Vida Patu é desenvolvido pelo Departamento de Ciências Contábeis da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (DCC/UERN), o qual tem como objetivo principal calcular e divulgar, mensalmente, o custo de vida na cidade de Patu-RN. O projeto é coordenado pelo professor Aluísio Dutra de Oliveira com a participação do Professor Ms. Francisco Tavares Filho e dos alunos do Curso de Ciências Contábeis: Caio Felipe da Silva Sousa (Catolé do Rocha-PB), Diego Alves do Nascimento (Patu-RN), Gilmar Alves de Lira Júnior (Patu-RN), e Jéssica Nascimento Silva (Catolé do Rocha-PB).
home page: http://patu.uern.br/dcc.

sexta-feira, 25 de outubro de 2019

A História da Inauguração da Estação Ferroviária de Patu RN

A Vila de Patu a época da inauguração da estação


A vila de Patu se incluía no número das localidades florescentes do interior potiguar no ano de 1936. Segundo o jornal A Ordem, a frente dos destinos da citada vila estavam elementos de reconhecido valor: de um lado o pároco Frederico Pastors cuidando com zelo e dedicação dos interesses da matriz e dos seus paroquianos; de outro lado o prefeito Júlio Fernandes cooperado por outros vultos de real prestigio político-social, entre eles os quais  a figura simpática de Rafael Godeiro, homem empreendedor e progressista. Grandes realizações estavam se concretizando para o soerguimento do município, cujo futuro era assaz promissor, disse o referido jornal. Dentre estas realizações daquele ano de 1936 estavam a inauguração do trecho da Estrada de Ferro de Mossoró entre Caraúbas e Patu e a respectiva estação da vila, a empresa algodoeira SANBRA que seria inaugurada em breve e a luz elétrica que seria instalada na vila. 
Fonte:  (Jornal A ORDEM, edição 26/09/1936, p.2)

A Estrada de Ferro de Mossoró

Naquele ano de 1936 a ferrovia se achava entregue a Companhia Estrada de Ferro de Mossoró compreendendo os seguintes trechos: Porto Franco, ponto de parada, à margem esquerda do Rio Mossoró, defronte de Areia Branca RN, atualmente Grossos RN, até Mossoró com 37,447 km; de Mossoró a São Sebastião, atual Governador Dix-Sept Rosado, com 39,563 km; de São Sebastião a Caraúbas, com 43,920 km, perfazendo um total de 120,970 km. O trecho inaugurado em 1936 entre Caraúbas e Patu tinha uma extensão de 36,640km, ficaria, portanto a Estrada de Ferro Mossoró com 157,710 km em tráfego. Restava ainda a conclusão dos trechos de Patu a Almino Afonso com 17, 280 km; de Almino Afonso a Boa Esperança com 24,074 km, todo este trecho em território do Rio Grande do Norte e o último trecho entre Boa Esperança à cidade de Souza, na Paraíba. Em números redondos teria um total de 280 km. Na cidade de Souza a Estrada de Ferro Mossoró, se entroncaria com a Rede de Viação Cearense, que por sua vez se ligaria a Great Western-GWBR. Ficaria assim o Nordeste brasileiro todo recortado por ferrovias, aproximando distâncias, arejando sítios até então esquecidos, tecendo a grande peça da unidade nacional.
Fonte:  (Jornal A ORDEM, edição 30/09/1936, p.1).

A inauguração da estação de Patu

Foi escolhida a data de 30/09/1936 para a inauguração do trecho entre Caraúbas e Patu e a respectiva estação da vila. Esteve presente a solenidade o então Interventor Federal Rafael Fernandes que viajou de Natal a Mossoró em avião da Pan Air e depois para a vila de Patu em trem especial com a comitiva para os atos inaugurais daquele trecho ferroviário. Mesmo com essa inauguração a Estrada de  Ferro Mossoró não ficava com o tráfego completo. Os trabalhos continuaram no trecho além de Patu até Almino Afonso.O trecho entre Caraúbas e Patu ocorreu 21 anos depois da inauguração do primeiro trecho da citada ferrovia entre Porto Franco e Mossoró em 15/03/1915. O ato de inauguração da estação ferroviária de Patu se revestiu da maior solenidade. Para ir até a vila foi organizado um comboio especial levando o interventor Rafael Fernandes, demais autoridades, convidados e representantes da imprensa. A aproximação do trem  da vila lia-se a seguinte faixa “ Patú saúda os trilhos do progresso”. Recebidos por entre aclamações do povo, o interventor, sua comitiva e engenheiros desceram até o local do leito da estrada onde se achava estendida a fita simbólica que foi cortada pelo interventor Rafael Fernandes. Em seguida o trem se dirigiu até a gare (estação), por entre os aplausos da população e dos operários da estrada, dispostos em fila com os seus instrumentos de trabalho. No interior da estação falaram o engenheiro José Luiz Batista, que se congratulou com os patuenses pelo melhoramento que acabava de ser inaugurado, tendo palavras de elogio para com o governo da República e realçando a atuação do ex-ministro José Américo de Almeida. O dr. Arthur Castilhos discursou sobre as vantagens e o elevado alcance econômico da ferrovia entre Mossoró e Alexandria, como propulsora do progresso de uma vasta região e para o qual o governo federal olharia com a devida atenção; e, finalmente o farmacêutico Vicente de Almeida que em nome dos seus conterrâneos saudou o interventor Rafael Fernandes, todos os engenheiros e demais pessoas presentes num substancioso discurso que a todos encantou. As 12:00 h, no edifício do Grupo Escolar João Godeiro, houve o banquete oferecido pelo município de Patu aos ilustres hospedes, falando por delegação do prefeito o Dr. Bianor Fernandes. A mesa estava em dispostas em formato de "U" onde sentaram-se cerca de sessenta cavalheiros presentes aquela solenidade tendo sido servidos pelas senhoritas da sociedade local.
Fonte: (DIÁRIO DE PERNAMBUCO, edição 11/10/1936, p.9).

