terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Após anunciar adiamento,o governo do Rio Grande do Norte publicou no Diário Oficial desta terça-feira (16) o edital do concurso público para praças da Polícia Militar. Estão sendo disponibilizadas 938 vagas de nível médio para homens e 62 para mulheres.

O concurso será realizado pelo Instituto Brasileiro de Apoio e Desenvolvimento Executivo (IBADE) e as provas serão realizadas no dia 4 de março de 2018. As inscrições serão realizada através do site www.idabe.org.br a partir do dia 17/01/2018 e vão até o dia 08/02/2017. A taxa de inscrição custa R$ 100.
G 1

segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

História de "Folidó". Um Novo Homem.

Na cidade de Patu se alguém perguntar quem é José Salviano da Silva muitos vão dizer que não conhece, mas, se perguntar quem é "Folidó" todo mundo sabe quem é. 
O apelido "Folidó" foi dado pelo senhor Dirceu do bairro da Capela de Santa Teresinha. José Salviano da Silva,  o "Folidó" é natural da cidade de Lençóis-BA, onde sua população estimada em 11.000 habitantes, surgiu em meados do século XIX com a descoberta de muitas jazidas de diamantes na região. "Folidó" nasceu em outubro de 1952, estando hoje aos 65 anos de idade, filho do casal Francisco Salviano Ferreira, natural de Patos-PB e de dona Maria Gomes da Silva, natural de Pombal-PB. "Folidó" chegou em Patu aos 11 anos de idade onde veio com o seu pai para trabalhar em fazendas do município, como as do ex-prefeito João Pereira de Araújo, Josa Baiano e outros fazendeiros. Ele ajudava ao seu pai na lida diária das fazendas como por exemplo cuidando dos rebanhos. "Folidó" tem seis irmãos, cinco residindo em São Paulo e uma irmã residindo em Mossoró.
Depois de muito tempo ajudando ao pai nas fazendas ele veio para a zona urbana de Patu onde se viciou na bebida alcoólica vivendo abandonado e morando nas ruas e becos da cidade pedindo dinheiro para o vício e comida para sua sobrevivência, rotina que levou até o ano de 2015 onde resolveu parar de beber por problemas de saúde. "Folidó" tem um passado triste, hoje ele que ser chamado de José Salviano, cidadão aposentado residente e domiciliado no centro da cidade de Patu à rua Aristides Inácio onde encontrou um lar para morar, a residência de dona Francisca Rodrigues que o acolheu desde o tempo das bebidas e convive com ela em sua residência, mesmo não tendo nenhum parentesco ou qualquer outra relação. José Salviano é um novo homem que ajuda nas tarefas de casa e não deseja mais lembrar de um passado tão difícil que enfrentou em sua vida. 
Dona Francisca Rodrigues o acolheu em sua residência.

Imagem Google. Cidade de Lençóis-BA.


Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Foto: Aluísio Dutra de Oliveira.
Foto de Lençóis-BA, Imagem Google.

A idéia das casas de farinha enquanto herança dos indígenas e as inovações tecnológicas implementadas pelo colonizador português

Imagem Google meramente ilustrativa


Rita de Cássia Rocha (1)
 
José Romero Araújo Cardoso (2)



      Herdamos a ideia da casa de farinha dos índios tapuias, os quais haviam introduzido o produto na alimentação há mais de quatro mil anos antes da chegada do colonizador português.
       Faz-se necessário ressaltar que o processo de fabricação da farinha de mandioca que nós ainda usamos hoje é bem diferente do que os indígenas usavam, pois era caracterizado pelo primitivismo de sua elaboração.
        Por exemplo, os povos pré-cabralinos não tinham o ralador, ou catitiu, tendo em vista que não conheciam o ferro, beneficiado através de técnicas metalúrgicas. Os nativos pegavam a mandioca, colocavam dentro d’ água para pubar, depois quando a mandioca estava amolecida eles passavam em uma arupemba, depois colocavam para secar e espremiam aquela massa em um tipiti, pois também não tinham a prensa.
        Duas inovações tecnológicas os colonizadores portugueses introduziram no processo de produção de farinha. A primeira foi o ralador e o outro foi a prensa. Desenvolveram a prensa para secar a massa da mandioca, tendo em vista que necessitavam de máquina que compactasse de forma mais intensa a manipueira para fazer escorrer todo, ou quase todo, o ácido cianídrico contido na massa de mandioca ralada no catitu.

Rita de Cássia Rocha (1) – Discente do Curso de Licenciatura em Geografia do Campus Central da UERN.

