quarta-feira, 17 de novembro de 2021

História: Antiga Residência do Coronel João Dantas em Patu pode ter sido construída pelo Padre Bernardino José da Rocha Formiga.

 


O Coronel João Dantas de Oliveira nasceu no ano de 1814, provavelmente no município de Patu. Depois de muitos anos foi residir na Vila de Pombal, sertão da Paraíba, onde ingressou na Força Nacional, se tornando um homem importante e poderoso naquela região. Ele casou com a Senhora Maria Severiana Dantas da Rocha, segundo consta esta informação no registro de óbito da Igreja Matriz de Nossa Senhora das Dores, datada de 22 de Agosto de 1882. Dona Maria Severiana, esposa do Coronel João Dantas, era filha do Português Bernardino José da Rocha, que segundo artigo de José Tavares de Araújo Neto, publicado no Blog Liberdade PB, foi  construtor do antigo mercado público da cidade de Pombal. O português tinha também um filho que era construtor, Bernardino José da Rocha Formiga, que foi o construtor da cadeia pública de Pombal-PB e que também era padre, com atuação no município de Catolé do Rocha-PB. 

Há evidências que, devido vários problemas políticos e de justiça, o Coronel João Dantas de Oliveira tenha voltado a residir em Patu e construiu uma residência no Sítio Patu de Fora, alguns chamam de Fortaleza do Coronel João Dantas. 



É bastante provável  que a chamada fortaleza do Coronel João Dantas de Oliveira tenha sido construída pelo padre Bernardino José da Rocha Formiga, cunhado do Coronel João Dantas de Oliveira. Os motivos que se faz acreditar nesta hipótese são de que, o Coronel tinha seu cunhado como construtor e que o mesmo tinha construído a cadeia Pública de Pombal, bem como a semelhança da arquitetura da época, se comparando as duas construções, onde as mesmas possuem formatos e acabamentos semelhantes.

A residência do Coronel João Dantas de Oliveira encontra-se em ruínas, onde apenas algumas paredes estão de pé. 

Portanto, é muito provável que a fortaleza do Coronel João Dantas de Oliveira, tenha sido construída pelo Padre Bernardino José da Rocha Formiga, filho do Português Bernardino José da Rocha, sogro do Coronel João Dantas de Oliveira.


Reportagem:  Aluisio Dutra de Oliveira.

Blog A Folha Patuense.

Fonte das Informações:  José Tavares de Araújo Neto.

Fonte: Liberdade PB.

Publicado em: 29/03/2021 por Alysson Pereira


História: Registro de Óbito do Coronel João Dantas é de 22 de Agosto de 1882.



O coronel João Dantas de Oliveira, segundo livro História de Patu do historiador Petronilo Hemetério Filho, foi amigo e depois inimigo do cangaceiro Jesuíno Brilhante, faleceu em Patu em 1.882.

Veja o registro de óbito.

TRANSCRIÇÃO PALEOGRÁFICA feita por Fábio Nogueira (de Firmino), a partir de pesquisa para a sua genealogia, DO REGISTRO DE ÓBITO DO CORONEL JOÃO DANTAS DE OLIVEIRA, CONSTANTE NA FOLHA 96, DO LIVRO 1 DE ÓBITOS DA PARÓQUIA DE PATU RN.

Aos vinte e dois de agosto de mil oitocentos e oitenta e dois, em uma catacumba, neste cemitério de Patu, em cuja regência parochial me acho, sepultou-se o cadáver do Coronel João Dantas de Oliveira, casado com Dona Maria Severiana Dantas da Rocha nesta mesma freguesia. Faleceu de mortes normais, tendo recebido os sacramentos, e contando sessenta e oito annos de idade, e seu corpo (?vestiu? a respectiva farda), foi depois por mim encomendado; do que para constar, faço este termo, que assigno.

Vigário Pedro Soares de Freitas.