Elevação da categoria de cidade

Dois meses após a inauguração da estação de Patu a vila foi  elevada a  categoria de cidade por lei estadual de 03 de novembro de 1936 tendo sido nomeado prefeito o Sr. Rafael Godeiro, agricultor naquele município em 27/11/1936.

Telegrama enviado ao presidente Getúlio Vargas

O interventor Rafael Fernandes enviou o seguinte telegrama ao presidente da República: Mossoró, 1- Tenho satisfação de comunicar a v.ex., a inauguração da estação ferroviária de Patu, da Estrada de Ferro de Mossoró neste Estado. À cerimônia foi revestida de grande solenidade, estiveram presentes os representantes do inspetor federal das estradas e outras autoridades federais, estaduais e municipais. Este melhoramento representa um grande serviço para importante região do Estado, motivo porque, transmito ao eminente chefe da nação respeitosos agradecimentos da população do Rio Grande do Norte, pela valiosa cooperação que dispensou em favor da sua efetivação. Saudações cordiais-Rafael Fernandes, governador. 
Fonte: (REVISTA DAS ESTRADAS DE FERRO, 15/10/1936, p.12).

Fonte: www.cronicastaipuense.blogspot.com

sexta-feira, 11 de outubro de 2019

A História de José Godeiro da Silva

José Godeiro da Silva nasceu em Patu em 3 de julho de 1.893, filho de Manoel Godeiro da Silva e Lina Joaquina de Moura. Quando jovem, José Godeiro gostava de promover festas para a sociedade patuense. Ele era detentor de uma ótima caligrafia e redigia textos muito bem, em ocasiões especiais sempre era procurado para redigir documentos, cartas, etc. Por volta do ano de 1934 casou com a senhora Ana Constância Godeiro tendo três filhos Gabriel Godeiro da Silva, conhecido como "Bié", Joaquim Godeiro Neto e Inês Eurides Godeiro, todos já falecidos. Com o falecimento da sua esposa ele casou pela segunda vez, agora com a senhora Mariá Alves da Silva, tendo dois filhos: Josemar Godeiro da Silva, conhecido com o “Zemar Godeiro” e Paulo Godeiro. 
No ano de 1927 correu a notícia em toda parte que o bando de lampião estava na região e poderia passar por Patu, vindo das bandas de Lucrécia, tendo provocado terror por lá.   O chefe da intendência de Patu era o senhor Joaquim Godeiro da Silva que formou dois grupos para defender a população do ataque de lampião. Um grupo ficou localizado na entrada de Patu, entrincheirados nas proximidades do sítio Manuê, formado pelas seguintes pessoas: Joaquim Godeiro Sobrinho, soldado Abdon, José Godeiro da Silva, João Caipora, José de Almeida, Almino Bento e João Inácio. Outro grupo ficou entrincheirado próximo a usina de Alfredo Fernandes no bairro da Estação. Os moradores ficaram apavorados com a possibilidade dos bandidos​ cangaceiros passarem por Patu, mas, o bando de Lampião não veio a Patu, seguiu rumo a cidade de Mossoró. 
 Godeiro como era mais conhecido foi comerciante em Patu, possuía um Bar, ficava localizado no centro da cidade de Patu, à rua Francisco Dutra de Almeida, no passado funcionava a Farmácia de Dr Epitácio Andrade e também o restaurante de Cleide de Miguel Câmara Rocha. Possuiu também uma bodega no bairro da estação, vendendo estivas e cereais, localizado na esquina da Praça do Povo, local pertencente hoje a Marcos de Zé de Alfredo. Zé Godeiro vendia sal para toda região, trazendo de Mossoró e revendendo para outras localidades. Da cidade de Caicó o senhor José Amâncio trazia feirantes em seu misto para a feira de Patu, na época muito grande, atraindo feirantes de toda região, e na volta ele conduzia sacas de sal para a região do Seridó. Zé Godeiro também possuía armazém que armazenava sal para outras pessoas que comercializavam com esse produto. Zé Godeiro era uma pessoa organizada e tinha posses, ou seja, vivia bem financeiramente. 
Ele foi a primeira pessoa em Patu a aquirir um veículo, tratava-se de "Ford Bigode", transporte com rodas de madeira coberto com borracha. Um fato interessante aconteceu com esse veículo, que tinha como motorista o seu irmão Lucas Godeiro. Certa vez Lucas deu um cavalo de pau, conduzindo o veículo, defronte a Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores e ainda proferiu a seguinte frase: " É hoje a palha vôa". A consequência da imprudência do motorista, foi o veículo ter quebrado as quatro rodas, fato que deixou Zé Godeiro muito aborrecido, vendendo o mesmo ao primeiro comprador. Zé Godeiro também foi a primeira pessoa em Patu a possuir uma geladeira, um bem muito raro naquela época e foi o primeiro a comprar um rádio a pilha para ser colocado em seu bar, fato esse que mereceu até inauguração em um dia de domingo às três horas da tarde. Na época o seu sobrinho Antônio Edilson Godeiro Carlos, passou pelo seu bar e perguntou a Zé Godeiro: Que horas será a inauguração do rádio? Zé Godeiro, respondeu, será as três horas da tarde, vá para casa tomar banho, se vestir e venha participar da inauguração do rádio a pilha que será ligado oficialmente pela primeira vez. Na época as principais rádios AM que se captava o som eram: Rádio Jornal do Comércio de Recife-PE e Rádio Sociedade da Bahia-BA, entre outras. José Godeiro da Silva foi candidato a prefeito de Patu e perdeu a eleição por onze votos, disputando o pleito com o senhor Antônio Suassuna. Ele também foi chefe do barracão do DENOCS na época da grande seca do ano de 1958.
José Godeiro da Silva era uma homem de visão, inovador e que apoiava várias atividades, principalmente no esporte. Como proprietário de uma grande faixa de terras, na época denominada de Fazenda Lagoa, ele reservou um espaço para construir um campo de futebol, denominado de "Godeirão", esse campo era cercado pela planta “aveloz” e possuía um portão de entrada. Na época, as principais partidas de futebol das equipes de Patu eram realizadas no Godeirão. Zé Godeiro possuía terras na localidade Poço da Pedra, hoje bairro de Santa Terezinha. Ele foi o doador do terreno para construção da Capela de Santa Terezinha, a pedido de dona Maria Godeiro, mãe de Atimar Godeiro, que teve um sonho em que dona Maria Lina, esposa do ex-prefeito de Patu, Rafael Godeiro da Silva, pedia a mesma que conseguisse doações para construção de uma capela em homenagem a Santa Terezinha. Zé Godeiro também doou terreno onde hoje está localizada a praça Maria Lina, mais conhecida, como praça de Santa Terezinha, o mesmo era devoto da santa e ao lado da esposa sempre apoiavam nas atividades da Capella. No período da administração do prefeito Possidônio Queiroga, um terreno localizado na Fazenda Lagoa, principalmente onde se localizava o campo Godeirão, pertencente ao senhor José Godeiro, foi desapropriado pelo poder público municipal para ser construído o Conjunto Nova Patu, com capacidade para 600 unidades habitacionais. A Câmara Municipal de Patu, através de projeto de autoria do vereador Moura da Saúde, aprovou o novo bairro de Patu, denominado de José Godeiro da Silva, onde está localizado o Conjunto Nova Patu. José Godeiro em suas atividades tinha a capacidade de fazer serviços de balizamento de ruas e avenidas, profissão destinada ao agrimensor, pessoa que é habilitada legalmente para medir, dividir e/ou demarcar terras. Na administração do prefeito Dr. Aderson Dutra, Zé Godeiro foi chamado para medir uns terrenos e certa pessoa perguntou: Seu Zé Godeiro está medindo o que? Ele respondeu, um terreno para uma futura rua. Ela perguntou, e como será o nome dessa rua, ele respondeu, brincando, será a rua José Godeiro, o fato é que as pessoas foram construindo suas residências e diziam que moravam na rua José Godeiro, fato esse oficializado depois pela prefeitura Municipal de Patu. A rua José Godeiro fica localizada por trás do Campus Avançado de Patu. José Godeiro da Silva faleceu no mês de dezembro do ano de 1989 com 96 anos de idade e seu corpo foi sepultado no cemitério público de Patu-RN.
José Godeiro da Silva, homem habilidoso, inteligente, com pensamento inovador para a sua época, deixando seu legado e sua marca na construção da história de Patu.

Reportagem: Aluísio Dutra de Oliveira.
Fonte das Informações:
Paulo Godeiro.
Fotos: George Godeiro.

José Godeiro da Silva








domingo, 6 de outubro de 2019

A História de Zé de Pretinho.