José Romero Araújo Cardoso (2) - Geógrafo (UFPB). Escritor. Professor-adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte. Especialista em Geografia e Gestão Territorial (UFPB) e em Organização de Arquivos (UFPB). Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente (UERN). Membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), da Sociedade Brasileira de Estudos do Cangaço (SBEC) e da Associação dos Escritores Mossoroenses (ASCRIM)



Lançamento neste dia 20 de Janeiro


Dia 20 de Janeiro de 2018

No Auditório do Campus Avançado de Patu-RN


sábado, 13 de janeiro de 2018

História de Raimundo do Coletivo

Patu é uma pequena cidade da região Oeste Potiguar que não possui, ainda, um serviço de transporte urbano como linhas internas circulando por ruas e bairros como por exemplo de ônibus e alternativos.
Há muitos anos o senhor Raimundo Teixeira de Andrade, conhecido por Raimundo do Coletivo, prestou serviços aqui na cidade de Patu, transportando passageiros de um bairro para outro, passando pelo centro da cidade, através de seu coletivo ou seja, uma Kombi. Raimundo também fazia o serviço de transporte escolar, principalmente transportando crianças, onde os pais faziam contratos para condução dos seus filhos até a escola.
Raimundo informou que também era conhecido como Raimundo das Confecções onde o mesmo exercia a profissão de vendedor ambulante, vendendo confecções nas feiras livres de quase todas as cidades da nossa região como: Patu, Messias Targino, Janduís, Caraúbas, Umarizal entre outras. Era conhecido também por Raimundo da Bodega, quando o mesmo era proprietário de uma bodega que ficava localizada, onde hoje, é o prédio de Zé Bolinha na avenida Lauro Maia e conhecido como Raimundo da Lanchonete onde vendia lanches com sua esposa Maria José Barbosa "In Memorian" localizada no centro da cidade, vizinho, onde fica hoje a loja de Borges Eletromóveis.
Raimundo Teixeira de Andrade foi casado com a senhora Maria José Barbosa onde a mesma veio falecer no ano de 2012. Tiveram 5 filhos, sendo que três faleceram, ficando dois vivos.
Raimundo diz que a maior alegria que tem é se encontrar com os estudantes daquela época, hoje já formados e empregados, onde os mesmos trazem boas lembranças de um passado muito bom quando prestava serviços de transporte escolar com a sua simples Kombi.
Hoje Raimundo do Coletivo mora sozinho na avenida Inácio Gabriel, centro de Patu. Está aposentado e vive curtindo a vida, viajando, passeando e o tocando o seu velho violão lembrando dos bons tempos da sua juventude.

Reportagem do Prof. Aluísio Dutra de Oliveira.

 A Velha Kombi e seu filho que reside em Mossoró-RN
 Raimundo, esposa e familiares
 Raimundo, esposa e familiares
Raimundo e seu velho Violão