O coronel da Força Nacional do Brasil, João Dantas de Oliveira, segundo registro no livro do Historiador Raimundo Nonato, Jesuíno Brilhante - O Cangaceiro Romântico - se envolveu com o dito cangaceiro no episódio do assalto a cadeia pública de Pombal PB, onde Jesuíno Brilhante arquitetou a fuga do seu irmão Lucas.  O Coronel João Dantas foi acusado de facilitar a fuga, ido a julgamento duas vezes, sendo inocentado nas duas vezes.

O coronel João Dantas possuía uma residência (fortaleza) no sítio Patu de Fora, sendo o atual proprietário o senhor Alfredo Leite, já falecido.

Segundo o registro de óbito da igreja de Nossa Senhora das Dores, João Dantas de Oliveira, faleceu em 22/08/1882, sendo sepultado no antigo cemitério de Patu.

Residência do Coronel João Dantas no Sítio Patu de Fora.

Antigo Cemitério de Patu RN




Registro: Patuense Lança Livro Sobre Álgebra Linear.

O Patuense Lenimar Nunes de Andrade, filho do senhor Valdemar Solano de Andrade, lançou recentemente o livro: Introdução a Álgebra Linear. Ele detém o título de Bacharel em Matemática pela Universidade Federal da Paraíba, Mestre em Matemática pela Universidade Federal de Pernambuco e Doutor em Engenharia Elétrica pela UNICAM. Lenival é professor titular da Universidade Federal da Paraíba. Segundo o autor, o estudo da álgebra Linear é indispensável para alunos e professores das áreas de Ciências Exatas e Aplicadas.




Registro: Doutora Ana-Nére Almeida Rezende de Moura, aprovada em tese de Doutorado.

Foi realizada no último dia (04/11/2021) a defesa da tese de Doutorado da doutora Ana-Nére Almeida Rezende de Moura, natural de Catolé do Rocha PB. A defesa da tese foi pela Universidade do Minho de Portugal tendo como título: Currículo e cultura de projetos: uma investigação na prática cotidiana do professor, sendo aprovada com distinção. 

A doutora Ana-Nére é esposa do professor doutor Patuense, João Batista de Moura, conhecido por João de Chico de André. Sua esposa Ana-Nére  é assessora pedagógica da Secretaria Municipal de Educação da cidade de Natal e trabalha com formação de professores.

Nossos Parabéns pela grande conquista.

Universidade do Minho
Portugal




Aguardem!!! Patuense fará lançamento de Livro de Auto Ajuda.


O estudante do Curso de Letras da UERN - Campus de Patu , Willian Andrade, em breve fará lançamento do livro de Auto Ajuda - Ainda Haverá Esperança nesse Caminhar. 

Editora: Frutificando Livros.





História: ATENTADO NA FAZENDA VÁRZEA COMPRIDA: A QUESTÃO ENTRE O COMANDANTE JOÃO DANTAS DE OLIVEIRA E O CAPITÃO FRANCISCO DE OLIVEIRA FREITAS.



O capitão Francisco de Oliveira Freitas, influente fazendeiro do município de Pombal, integrante do Partido Liberal, tinha com os irmãos Pedro e coronel João Dantas de Oliveira, do Partido Conservador, divergências que iam muito além da mera concepção ideológica. Aliás, a disputa pelo poder foi desde sempre o principal estopim que desencadeou grandes conflitos familiares nos sertões nordestinos.

No início da década de 1860, o capitão Francisco Freitas, na condição de delegado da cidade, formou uma milícia e implementou uma implacável perseguição a fim de recrutar compulsoriamente pessoas para Guerra do Paraguai, como ficou conhecido o conflito em que, por interesses políticos e econômicos, o Brasil se juntou a Argentina e ao Uruguai para promoverem um dos maiores genocídios da história contra o povo daquele promissor País.

Em regra, os filhos de pequenos agricultores e negros, foragidos ou alforriados, eram os potenciais alvos dessas perseguições, vistos que os poderosos, além de ofertar seus escravizados em idade útil, também faziam donativos financeiros ao governo, em troca de que o império dispensasse do dever cívico os seus filhos, familiares mais próximos e protegidos.