José Maia Sobrinho ou Zé de Pretinho como era mais conhecido, nasceu em Natal/RN, em 01 de março de 1944. Filho de Manoel Martiniano Filho e Francisca Alves dos Santos. No ano de 1961 foi residir no sítio Bestas Bravas município de São Fernando-RN onde conheceu a jovem Lídia Santos, filha de Manoel Etelvino dos Santos e de dona Maria Minervina dos Santos. Depois de certo tempo namorou e casou com Lídia Santos que na época tinha a idade de 19 anos. Do enlace matrimonial tiveram oito filhos. Em 5 de fevereiro 1966, pouco tempo depois de casados, o casal veio morar na comunidade rural de Lagoa de Pedras, município de Patu/RN. 
Trabalhando como agricultor na fazenda do desembargador Manoel Maia, o senhor Zé de Pretinho conseguiu com o passar do tempo botar um comércio no sítio que morava e comprou um prédio na cidade de Patu, instalando uma casa de jogo que ficava localizada no Beco da Facada no antigo mercado público de Patu. As primeiras pessoas que trabalharam no jogo pra ele foram Zé Pacará, Zé Redondo, Lourival Rezende e Assis do Barbeiro. No ano de 1980 em virtude da continuação dos estudos dos seus filhos, foi necessário se mudar para a zona urbana de Patu para que os mesmos pudessem estudar. Mesmo assim, continuou trabalhando como agricultor, passando a trabalhar nas terras do Sr. Antônio Suassuna como meeiro, e ainda, nos seus poucos tempos de folga bancava jogo de baralho em seu estabelecimento.
Nesse período, construiu sua casa na rua Lucas Matias, bairro do Quartel, e, com muita luta, criou e educou seus oito filhos, Marluce Maia, Ronaldo Maia, Rubinaldo Maia, Marli Maia, Manoel Etelvino dos Santos Neto, Rivaldo Maia, Maria José Maia e Lindalva Maia, dos quais se orgulhava muito, pois todos eram estudiosos e trabalhadores, conseguindo formar quase todos. 
Em 26 de julho de 2003, Zé de Pretinho sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), aos 59 anos, fato que provocou a sua morte, deixando uma família grande, bem encaminhada na vida e bastante unida. Possuía grandes amigos, como: Manoel de Lourival, Parriba e Chico Batalha, todos já falecidos. Ele era uma pessoa muito brincalhona e agradava a todos com seu jeito amigo e engraçado de ser. Como homem simples, humilde e muito trabalhador deixou a sua marca na história do município de Patu-RN. 

Fonte das Informações: Dona Lídia Santos, Marli Maia Santos e demais filhos.
Fotos: Cedidas pela família.
Apoio: Aldivan Souza

quarta-feira, 2 de outubro de 2019

O Custo da Cesta Básica em Patu cai no mês de Julho e sobe um pouco em Agosto.


Conforme dados do Projeto Custo de Vida Patu, desenvolvido pelo Departamento de Ciências Contábeis da UERN/Campus Patu, no mês de julho de 2019, o custo da cesta básica, na cidade de Patu/RN, foi de R$ 817,50, no mês de junho tinha sido de 854,23, diminuindo em -4,3%. No mês de agosto o custo da cesta básica foi de R$ 841,30, sendo um pouco mais cara do que no mês anterior em 2,91%. A cesta básica pesquisada é composta por três grupos de produtos: Alimentação, Higiene Pessoal e Limpeza Doméstica.  No mês de Julho de 2019 o grupo de Alimentação custou R$ 671,39, em agosto foi de R$ 690,38, aumento de 2,83%. O grupo Higiene Pessoal custou no mês de julho R$ 98,82 e em agosto R$ 97,13, diminuindo em -1,71%. O grupo Limpeza doméstica teve um custo no mês de julho de R$ 47,29, em agosto R$ 53,79, aumentando 13,73%.  O custo da cesta básica no mês de Julho de 2019 calculado em Patu-RN, representou 81,9% do valor de Salário Mínimo atual que é de R$ 998,00, e no mês de Agosto representou 84,3%.  O custo da Ração Essencial Mínima, calculado no mês de julho de 2019 é de R$ 264,60 por pessoa, evidenciando, dessa maneira, que a ração essencial mínima para uma família composta de cinco pessoas (três adultos e duas crianças), somou R$ 1.323,00. No mês de agosto a ração essencial mínima por pessoa representou R$ 263,14, para uma família composta por cinco pessoas seriam necessários R$ 1.315,71. O  trabalhador patuense necessitaria ganhar um salário mínimo de R$ 2.405,46 no mês de julho e no mês de agosto R$ 2.392,20 para atender às necessidades de sua família (cinco pessoas) com alimentação, habitação, vestuário, higiene e transporte. Portanto, o salário-mínimo de R$ 998,00 representa, em julho 41,49% do que o trabalhador deveria ganhar e 41,72% no mês de agosto.


Fonte das Informações:

Projeto Custo de Vida Patu é desenvolvido pelo Departamento de Ciências Contábeis da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (DCC/UERN), o qual tem como objetivo principal calcular e divulgar, mensalmente, o custo de vida na cidade de Patu-RN. O projeto é coordenado pelo professor Aluísio Dutra de Oliveira com a participação do Professor Ms. Francisco Tavares Filho e dos alunos do Curso de Ciências Contábeis: Caio Felipe da Silva Sousa (Catolé do Rocha-PB), Diego Alves do Nascimento (Patu-RN), Gilmar Alves de Lira Júnior (Patu-RN), Nathan Batisita dos Santos (Rafael Godeiro-RN) e Jéssica Nascimento Silva (Catolé do Rocha-PB).
home page: http://patu.uern.br/dcc.

A História de Raimundo de João Inácio.