Servidores impedem votação do pacote de maldades de Robinson

Servidores de diversas categorias do funcionalismo público estadual impediram, na manhã de hoje (11),  a votação  do conjunto de medidas enviadas pelo Governador Robinson Faria aos deputados estaduais. O pacote de maldades será remetido às comissões da Casa e deve voltar à pauta ainda na próxima semana.
Pala manhã, os manifestantes cercaram as quatro entradas da Assembleia Legislativa inviabilizando a entrada dos parlamentares ao local. Durante a manifestação houveram novos enfrentamentos com a polícia militar, que voltou a recepcionar os servidores com bombas de gás lacrimogêneo  e spray de pimenta. No início da tarde, um grupo de parlamentares veio negociar com as categorias e garantiu que pelo menos por hora a votação seria suspensa.
 “Saímos hoje de nossas casas para dizer que a Assembleia não vai votar este pacote que acaba com o serviço público. Voltamos pra casa com o sentimento de dever cumprido e que só a luta a resistência podem nos garantir vitórias. Se a votação vier terça, quarta, quinta, vamos estar aqui e tenho certeza que será muito maior” destacou a presidenta da ADUERN Rivânia Moura.
O pacote de maldades de Robinson prevê, dentre outras medidas, um aumento da alíquota previdenciária de 11 para 14% e o fim de promoções e progressões e foi enviado pelo Governo  como suposta forma de amenizar a crise econômica vivenciada pelo RN. Confira na íntegra os pontos do severo ajuste fiscal
Confira os pontos do pacote fiscal enviado pelo Governo do RN para a assembleia:
  1. Projeto de Lei Complementar que “Institui o Regime de Previdência Complementar para os servidores públicos titulares de cargos de provimento efetivo no âmbito do Estado do Rio Grande do Norte, autoriza a criação de sua entidade gestora, e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 050/2015-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Altera dispositivos da Lei nº 8.633, de 03 de fevereiro de 2005, da Lei Complementar nº 308, de 25 de outubro de 2005, e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 118/2017-GE;
  1. Proposta de Emenda Constitucional que “Acrescenta os arts. 32, 33, 34 e 35 ao Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o Regime Fiscal Especial pelo prazo de 20 (vinte) anos, e dá outras providências”, encaminhada através da Mensagem Governamental nº 119/2017-GE;
  1. Projeto de Lei que “Autoriza o Poder Executivo a conceder descontos para a liquidação ou renegociação de dívidas decorrentes dos empréstimos e financiamentos, originadas nas empresas do extinto Sistema Financeiro Estadual, e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 159/2017-GE;
  1. Projeto de Lei que “Autoriza a compensação do ônus financeiro da cessão de servidores do quadro de pessoal do Poder Executivo aos Poderes Legislativo e Judiciário, ao Ministério Público, ao Tribunal de Contas e à Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 172/2017-GE;
  1. Projeto de Lei que “Autoriza a instituição do Fundo Especial de Créditos Inadimplidos e Dívida Ativa – FECIDAT/RN, e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 176/2017-GE;
  1. Projeto de Lei que “Dispõe sobre a Revisão Anual do Plano Plurianual do Estado para o Quadriênio 2016-2019 e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 177/2017-GE;
  1. Projeto de Lei que “Veda a concessão de vantagem, aumento, reajuste ou adequação de remuneração, a qualquer título, aos servidores públicos para implantação posterior ao término do mandato do Governante”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 178/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Altera a Lei Complementar Estadual nº 614, de 5 de janeiro de 2018, que dispõe sobre a Lei Orgânica e o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração do Quadro de Pessoal da Fundação de Atendimento Socioeducativo do Estado do Rio Grande do Norte (FUNDASE/RN) e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 179/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Altera a redação da Lei Complementar Estadual nº 526, de 18 de dezembro de 2014”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 182/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Altera dispositivos da Lei Complementar Estadual nº 308, de 25 de outubro de 2005, que reestrutura o Regime Próprio de Previdência Social do Estado do Rio Grande do Norte, reorganiza o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado do Rio Grande do Norte (IPERN) e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 183/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Dispõe sobre o pagamento de diária operacional no âmbito dos órgãos integrantes do sistema estadual de segurança pública e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 184/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Altera a organização do Poder Executivo do Estado do Rio Grande do Norte e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 185/2018-GE;
  1. Projeto de Lei que “Autoriza o Estado do Rio Grande do Norte a alienar ações representativas do capital social da Companhia Potiguar de Gás (POTIGÁS)”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 186/2018-GE;
  1. Proposta de Emenda Constitucional que “Altera o art. 29, § 4º, da Constituição do Estado”, encaminhada através da Mensagem Governamental nº 187/2018-GE;
  1. Projeto de Lei que “Autoriza a compensação, nos respectivos duodécimos dos Poderes Legislativo e Judiciário, do Ministério Público, do Tribunal de Contas e da Defensoria Pública do Estado do Rio Grande do Norte, das verbas previdenciárias que especifica”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 188/2018-GE;
  1. Projeto de Lei Complementar que “Extingue os adicionais por tempo de serviço, a qualquer título, no âmbito da Administração Direta, Indireta e Fundacional do Estado do Rio Grande do Norte e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 189/2018-GE;
  1. Projeto de Lei que “Dispõe sobre a autorização para alienação onerosa dos imóveis que especifica e dá outras providências”, encaminhado através da Mensagem Governamental nº 190/2018-GE.                                             Fonte: ADUERN.

Artigo: Parque Cultural O Rei do Baião: Uma década cultivando a autêntica cultura nordestina