Diante da eminência de ser preso e enviado ao front da guerra que não lhe pertencia, Julião Ferreira de Sousa, alforriado, ex-escravizado de uma tia do capitão Francisco Freitas, decide se refugiar na vizinha comarca de Catolé do Rocha, fora da jurisdição do intrépido delegado de Pombal. Entretanto, o plano de Julião não obteve o êxito esperado. Avisado de sua presença, o delegado de Catolé do Rocha prendeu-o, encaminhou-o à cadeia de Pombal, de onde ele foi recolhido pela escolta da Guarda Nacional.

A relação entre o capitão Francisco Freitas e o coronel João Dantas de Oliveira, que nunca foi nenhum pouco amistosa, teve maior acirramento após o capitão invadir a propriedade do coronel. O fato se deu por conta de que o capitão era contra o namoro de uma de suas filhas com um jovem pertencente a uma família que tinha estreitas ligações políticas com o seu adversário e inimigo.

Diante desta dissenção, o jovem “roubou” a namorada e a deixou na fazenda São Benedito, propriedade do seu padrinho João Dantas de Oliveira, para que este providenciasse a celebração do matrimônio. Naquela época, essa era uma prática muito comum quando os pais, por algum motivo particular, insurgiam-se contra o desejo de união do casal enamorado. Ao tomar conhecimento do paradeiro da filha, o capitão Francisco Freitas, à frente de um grupo de homens fortemente armados, dirigiu-se até a fazenda São Benedito, resgatando sua filha, que, mesmo contra a vontade, teve que ceder a exigência do enfurecido pai.

O comandante João Dantas de Oliveira, que na ocasião da invasão não se encontrava na fazenda, ficou indignado quando soube que seu inimigo havia invadido sua propriedade, classificando aquela atitude como uma afronta imperdoável. Todos que conheciam o comandante sabia que a partir daquele momento o capitão Francisco Freitas tinha registrado, em caráter definitivo e irrevogável, o seu nome na caderneta de vingança do arrogante e prepotente comandante da Guarda Nacional.

Outro episódio envolvendo a autoridade do capitão Francisco Freitas, então delegado da cidade, foi protagonizado pelo irmão de João Dantas, o suplente de juiz municipal Pedro Dantas de Oliveira. O fato ocorreu em 1865, precisamente no dia 31 de maio, quando o juiz de direito, Dr. Manoel Tertuliano Thomaz Henrique, determinou que o delegado Francisco Freitas encaminhasse à sua casa o detento Manoel José do Nascimento, protegido de Pedro Dantas, que se encontrava recolhido a cadeia de Pombal, que assim como Julião Ferreira, havia sido preso “para recrutamento” e que, segundo o delegado, contra quem também havia culpa formada por ter ferido um soldado na ocasião de sua prisão.

O delegado encarregou a missão ao subdelegado, com a recomendação de que trouxesse o preso de volta a qualquer preço. Ao chegar ao local combinado, o subdelegado foi surpreendido com um habeas corpus do juiz, que se encontrava acompanhado do suplente Pedro Dantas, concedendo liberdade ao preso Manoel José do Nascimento. O subdelegado contestou, alegando que além da prisão por recrutamento, havia um termo de culpa formada contra o detento por agressão a autoridade, quando da sua prisão. O Juiz disse que tinha competência para tomar tal decisão.

O subdelegado mais uma vez contestou, alegando que iria levar o preso de volta a cadeia e qualquer maneira, conforme havia determinado o seu superior imediato. Foi então que Pedro Dantas, armado de cacete, disse em tom ameaçador que dali o recruta não saía de forma nenhuma. Sem melhor alternativa, o subdelegado voltou para a delegacia de mãos abanando e Pedro Dantas levou o preso Manoel José para a residência do coronel Candido José de Assis, que se encontrava ocupando inteiramente o cargo de comandante superior da Guarda Nacional, cuja titularidade era do seu irmão João Dantas de Oliveira, que se encontrava afastado, respondendo processo por atitudes não compatíveis com a função.