Raimundo Nonato de Oliveira, nasceu no dia 23 de Maio de 1943, na cidade de Patu-RN. Filho do Casal João Inácio de Oliveira e Luzia Godeiro da Silva (Em memória). Seu pai era um homeopático que prestava assistência aos doentes da cidade e região. Raimundo Nonato foi o quarto filho da prole de cinco, formada desta união. Com seus irmãos Francisco de Assis, (Em memória), Maria Luzia de Oliveira, Maria Vilaní de Oliveira Câmara e Lúcia Brígida Dantas viveram a vida todos nesta cidade. Aqui também construiu família e deixou como herança genética a filha Klébia Rosemberg de Oliveira e uma neta, Vitória Jordânia de Oliveira Galdino.
Raimundo Nonato, popularmente conhecido por Raimundo de João Inácio, cursou até o quarto ano primário, por ser filho de família humilde, ainda jovem teve que ir em busca de trabalho. Presenteado por Deus por um bom timbre de voz, na década de 50, para ele conseguir recursos e ajudar a família, começou a fazer locuções. Foi locutor do Parque de diversão do senhor Zé Guimarães, levando mensagens e recadinhos aos jovens apaixonados que queriam expressar seus sentimentos. Também trabalhou no Centro Telefônico de Patu por um bom tempo. Apesar de não ter concluído o primeiro grau, conseguiu fazer treinamento e ingressar como funcionário público estadual no governo de Aluízio Alves, na Escola Estadual Dr. Xavier Fernandes, exercendo a função de porteiro durante 30 anos. Ele foi servidor público municipal na gestão do prefeito Aderson Dutra, bem como exercia a locução da difusora do senhor "Nestor" e Miguel Câmara Rocha, localizada no antigo prédio da cadeia pública Edifício Castelo Branco, hoje Edifício que leva o nome do senhor Sebastião Petronilo de Moura.
Pessoa inteligente, sempre bem informado e muito comunicativo, razão pela qual recebeu convite para prestar serviço na Rádio Roteiros de Patu, de Miguel Câmara Rocha, levando notícias e informações a toda comunidade. A locução era a sua grande paixão profissional.
Prestou serviço nas festividades religiosas da Capela de Santa Terezinha e na Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, como também nas festividades de Nossa Senhora dos Impossíveis como leiloeiro. Através dos serviços de som da Igreja Matriz realizou diversas campanhas beneficentes para pessoas carentes. Com seu jeito espontâneo de falar, carismático e comprometido com o trabalho que fazia, logo recebeu convite do Sr. José Vieira “Pacamom” (Em memória) da cidade de Brejo do Cruz para trabalhar como locutor no seu carro de som, uma Rural Willys que na época era o maior veículo de comunicação e divulgação de nossa cidade. 
Levava aos patuenses desde as notícias tristes de convites de sepultamentos até as maiores festividades que acontecia em nossa cidade e região, anunciando e propagando o que aparecia, fazia chamadas de bingos que, também, era mais um de seus ofícios.
Neste ano de 2019, Raimundo de João Inácio, foi homenageado como patrono da APLA – Academia Patuense de Letras e Artes, que tem como ocupante da cadeira de número 28 o acadêmico Audery Fernandes de Souza.

Raimundo Nonato de Oliveira, faleceu no dia 22 de julho de 2012, no Hospital Municipal Dr. Henderson Josino Bandeira de Moura, nesta cidade. Patuense apaixonado por sua terra, desde jovem sempre buscou prestar serviço ao município contribuindo com a sociedade como servidor público, no âmbito da comunicação atuou como locutor e radialista deixando sua marca na história da cidade de Patu.


Fonte: Lucélia Ribeiro Dantas.
Audery Fernandes de Souza.

Raimundo de João Inácio e sua família.


O IV Salão Dorian Gray de arte Potiguar será aberto dia 11 de outubro em Mossoró-RN.

O IV Salão Dorian Gray de arte Potiguar será aberto dia 11 de outubro, às 18:30 h, na cidade de Mossoró, na Galeria de Arte Joseph Boulier. A nossa maior exposição anual de artes plásticas apresenta prêmios em dinheiro para os três primeiros lugares e várias menções honrosas para aqueles que mais se destacaram. O tema geral foi Liberdade, permitindo aos artistas elaborar variações a partir dessa temática, tanto no sentido físico quanto no sentido filosófico.
Haverá prêmios para os três primeiros lugares, R$ 2.500,00 para o primeiro, R$ 1.500,00 para o segundo e R$ 1.000,0  para o terceiro.
O Salão foi criado pela nossa maior mecenas das artes, a Prof. Isaura Amélia, com o objetivo de anualmente fazer uma espécie de mostra retrospectiva do que se produz no âmbito da arte aqui no Estado. De outra parte, busca revelar talentos novos e incentivar aqueles que estão à procura de se firmarem como pintores, escultores, desenhistas ou que trabalham com arte digital.
Além dos quase cem inscritos, com dois trabalhos cada, o Salão também inclui uma série de nomes já consagrados nas artes plásticas norte-rio-grandenses, que, por deterem seus nomes como reconhecidamente de alta qualidade estética, estarão presentes para mostrar o quão somo capazes atualmente de produzir arte que nada fica a dever a nenhum estado da federação. Nomes como Vicente Vitoriano, Flávio Freitas, Dione Caldas, Ery Medeiros, Marcelus Bob, Vatenor e Sofia Bauchwitz estarão ao lado dos novatos ou dos que buscam consolidar seu nome no cenários das artes.

Fonte:
Márcio de Lima Dantas
Professor da  Universidade Federal do Rio Grande do Norte 
Departamento de Letras
Tel: (84)9986-0849  (84)87613803.

Galeria de Fotos










quarta-feira, 25 de setembro de 2019

Patu 129 Anos de Emancipação Política.