José Romero Araújo Cardoso
                                                                         
          Cultivar raízes significa expressão máxima de identidade com a formação cultural que denota as bases imateriais de construção coletiva de um povo no realce ao reconhecimento, pilares da ênfase regionalista que precisam dia após dia ser cimentados para que gerações futuras não percam o rumo quanto à permanência e vigência de valores e costumes que caracterizam a altivez de uma raça e que determinam o próprio significado de nação como fundamento de um povo forte e determinado em permanecer ligado a elos coesos que agregam o reconhecimento em fazer parte de coletividades marcadas por ideais comuns bem definidos e alicerçados.
          A presença e a importância do legado Gonzagueano na mentalidade da gente nordestina perfaz um dos mais importantes elos culturais que assegura a continuidade e permanência da idéia acerca de pertencer a uma região, requisito indispensável para a efetivação do reconhecimento e plena aceitação da afetividade que devem direcionar as bases da nordestinidade enquanto expressão cultural regionalista.
          Luiz Gonzaga do Nascimento (13 de dezembro de 1912, Exu, Pernambuco – 2 de agosto de 1989, Recife, Pernambuco) conseguiu de forma sui generis, através de seu talento artístico-musical, amalgamar, na mente dos nordestinos, amor extraordinário às coisas, valores, costumes, fatos corriqueiros do cotidiano da região, etc., os quais caracterizam de forma monumental originalidades referentes ao Nordeste Brasileiro.
          Em torno da fenomenal construção cultural cuidadosamente trabalhada pelo eterno Rei do Baião, surgiram ao longo dos tempos apreciadores e discípulos da fantástica e sublime manifestação de amor ao torrão natal que o saudoso e inesquecível sanfoneiro do riacho da Brígida enfatizou em suas canções maravilhosas, a maioria retratando o nordeste sofrido com o drama das secas e descaso das quase inflexíveis estruturas de poder.
          Asa Branca, gravada em 1947, fruto magistral surgido da parceira com o advogado cearense Humberto Teixeira (5 de janeiro de 1915, Iguatu, Ceará – 3 de outubro de 1979, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), e Vozes das Secas, lançada com coragem e estardalhaço em 1953, composta pelo velho Lua em conjunto com José Dantas de Sousa Filho ( 27 de fevereiro de 1921, Carnaíba, Pernambuco – 11 de março de 1962, Rio de Janeiro, Rio de Janeiro), o célebre Zé Dantas, médico pernambucano que se tornou um dos principais colaboradores de Luiz Gonzaga em sua missão de erguer o nordeste a patamares culturais superiores, sintetizam magistralmente através de seus acordes, melodias e harmonias agruras e tormentas que historicamente afligem a gente nordestina.
          Encantado com a arte do grande nordestino, Chico Cardoso inspirou-se na experiência pioneira realizada pelo próprio Luiz Gonzaga em Exu, estruturando em sertões adustos localizados na zona rural do município paraibano de São João do Rio do Peixe espaço dedicado àquele que conseguiu imortalizar a cultura nordestina em sua expressão máxima.
          Há dez anos, em 2007, surgiu o Parque Cultural O Rei do Baião, cujo trabalho em prol da valorização da autenticidade regional torna-se louvável e expressivo a cada ano que passa, pois constitui lócus magnífico onde o reconhecimento nordestino se faz presente em cada metro quadrado.
          Intercalando-se com a proposta de homenagear Luiz Gonzaga, sua arte e sua influência na música regional nordestina, encontra-se presente tributo merecido a destacadas personalidades do mundo cultural, sobretudo paraibano, cujas influências no âmbito político verificaram-se de forma proeminente, ressaltando a afinidade de Chico Cardoso com a instigante arte de administrar o processo de organização do espaço.  
          O universo conspirou em favor do grande jornalista e animador cultural a ponto de existir nas imediações do Parque Cultural que estruturou comunidade rural denominada Cacimba Nova.
          A Fazenda Cacimba Nova, localizada nos Cariris Velhos, território marcado profundamente pela figura do grande poeta paraibano José Marcolino (28 de junho de 1930, Sumé, Paraíba – 20 de setembro de 1987, Carnaíba, Pernambuco), intitula uma das mais belas canções compostas pelo saudoso menestrel em parceira com Luiz Gonzaga, denominando ainda o lugar de origem de Luiz Pereira de Sousa, o famoso Luiz do Triângulo, corajoso combatente de Princesa, a serviço do Coronel José Pereira (4 de dezembro de 1884, Princesa, Parahyba – 13 de novembro de 1949, Recife, Pernambuco), quando da verdadeira guerra civil ocorrida no Estado da Parahyba em 1930.
          Comandante de um dos destacamentos enviados por Zé Pereira em 28 de fevereiro de 1930 para libertar a família Dantas Villar, aprisionada pelo Tenente Ascendino Feitosa e sua tropa na então Vila do Teixeira, Luiz do Triângulo recebeu título de nobreza na literatura armorial de Ariano Suassuna (16 de junho de 1927, Parahyba, Parahyba – 23 de julho de 2014, Recife, Pernambuco), em célebre trabalho literário intitulado Romance da Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta.
          Valorizando a cultura regional, Chico Cardoso e equipe instituíram concursos que se tornaram concorridíssimos, os quais abrangem de cordel a festival de sanfoneiros, interpretando a arte magistral do eterno Rei do Baião, sem falar de incentivo à produção textual através de crônicas e cartas, cujo enfoque tem sido dado ao universo gonzagueano.
          Consciente de que para preservar tem que cultivar em grau exponencial, a direção do Parque Cultural O Rei do Baião tem fomentado de forma lógica e incondicional ênfase à relação direta entre a originalidade nordestina e as manifestações culturais destacadas nos eventos anuais que são realizados com a finalidade de assinalar a importância da identidade cultural regional através da inspiração no legado do Rei do Baião.
          Contribuir para que o verdadeiro reconhecimento nordestino não seja destruído pelas exigências da pós-modernidade marcada pelo advento fantástico da era assinalada pela revolução técnico-científico-informacional que exige dilapidação e desorganização de culturas originais, um dos fundamentos da globalização, tornou-se um dos motivos de existência do Parque Cultural O Rei do Baião, principalmente quando crise de valores atinge de forma avassaladora todos os quadrantes da nave espacial conhecida como planeta Terra.      