Pouco meses depois de ser conduzido pela escolta recrutadora, Julião Ferreira reaparece em Pombal, surpreendendo todos os que acreditavam que ele estivesse lutando, ou provavelmente morto, na Guerra do Paraguai. Conduzia o ex-escravizado um salvo-conduto da Guarda Nacional, no qual constava que ele havia sido dispensado por problema de saúde que o tornava inservível para o serviço militar. “Apesar de ter me livrado da guerra, eu nunca vou esquecer de quem me entregou a escolta. Só quem não tem como me pagar, a mim não deve nada”. Mais do que uma ameaça, as palavras de Julião, sobrecarregadas de mágoas, representavam uma premonição de que no contexto daquela história algo ainda estava para acontecer.

Julião foi em busca da proteção na casa do histórico inimigo capital do capitão Francisco de Oliveira, que desde sua prisão havia se tornado também seu grande inimigo. O comandante João Dantas de Oliveira viu na coragem e determinação de Julião a oportunidade de juntar a fome com a vontade de comer. “A vingança é um prato que se come frio”. O comandante não só deu guarida a Julião em sua fazenda São Benedito, como também ainda lhe presenteou com um imponente bacamarte e farta munição, para qualquer necessidade iminente, seja de defesa ou de ataque.

Em torno de 7 horas da noite do dia 23 de novembro de 1869, o capitão Francisco Freitas conversava descontraidamente com seu irmão no alpendre de sua casa na Fazenda Várzea Comprida, quando repentinamente o diálogo foi interrompido por um estampido de uma arma de fogo. Ouviu-se em seguida o barulho de passos apressados, depois o galope de um cavalo, que fugia com seu cavalheiro em meio a escuridão da noite.

Em sua preguiçosa, o capitão esbaldado em sangue pedia socorro, sem entender o que estava acontecendo. Em pouco tempo a residência foi enchendo de pessoas, primeiramente e sua filha acompanhada do genro, que moravam a pouca distância, vizinhos e amigos.

Durante toda a noite e madrugada adentro, foi intensa a movimentação da estrada que liga a cidade a Várzea Comprida, um percurso que corresponde a cerca de 7 léguas. O padre Álvaro Ferreira, pároco de Pombal, foi o primeiro chegar, avisado que foi por um emissário da filha do capitão, consternada pela gravidade dos ferimentos sofridos pelo pai, aguardava que líder espiritual chegasse a tempo de conceder-lhe a extrema-unção.

O Padre Álvaro Ferreira, apesar de primo das esposas dos irmãos Dantas, as irmãs Maria Severiana Barbara da Rocha e Joaquina Severiana Barbara da Rocha, tinha excelente relação com a família Oliveira Freitas. Ligado ao Partido Conservador, o mesmo dos Dantas, o padre foi eleito deputado provincial no biênio 1854/55, porém, após cumprir o mandato abandonou a política, insatisfeito com o rumo que o partido havia tomado, sob o controle dos coronéis João Dantas de Oliveira e Cândido José de Assis, ambos seus parentes por afinidade.

O genro do capitão foi incumbido de fazer ciente do sucedido ao juiz de direito da comarca, Dr. Joaquim Pires Gonçalves da Silva, que de pronto encaminhou ao local a força policial, sob o comando do sargento Leopoldino Alpiniano Virgulino Urtiga.

Os primeiros socorros indicavam que os ferimentos do capitão não tinham a gravidade que se imaginava inicialmente. Por milagre, sorte do capitão ou por inexperiência do criminoso, segundo dizia-se, o assassino havia carregado a arma com pouca pólvora, muito chumbo e uma bala. Nos ferimentos foram constatados, entre o baixo ventre e a cabeça, cerca de 65 caroços de chumbo, inclusive um que muito incomodava e mais inspirava cuidados, que se encontrava alojado abaixo do peito esquerdo. A bala e mais 31 caroços de chumbo milagrosamente desviaram-se e ficaram cravados na parede da casa.

Depois de confabular com a vítima e seus parentes, o sargento Leopoldino Urtiga juntou a força e se dirigiu à Fazenda São Benedito, onde após o cerco a casa do morador, deu ordem de prisão a Julião Ferreira, que atendeu sem nenhuma reação. Inicialmente, Julião negou qualquer participação no atentado. Porém, durante a revista da casa foi encontrada a arma do crime escondida em uma parede cuidadosamente condicionada com folhas de oiticica. Diante das evidencias o criminoso foi levada a cadeia da cidade.