Segundo informações contidas no livro História do Município de Patu, do historiador Petronilo Hemetério Filho, o município de Patu fica situado na microrregião serrana do Rio Grande do Norte, a 300 km da capital, Natal. Localizado na zona Oeste Potiguar, é uma zona de agricultura e pecuária, que no início da colonização estava ligado ao ciclo dos currais.
Segundo o historiador Luís da Câmara Cascudo, “Patu” em língua tupi quer dizer “terra alta”, “chapada”, “planalto”, “chapada sonora”, “serra do estrondo”. Os primeiros habitantes da terra foram os índios “Cariris”. Depois vieram os colonos criadores de gado, por volta do século XVIII. Os primeiros povoadores vieram de Apodi, entre eles o Padre Francisco Pinto de Araújo, o Coronel Antônio de Lima, Abreu Pereira, e os Capitães Leandro Saraiva de Moura e Geraldo Saraiva de Moura. Algumas das primeiras casas do povoado ainda existem.
Geraldo Saraiva de Moura instalou sua casa de fazenda no pé da serra de Patu. Em 07 de julho de 1777, ele foi escolhido para ser o administrador do patrimônio de Nossa Senhora das Dores; nesta data, ele recebeu a 1ª escritura de doação do Capitão Inácio de Azevedo Falcão, medindo 40×80 braças, iniciando-se assim a formação do referido patrimônio.
Com o tempo, o povoado foi crescendo com o nome de Patu de Dentro, e, em 1852 foi aprovada a sua fundação pelo Governador da Província, o Dr. José Joaquim da Cunha com o nome de Distrito de Paz de Patu, sendo subordinada à cidade da Imperatriz, hoje Martins.
Na metade do século XIX, o Capitão José Severino de Moura, sucessor do fundador, conseguiu a aprovação da fundação do povoado com o presidente da província do Rio Grande do Norte. Depois passou a chefia do município a seu filho José Severino de Moura Júnior e seu sobrinho Raimundo Basílio de Moura, que durou até o início da República.
O Governador Pedro Velho de Albuquerque Maranhão elevou o povoado à categoria de vila e o Distrito a município em 1890, quando o município de Patu foi desmembrado de Martins.
Do município de Patu foram desmembrados os seguintes municípios: Almino Afonso, Messias Targino, Olho D´água do Borges e Rafael Godeiro. Com a expansão da criação de novos municípios no Estado, esses Distritos conseguiram a sua autonomia política, por proposições da Assembleia Legislativa e por força de Leis do Governo Estadual.
Os administradores de Patu a partir do ano 1.777 são os seguintes:
     Capitão Leandro Saraiva de Moura
1 – Capitão Geraldo Saraiva de Moura.
2 – Capitão José Severino de Moura.
3 – José Severino de Moura Júnior.
4 – Raimundo Basílio de Moura.
5 – Bento Saraiva de Moura. (1891).
6 – Emílio Dias da Cunha. (1896).
7 – Coronel Justino Leite da Costa. (1897 a 1907. 
8 – Antônio Ferreira da Silva. (Período de 1908 a 1909).
9 – Clodomir Cavalcante Chaves. (Período de 1909 a 1911).
10 – Joaquim Godeiro da Silva. (1912 a 1917).
11 – Tirbutino Lira de O e Silva. (interino)
12 – Rafael Godeiro da Silva. (1918 a 1930).
13 – Ascendino de Almeida. (1930 a 1932).
14 – Enéas Hipólito Dantas. (1932 a 1933).
15 – Roque de Macedo. (1933).
16 – João Gomes. (1934).
17 - Pompeu Teixeira de Lira. (1934 a 1935).
18 – Júlio Fernandes da Costa. (1935 a 1936).
19 – Rafael Godeiro da Silva. (1936 a 1940).
20 – Dr. Aderson Dutra de Almeida. (1941 a 1942).
21 – Raimundo Belarmino. (1943).
22 – Pedro Heráclito. (1944).
23 – Tenente Álvaro Nunes. (1944 a 1945).
24 – Arcílio Arilio Trigueiro. (1945).
25 – Rafael Godeiro da Silva. (1945 a 1946).
26 – Antônio Suassuna Barreto. (1947 a 1948).
27 – Felinto de Paiva Gadelha. (1948 a 1952).
28 – Lauro Maia. (1953 a 1954).
29 – Petronilo Augusto de Paiva. (1954 a 1955).
30 – Antônio Suassuna Barreto. (1955 a 1958).
31 – Aderson Dutra de Almeida. (1958 a 1962).
32 – José Belarmino de Azevedo. (Três Meses ano de 1963).
33 – João Pereira de Araújo. (1963 a 1969).
34 – Lourival Rocha. (1969 a 1973).
35 – João Pereira de Araújo. (1973 a 1976).
36 – José Tavares de Holanda. (1977 a 1983).
37 – Epitácio Andrade. (1983 a 1988).
38 – Sebastião Petronilo de Moura. (Três meses ano de 1986).
39 – Ednardo Benigno de Moura. (1989 a 1992).
40 – Lair Solano Vale. (1993 a 1996).
41 – Ednardo Benigno de Moura. (1997 a 2000).
42 – Possidônio Queiroga da Silva Neto. (2001 a 2004).
43 – Possidôno Queiroga da Silva Neto. (2005 a 2008).
44- Alexandrino Suassuna Barreto Filho. (Três meses no ano de 2009).
45 – Evilásia Gildênia de Oliveira. (2009 a 2012).
46 – Evilásia Gildênia de Oliveira. (2013 a 2016).
47 – Rivelino Câmara. (2017 aos dias atuais).