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da Faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Registros Pluviométricos em Patu nos Últimos 20 Anos


Segundos dados da EMPARN, coletados em Patu por Dona Socorro de Marifran, com pluviômetro instalado em sua residência, os registros pluviométricos dos últimos 20 anos foram os seguintes:
ANOS Milímetros 
1998 > 479  mm
1999 > 616 
2000 > 949 
2001> 707 
2002 > 1.217 
2003 > 1.034 
2004 > 910 
2005 > 749 
2006 >1.007 
2007> 788 
2008 > 1.397 
2009 > 1.411 
2010 > 804 
2011 > 1.125 
2012  > 487 
2013 > 731 
2014 > 642 
2015 > 579 
2016 > 484
2017 > 502
A média das precipitações registradas em Patu nos últimos 20 anos foi 830 milímetros, acima da média do Nordeste que fica entre 600 e 700 milímetros.
De acordo com os dados acima, observava-se que os melhores anos de chuvas em Patu foram:  2002 com 1.217 mm, 2008 com 1.397 mm e 2009 com 1.411 mm.
Os piores anos foram: 1998 com 479 mm, 2012 com 487 mm, 2016 com 484 mm e 2017 com 502 mm.
De acordo com o pesquisador e meteorologista Dr. José Carlos Molion da Universidade Federal de Alagoas as águas do Oceano Pacífico estão se resfriando ocasionando o fenômeno denominado de  La nina que é muito bom para a nossa região Nordeste,  fenômeno esse que vai permanecer durante muitos anos,  talvez até 2030, segundo ele.  Que assim se confirme, se Deus quiser. 


Reportagem do Prof.  Aluísio Dutra de Oliveira.
UERN - Campus Patu RN.
Fonte: EMPARN
Gráfico Elaborado por Aluísio Dutra.
Apoio: Maria do Socorro Cortez Bento.

Artigo: A importância pretérita do alho e da cebola para o município de Governador Dix- sept Rosado/RN


Prof. José Romero Araújo Cardoso.

O antigo termo de Passagem do Pedro, São Sebastião, Sebastianóplis, atual município potiguar de Governador Dix-sept Rosado, destacou-se de forma extraordinária, décadas atrás, na produção de alho e cebola.
A experiência pioneira de plantios teve inicio na década de setenta do século XIX na localidade de Gangorrinha, situada às margens do rio Apodi-Mossoró, onde os campesinos resolveram utilizar as vazantes do importante curso d´água para plantar espécies do gênero Allium, adubando-as com mufumbo macerado. Logo a produção de alho e cebola passou a integrar indelevelmente a economia local, graças à excelência do valor comercial, devido ao tamanho dos bulbos, razão pela qual o atual município de Governador Dix-sept Rosado tornou-se conhecido como a “capital do alho”.
A zona urbana, quase por completa, foi tomada por tranças de alho e cebola, expostas para que os compradores de várias partes do Brasil escolhessem as melhores. Vendedores de alho e cebola saiam em busca de melhores preços pelo interior do Estado do Rio Grande do Norte, bem como com destinos às unidades federativas vizinhas, ou mesmo distantes. A chegada do trem, no ano de 1925, viabilizou o escoamento da produção, inicialmente com destino a Mossoró, e, a partir da expansão da linha férrea, em direção aos outros municípios potiguares que foram beneficiados com o percurso da Estrada de Ferro, tendo chegado no inicio da década de cinqüenta do século passado em Sousa, no vizinho Estado da Paraíba.
Quando o trem chegava em Governador Dix-sept Rosado, quando do período da safra do alho e da cebola, eram inúmeras as ofertas da produção farta e abundante, pois a estação ficava cheia de tranças à espera de compradores, bem como destinadas ao embarque.
Pequenos pedaços de vazantes à beira do rio Apodi-Mossoró eram valorizados de forma exponencial, pois a certeza de boas colheitas estavam garantidas pela fertilidade do aluvião, bem como das técnicas originais de adubação.
Festas em torno do alho e da cebola foram organizadas, contando com a coroação de rainhas com alusão aos produtos que faziam a fama do município potiguar, distrito de Mossoró até quatro de abril de 1963.
Gesso, algodão, cal, alho e cebola, consorciados com o plantio de batata-doce, eram os alicerces da economia dixseptiense há pouco tempo, época que mostrava-se favorecedora à qualidade de vida da população, a qual podia contar com importantes recursos no processo de geração de emprego e renda. 
Desestruturado na segunda metade da década de oitenta do século passado, o plantio de alho e cebola, vitima do mal-de- sete-voltas, praga que arruinou uma das bases da economia dixseptiense, tornou-se uma página virada na memória da população do aprazível município norte-riograndense.