Réu confesso, Julião Ferreira sempre negou a participação do comandante João Dantas no atentado contra o capitão Francisco Freitas. Foi a julgamento, condenado a 20 anos de cadeia por tentativa de homicídio, mas a prisão não o preocupava, pois tinha a garantia do todo poderoso coronel João Dantas de Oliveira que sua estadia na cadeia de Pombal seria breve, era só uma questão de oportunidade.

Seguramente por ter culpa no cartório e temer uma delação, o fato é que o comandante João Dantas de Oliveira, conforme havia prometido, usou de todos os recursos disponíveis para libertar o seu cúmplice Julião Ferreira. Na primeira tentativa, colocou uma pessoa para assumir a responsabilidade e inocentar Julião do crime; depois escreveu uma carta ao imperador D. Pedro II; e, por último, engendrou um dos fatos mais épicos da história do cangaço, que foi o ousado assalto à cadeia de Pombal feito por um grupo de cangaceiros sob o comando de Jesuíno Brilhante, na madrugado de 19 de fevereiro de 1874.

Mas aí é outra história que iremos contar em outra oportunidade.


José Tavares de Araújo Neto.

Fonte: Liberdade PB.

Publicado em: 29/03/2021 por Alysson Pereira.


HISTÓRIA: PADRE BERNARDINO JOSÉ DA ROCHA FORMIGA, O CONSTRUTOR DA CADEIA DE POMBAL

 


Em 15 de novembro de 1842, Pedro Rodrigues Fernandes Chaves, então governador da Província da Paraíba, em mensagem encaminhada ao Poder Legislativo, chamava a atenção quanto a urgência que se fazia para construção de uma nova cadeia na Vila de Pombal, o mais importante aglomerado urbano do sertão daquela província.

A cadeia existente em Pombal, inaugurada em 04 de maio de 1772, por ocasião de sua elevação a categoria de vila, já não atendia a atual demanda. Ela havia sido projetada para atender as necessidades mais prementes, devendo ser utilizada como um dos equipamentos de repreensão e castigo impostos principalmente aos escravizados e indígenas por cometimento de pequenos delitos. Ao longo do tempo de mais de meio século, a velha cadeia já havia se tornado completamente obsoleta, devido a intensificação de ocorrências de crimes de maiores gravidades, notadamente contra a vida e o patrimônio, inclusive com o surgimento de grupos criminosos organizados.

Em seu Relatório, o Governador da Província anunciava que já havia iniciado a construção da nova cadeia através de execução pela administração direta. Entretanto, devido aos obstáculos encontrados, principalmente pela falta de operários e de materiais no lugar, teve que suspender os serviços e abrir um processo licitatório para que fosse possibilitados a sua execução através da administração indireta.

Aberto o processo, apenas uma pessoa se habilitou para a essa importante e complexa construção: O sr. Bernardino José da Rocha Formiga.

Mas afinal, quem foi Bernardino José da Rocha Formiga?

Bernardino José da Rocha Formiga, de tradicional família pombalense, filho do casal Bernardino José da Rocha e Maria Joaquina Benedicta Nobre (Mariinha Formiga); ele, português construtor do primeiro Mercado de Pombal; ela, filha de José Ferreira de Sousa Formiga (Capitão Zé da Formiga) e Maria Nobre da Conceição (Dona Rosa Formiga), influentes fazendeiros, proprietários da Fazenda Formiga, localizada nas cercanias da Vila.