Reportagem: Aluísio Dutra de Oliveira.
Fonte: História do Município de Patu.
Autor: Petronilo Hemetério Filho.


Galeria de Fotos dos Administradores de Patu-RN
Raimundo Basílio 
(1.884 - 1.900)
Joaquim Godero
 (1.915)
Rafael Godeiro da Silva
(1.923 - 1929) (1936 - 1940) (1945 - 1946)
Felinto de Paiva Gadelha
(1.948 - 1.952)

Petronilo Augusto de Paiva
(1954-1955)
Antônio Suassuna Barreto
(1955-1958)


Aderson Dutra de Almeida
(1.941-1942) (1958-1962)



João Pereira de Araújo
(1963 - 1969) (1973 - 1976)

Lourival Rocha
(1969 - 1973)
José Tavares de Holanda (Zequinha Tavares)
(1977 - 1982)

Epitácio Andrade
(1983 - 1988)
Sebastião Petronilo de Moura
(Três meses no ano de 1986)

Ednardo Benigno de Moura
(1989 - 1992) (1997 - 2000)

Lair Solano Vales
(1993 - 1996)

Possidônio Queiroga da Silva Neto
(2001 - 2004) (2005 - 2008)

Alexandrino Suassuna Barreto Filho "Xanxan"
(Período de Três Meses no ano de 2009)

Evilásia Gildênia de Oliveira
(2009 - 2012) (2013 - 2016)

Rivelino Câmara
(2017 aos dias atuais)