José Romero Araújo Cardoso. Geógrafo. Professor-Adjunto do Departamento de Geografia da faculdade de Filosofia e Ciências Sociais da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.

Participe!!!


Plenária do PT Apresentará o Nome de Caramuru Paiva como Pré-candidato a Deputado Federal

Dentro dos quadros do PT - Partidos dos Trabalhadores - que disputarão uma vaga na Câmara Federal nas eleições deste ano está a do engenheiro agrônomo Caramuru Paiva. O seu nome foi apresentado ao partido por uma grande corrente interna do PT que é denominada Avante Militância Socialista e reúne representantes em praticamente todos os municípios potiguares. Junto com isso o currículo de Caramuru Paiva favorece por ter sido gestor bem-sucedido no importante projeto Dom Helder Câmara e depois Delegado Federal do MDA com programas de abrangência em todas as regiões  do Estado. 

Nesta sexta feira (12/01) será realizada na cidade de Campo Grande-RN uma plenária da pré-candidatura de Caramuru Paiva para deputado Federal.
O evento contará com a participação de lideranças políticas do partido e simpatizantes de todas as regiões do estado e acontecerá a partir das 09:00 h no clube Palhoção. 
Sucesso Caramuru na sua caminhada politica.


História das Estações Ferroviárias da Linha de Ferro Mossoró-RN - Souza-PB.

Uma Viagem Pelas Estações Ferroviárias de Mossoró a Sousa-PB 

Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Trem do Ramal Mossoró - Souza-PB

A linha de ferro representa em qualquer parte do mundo um instrumento de desenvolvimento que faz impulsionar a economia da região onde ela fica instalada. A Linha de ferro Mossoró-Souza não foi diferente, ela serviu de alavanca que impulsionou a economia do Rio Grande do Norte bem como de outros estados.
Entre os percussores e idealizadores da Estrada de Ferro Mossoró – Sousa destaca-se o nome de Jonh Ulrich Graff, suíço de nascimento. Ele chegou em Mossoró no ano de 1866 em companhia de Henrique Burly, Rodolfo Guysne e em Mossoró fundaram a casa J.U. GRAFF & CIA., que importava tecidos e exportava diversas mercadorias como algodão, ceras e peles de animais.
Ulrich Graff tinha sido convidado, ao chegar da Suíça, a instalar-se em Macaíba, mas atendendo convite do vigário Antônio Joaquim Rodrigues preferiu estabelecer-se em Mossoró e região.
Um de seus sonhos era o da construção de uma estrada de ferro que possibilitasse o transporte de mercadorias através do sistema ferroviário. Após batalha neste sentido, Graff tornou-se concessionário da estrada de ferro em direção ao rio São Francisco, através da concessão da Lei Provincial nº 748, de 26 de agosto de 1875, sancionada pelo 35º Presidente da Província do Rio Grande do Norte, Dr. José Bernardo Galvão Alcoforado Júnior (10/05/1875 – 20/06/1876), cujo prospecto inclui uma introdução, condições topográficas da obra e orçamento do custo de todas as obras do porto de Mossoró e Luís Gomes.
A linha de Ferro Mossoró-Souza foi inaugurada em 1915 entre Porto Franco e a cidade de Mossoró, com o objetivo de se alcançar a cidade de Alexandria, na divisa do Rio Grande do Norte com a Paraíba. Após muitos adiamentos, o prolongamento da linha foi saindo aos poucos, em 1926 a São Sebastião e somente em 1951 a Alexandria. Por volta de 1951 chegou a Souza, encontrando-se com a linha Recife-Fortaleza nessa cidade.

Vamos destacar todas as estações pertencentes ao Ramal Mossoró-RN a Souza-PB começando por Ponto Franco, Mossoró, Governador Dix-sept Rosado “São Sebastião”, Estação 101, Caraúbas, Jorão, Patu, Almino Afonso “Mineiro”, Frutuoso Gomes “Boa Esperança e Mumbaça”, Antônio Martins “Demétrio Lemos”, Ulrick Graff “Baixa Verde”, Alexandria “Barriguda”, Santa Cruz-PB, São Pedro e Sousa-PB.