Bernardino Formiga era Padre e exercia o cargo de pároco na vizinha cidade de Catolé do Rocha (1846 a 1875). Sobrinho do Padre José Ferreira Nobre, herói da Revolução Pernambucana, citado no hino de Pombal. Além de Bernardino, outros sobrinhos do Padre Nobre também seguiram o sacerdócio, a exemplo de Padre Álvaro Ferreira de Sousa (Pároco de Pombal-PB) e seu irmão Padre José Ferreira de Sousa (Vigário do povoado de Jericó, termo de Catolé do Rocha-PB), Padre Félix Aurélio Arnaud Formiga (Pároco de Missão Velha-CE) e Padre Joaquim Jusselino Viriato Formiga (Pároco em Picos-PI, sendo assassinado em 1867, quando exercia o cargo de coadjutor no povoado de Conceição, Termo de Misericórdia, província da Paraíba).

Em 1862, afastado da função por problema de saúde, padre Bernardino candidatou-se ao cargo eletivo de vereador, em detrimento do Aviso Imperial nº 74, de 9 de junho de 1850, que vedava o acúmulo do exercício de Pároco e Vereador. A eleição do padre expôs uma suposta lacuna jurídica, já que no Aviso Imperial não havia previsão para a hipótese do pároco está afastado da função paroquial. Desta forma, a Câmara de Vereadores da Vila do Catolé do Rocha entendeu que a posse do Padre não encontrava nenhum óbice no ordenamento jurídico. Entretanto, decidiu levar ao caso a apreciação do Presidente da Província, que por sua vez encaminhou a questão ao Ministério dos Negócios do Império.

Em 7 de abril de 1862, ao Ministério dos Negócios do Império fez o despacho nos seguintes termos:

“O Governo Imperial não pode aprovar semelhante decisão, por ser ela oposta à Lei e contraditória: porquanto, tendo V. Excia. reconhecido que o exercício das funções paroquiais não deve ser acumulado ao de Vereador, não podia o dito Pároco, pelo fato de estar impedido por moléstias para as funções paroquiais, dar-se por desimpedido para as de Vereador. A dispensa de residência dos Párocos não pode ser concedida, segundo os cânones da Igreja, senão por moléstia que impossibilite absolutamente; e, portanto, logo que o referido Pároco se deu por habilitado para funções civis, devia ser chamado aos seus primeiros deveres, que são os da sua Igreja”.

Segundo o historiador Celso Mariz, o Padre Bernardino Formiga teve grande importância política na Vila de Catolé. Foi um dos responsáveis pela implantação do processo de instrução naquela Vila, como também pela vinda do missionário Padre Ibiapina à região, onde realizou missões e incentivou a construção de diversas obras religiosas e sociais, a exemplo do cemitério do povoado de Jericó.

A propósito: A nova cadeia só foi concluída e inaugurada sete anos depois, precisamente em dezembro de 1849. Mas esta é outra história que contaremos em outra oportunidade.

José Tavares de Araújo Neto.

Fonte: Liberdade PB.

Publicado em: 29/03/2021 por Alysson Pereira

Foto: Blog Cariri Cangaço.


Artigo: Ataque ideológico às provas do Enem e Lei Escola Democrática



Há oito dias da aplicação da prova de Enem continua repercutindo na imprensa brasileira práticas do governo federal de natureza desrespeitosa e intervencionista, de censura ideológica no conteúdo a ser ministrado nas provas do Enem.

Registre-se, repreensão em questões que envolvem cenários   contemporâneos vivenciados na política, na economia e nas relações sociais da sociedade brasileira. Os servidores alegam fragilidade técnica e administrativa contra a atual gestão do órgão, e entre outras arbitrariedades, comentam: 1) a quebra de protocolo da segurança, exemplificada na entrada de profissional não integrante da lista de profissionais regularmente cadastrados; 2) apresentação   pela direção do INEP de uma lista com 22 novos nomes com acesso ao conteúdo do Enem; a intimidação continua, ainda que a argumentação da atual equipe técnica impediu alterar a composição, mas a direção do INEP respondeu às ponderações fazendo diminuição da equipe, mesmo diante de um número de participantes já reduzido, certamente impondo sobrecarga de trabalho, muito acima de uma capacidade normal; 3) interferência nos conteúdos de mais de duas dezenas de questões (arbitradas pela equipe que a direção impusera acesso e revisão), e sobre forte censura da direção geral do INEP, foram refeitas três vezes.

Francisco do PT - Deputado Estadual.