sábado, 14 de setembro de 2019

História da Feira da Cultura Patu RN

Em Patu, antes da Feira da Cultura, a festa da padroeira do município, Nossa Senhora Dores, se resumia nas realizações das novenas, leilões e barracas defronte a Igreja, vendendo comidas e bebidas. Os recursos que ficavam para a Igreja eram poucos. No ano de 1984 o pároco era o padre Silvano Schoenberger, ele saia pela zona rural em um Jipe emprestado pelo prefeito da época, Epitácio Andrade, solicitando dos fazendeiros e demais produtores e agropecuaristas da zona rural do município doações e prendas para a Festa de Nossa Senhora das Dores, principalmente animais como: galinhas, carneiros, ovelhas, bodes e bois para serem arrematados em leilão, prática ainda em vigor nas atuais festas da padroeira de Patu. Sentindo a necessidade de um melhor incremento na festa da padroeira, no sentido de se proporcionar maior participação da população e melhorar a renda para a igreja, a senhora Lourdinha Holanda, primeira-dama do município, teve a ideia de criar uma festa cultural dentro das festividades da padroeira Nossa Senhora das Dores. 
Em reunião com o padre Silvano, jovens católicos da paróquia e outros paroquianos, bem como o apoio do prefeito Epitácio Andrade, dona Lourdinha recebeu o aval e incentivo e assim foi realizada a primeira Feira da Cultura, que foi instalada na Praça João Carlos, defronte ao prédio Castelo Branco. A abertura da primeira Feira da Cultura de Patu, aconteceu na sacada do Prédio Castelo Branco, usaram da palavra as seguintes pessoas: Prefeito Epitácio Andrade, Padre Silvano Shoemberger, primeira Dama Lourdinha Holanda entre outras autoridades locais. Os primeiros  locutores da Feira da Cultura foram: Miguel Câmara Rocha e o professor Canuto Saraiva que do palco instalado próximo ao Banco do Estado do Rio Grande do Norte, hoje Câmara Municipal, anunciavam as atrações como: grupo de danças das escolas, jograis, Grupo Folclórico o Boi de João de Artur, pequenas peças teatrais e apresentações de cantores da terra. Assim nascia a primeira Feira da Cultura de Patu.
 A partir da realização da segunda feira, um palco fixo foi construído na praça João Carlos, ainda hoje existente, servindo de palco para as autoridades pela ocasião do desfile cívico de 25 de setembro, data das festividades de emancipação política de Patu. Uma frase que ficou marcada na quarta edição da Feira da Cultura estava estampada no palco com os seguintes dizeres "Cultura é toda produção humana". A feira da Cultura de Patu teve continuidade nos anos seguintes e foi crescendo, sendo realizadas no pátio da Igreja Matriz. O palco principal das atrações teve vários locais ao longo dos anos, como: o patamar da Igreja, defronte a residência de Zilar Rocha, de Fronte ao antigo Banco do Nordeste e ao lado da agência do Banco do Brasil. Na primeira gestão do prefeito Ednardo Moura, várias atividades culturais foram acrescentadas, como: Show de Calouros e Gincana Cultural Cidade x Cidade, atraindo a participação de várias cidades do Médio Oeste Potiguar e da Paraíba e apresentação da Banda de Música Luiz de França Dantas, sob a regência do Maestro Josineudo Moreira . O locutor oficial da Feira da Cultura era Francimar Godeiro, conhecido por Atimar Godeiro. Na gestão do Prefeito Lair Solano Vale a Feira da Cultura foi se ampliando, sendo criado o FEMUP – Festiva de Música de Patu. Os locutores oficiais dessa época eram os patuenses Atimar Godeiro, Josemar Matias e Fábio Praxedes. Josa Kung Fú, se especializou na apresentação do Show de Calouros, sendo a atração mais aguardada da Feira da Cultura. Na segunda gestão do prefeito Ednardo Moura, além das atrações já realizadas anteriormente, foram acrescentadas a Expoarte, criada na época da gestão da então secretária de Educação, Linderleide Almeida, conhecida carinhosamente como “Leleida”; concurso de Sanfoneiros, que participava sanfoneiros de Patu e da região, bem como nasceu o primeiro Festival de Repentistas de Patu no ano de 1999, patrocinado pelo poder público municipal, com organização dos poetas José Bezerra e Miro Pereira e apoio do professor Aluísio Dutra de Oliveira, na época diretor da Rádio Serrana FM que transmitia todas as atrações da Feira da