Estação de Porto Franco – Grossos-RN
Imagem Google. Porto Franco - Grossos-RN. 

Passageiros e cargas de Mossoró passaram obrigatoriamente pelo velho porto de Grossos denominada de Porto Franco. Em 1915 teve início o projeto de construção da linha de ferro de Mossoró a Porto Franco para escoar a produção de Mossoró com destino a várias parte do Brasil.

Porto Franco, situado na então vila de Grossos, pertencente ao município de Areia Branca. Sua construção teve início em 1912 e inaugurado em 19 de março de 1915 com a saída da locomotiva “Alberto Maranhão” que seguiu destino a estação ferroviária de Mossoró, atual Estação das Artes Eliseu ventania, recebida com aplausos. O Dr.. João Tome de Sabóia, mais tarde presidente do Estado do Ceará, Coronel Vicente Sabóia de Albuquerque (01/05/1947), sócio da firma concessionária da ferrovia, Farmacêutico Jerônimo Rosado, Camilo Figueiredo, Rodolfo Fernandes, Coronel Bento Fernandes, Vicente Carlos Sabóia Filho, engenheiros construtores, viajavam na plataforma do carro chefe que ostentava o pavilhão nacional empunhado pelo mais velho habitante de Mossoró, Quintiniano Fraga. Ao chegar à estação improvisada, falou o Coronel Bento Fernandes Pimenta, em discurso original e histórico, quando pedia a trem que sempre viesse devagar para não trazer a morte às pessoas que se apinhavam ao longo da estação, A linha férrea de Porto Franco a Mossoró funcionou até 1955, quando foi desativada.


Mossoró – Estação das Artes Eliseu Ventania
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Mossoró-RN

A estação ferroviária de Mossoró foi inaugurada em 19/03/1.915. A princípio a linha férrea ligava Mossoró até Porto Franco, município de Grossos RN, com o objetivo de escoar para outros centros a produção de Mossoró e região. Após o fechamento da linha férrea, a estação ficou desativada e muito tempo depois a prefeitura municipal de Mossoró a transformou na Estação das Artes Eliseu Ventania em homenagem ao grande repentista e cancioneiro Eliseu Ventania. Hoje a estação das artes é palco das maiores festas culturais de Mossoró.


Governador Dix-sept Rosado – Estação de São Sebastião
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Governador Dix-sept Rosado "São Sebastião"

A Estação Ferroviária de São Sebastião (Governador Dix-sept Rosado) foi inaugurada em 01/11/1926. Segundo informações de moradores da cidade a estação foi sede de vários órgãos do município e atualmente funciona a sede do Serviço de Alistamento Militar. A estação encontra-se preservada.

Estação 101
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária 101 - RN

A estação 101 ficava localizada no Km 101 da ferrovia Mossoró-Sousa, entre os município de Governador Dix-sept Rosado e Caraúbas. Na estação 101 o Trem parava por que precisava abastecer de água bem como conduzir água nos vagões para abastecer a população do município de Mossoró. Hoje no local resta somente a caixa D' água.


Estação Ferroviária de Caraúbas
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Caraúbas-RN

A Estação Ferroviária da cidade de Caraúbas foi inaugurada em 30 de Setembro de 1929. Em 26 de Setembro de 2006 o prefeito do município, Eugênio Alves, transformou em Casa de Cultura Manuel do Violão. Manuel do Violão é o patrono da Casa de Cultura Popular do município de Caraúbas. Ele foi um dos maiores músicos da cidade.

A Casa de Cultura de Caraúbas é palco das maiores atividades culturais e artísticas do Município. A Estação está preservada.



Estação Ferroviária Jordão
Foto: Aluísio Dutra de Oliveira - Estação Ferroviária do Jordão - Caraúbas-RN

A estação ferroviária do Jordão, município de Caraúbas,  foi inaugurada em 1937,  quando foi aberto o trecho da linha até Almino Afonso. Ela fica localizada entre os municípios de Caraúbas-RN e Patu-RN. Trabalharam como agentes dessa estação: Manoel Justiniano de Melo, Geraldo Benevides e José Pedrosa e como Guarda Ferroviário o senhor Antônio dos Peixes.  A situação atual da estação é de ruínas, abandonada.  Ao lado da estação a casa do Agente também se encontra em ruínas. 

O prédio da estação do Jordão poderia ser restaurado e entregue a uma associação comunitária que pudesse preserva-la.