Cultura ao vivo. A ideia da criação do festival de repentistas surgiu na feira da cultura do ano de 1998 quando foi realizada uma apresentação dos repentistas Sebastião da Silva, José Cardoso e Ivanildo Vila Nova, sendo um grande sucesso. O repentista Sebastião da Silva deu ideia para o poder público municipal inserir Patu no roteiro dos grandes festivais, sendo concretizado no ano seguinte. Nesse período também foi cria  a bandeira da cultura confeccionada pelo artista Rivaldo Maia Santos. Nas duas gestões do prefeito Possidônio Queiroga, tendo como Secretário de Cultura Ricardo Veriano, outras atrações culturais foram acrescentadas à feira da cultura, como: Acorda Patu está em festa, tendas culturais, espetáculo Auto de Jesuíno Brilhante, Cavalhada, Bazuqueiros Trelosos, Papangus Mirins, Cinema na Rua, concerto da Banda Luiz de Tutu, sob a regência do Maestro Francisco Janilson. Os locutores oficiais dessa época eram: Zilklênio Azevedo, Josa Kung Fú e Fábio Praxedes. Nesse período da gestão do Prefeito Possidônio Queiroga,  algumas atrações de nível nacional se apresentaram no palco da Feira da Cultura, como por exemplo: Morais Moreira e Babado Novo, que na época tinha como integrante a cantora Cláudia Leite. A partir desse período, se abriu uma janela para que outras atrações regionais e nacionais se apresentassem na feira da cultura de Patu. Na administração da prefeita Evilásia foi introduzida na Feira da Cultura a FLIPATU - Feira Literária de Patu, idealizada na gestão do Secretário de Educação de Patu, professor Aluísio Dutra de Oliveira, sendo a primeira edição realizada no ano de 2011 na estação Ferroviária, hoje Museu Padre Antônio Brilhante, localizada na praça José Pereira de Queiroz, conhecida como praça do povo, oportunizando a participação de escritores locais e de outras regiões a divulgarem e venderem suas produções literárias. Nesse período aconteceu a apresentação do "Auto de Patu", contando a história do município, bem como apresentações  de várias atrações regionais e nacionais como: Reginaldo Rossi, Amazan, Banda Magníficos, Gatinha Manhosa, Vicente Nery, concerto da Banda de Música Luiz de França Dantas, sob a regência do Maestro Josineudo Moreira, entre outras. Os locutores oficiais dessa época eram: Josa Kung Fú, Fábio Praxedes e Júnior de Alceno. A cada ano as festas iam ganhando dimensões em nível regional e também gerando insatisfações aos administradores da Paróquia de Nossa Senhora das Dores, em virtude das chamadas festas mundanas no pátio da Igreja. Ainda na gestão da prefeita Evilásia as atrações musicais da feira cultura foram transferidas para outro local, a praça Oliveira Rocha, onde permanece até os dias atuais na gestão do prefeito Rivelino Câmara. No pátio da Igreja Matriz, atualmente fica instalado o palco para as atrações culturais realizadas pelas instituições educacionais do município, bem como o festival de repentistas que se encontra atualmente na sua vigésima edição. Na edição da feira do ano de 2019 foi apresentado no pátio da Igreja Matriz o espetáculo "Contos e Histórias de Patu". Os locutores oficias de hoje continuam sendo: Júnior de Alceno e Josa Kung Fú, com participação especial do locutor Alexandre Henrique.  Hoje as opiniões se dividem no tocante ao local ideal da Feira da Cultura, uns defendem que a mesma volte a ser realizada no pátio da Igreja Matriz dando mais ênfase na parte cultural e outros que se continue da forma que está. Acredito que a criadora da Feira da Cultural, dona Lourdinha Holanda, não imaginava que a feira que ela idealizou chegasse a dimensão que chegou, sendo um dos maiores eventos culturais de nossa região. É bem verdade que os eventos culturais propriamente ditos necessitam ser o carro-chefe da feira, com complemento das atrações musicais. Patu é considerada uma cidade com um potencial cultural imenso e que essa produção cultural precisa cada vez mais ser apoiada e valorizada.
Dona Lourdinha Holanda e sua família


Dona Lourdinha Holanda e sua família


Reportagem: Aluísio Dutra de Oliveira.
Fonte: Blog A Folha Patuense.
Blog Cosmogonia.
Apoio:
Padre Silvano Shoemberger
Atimar Godeiro.
Maria das Neves.
Canuto Saraiva.
Margaria Saraiva.
Evandro Moura
Cládio Saraiva.