Estação Ferroviária de Patu
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Patu-RN

A estação ferroviária de Patu foi inaugurada em setembro 1936. A solenidade contou com a presença do governador do Rio Grande do Norte, Rafael Fernandes, do Prefeito Provisório de Patu, Rafael Godeiro da Silva, do engenheiro Dr. Artur Pereira Castilho que na ocasião representou o inspetor geral das estradas de ferros do Brasil e representou também outras autoridades federais, estaduais e municipais.

A estação ferroviária de Patu ficava localizada no quilômetro 158 da ferrovia Mossoró RN - Souza PB.
Na gestão do prefeito de Patu, Possidônio Queiroga (2001-2008), a estação foi reformada onde foi construída a Praça José Pereira de Queiroz, popularmente conhecida como Praça do Povo. Na Gestão da prefeita Evilásia Gildênia (2009-2016) e do Secretário de Educação e Cultura, prof. Aluísio Dutra de Oliveira, foi fundado no prédio da estação o Museu Padre Antônio Brilhante.
Em Junho de 2011, a convite da Secretaria de Educação e Cultura, o grupo de artistas da Terra de Lampião que na época saia pelo sertão homenageando os grandes cangaceiros que escreveram a história dos homens bravos do Nordeste se apresentou em Patu na estação ferroviária. Na bagagem carregavam recitais de poesias, feira de artesanatos e apresentação do Grupo de Xaxado Cabras de Lampião. Foi o Projeto GUERREIROS DO SOL: NAS VEREDAS DO CANGAÇO, que visou fortalecer a identidade cultural do homem sertanejo. Os cabras de lampião fizeram uma grande peleja com os cabras do cangaceiro patuense, Jesuíno Brilhante. Foi uma festa inesquecível.
Em setembro de 2011, por ocasião da Feira da Cultura de Patu, o Professor Aluísio Dutra de Oliveira, então secretário de Educação e Cultura, realizava a I FLIPATU - Feira Literária de Patu - que aconteceu no prédio da Estação Ferroviária (Praça do Povo), recebendo todo o apoio da administração municipal. A estação ferroviária de Patu está preservada.




Estação Ferroviária de Almino Afonso
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Almino Afonso - Mineiro-RN


A estação ferroviária de Almino Afonso (Caieira) foi fundada em 30 de Setembro de 1937. Podemos citar alguns agentes que trabalharam nessa estação: João de Paiva, José Nilson Olímpio de Oliveira, Manoel Félix da Silva, João Firmino da Silva e os Guardas: Luiz Anísio, Joaquim Cirino de Moura e João Marinho.
A estação hoje encontra-se em ruínas. Recebemos informações de pessoas da cidade que a gestão municipal do Prefeito Valdênio Amorim tem interesse de reforma-la tornando um local público a ser utilizado pela população.
Vamos torcer para que a gestão municipal possa alcançar o objetivo de tornar a antiga estação Ferroviária de Almino Afonso em um patrimônio histórico bem preservado.



Frutuoso Gomes – Mineiro – Estação Ferroviária de Mumbaça

A estação ferroviária de Frutuoso Gomes (Mumbaça - Mineiro) foi fundada em 31 de Dezembro de 1941 e desativada em 01 de julho 1981. Foi uma das estações de maior movimento no seu tempo áureo. Podemos citar alguns agentes que trabalharam nessa estação: Francisco das Chagas do Monte Paiva (Seu Paiva), Nicácio Lóia de Melo, José Pedrosa, João Nunes de Oliveira, Edmílson Menezes, Juarez Fernandes Pedrosa, José Maria Rodrigues. Os guardas que trabalharam na estação: Manoel Vicente, Alexandre Raimundo Costa, Delfino Simão, Antônio Frutuoso Câmara, Gumercindo Vieira da Silva, Francisco Soares.

O prédio da estação ferroviária de Frutuoso Gomes está preservado onde atualmente funciona um restaurante bastante frequentado pela população local e da região. A estação está Preservada.


Antônio Martins – Boa Esperança: Estação Demétrio Lemos
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Antônio Martins-RN "Demétrio Lemos-RN"


A estação de Antônio Martins - Boa Esperança - Demétrio Lemos, foi inaugurada em 29/10/1949 e desativada em 1980. Os agentes dessa estação foram: José Ferreira Maia, Severino Urbano e José (Tambor). Os guardas ferroviários: Delfino Simão e Gregório Pereira do Nascimento e outros. A estação Demétrio Lemos (Antônio Martins) fica localizada no alto denominado de Muquém e se encontra abandonada em ruínas. Apelamos para o poder público no sentido de restaurá-la para que a mesma sirva a população como espaço cultural (museu, casa de cultura, biblioteca, sala para eventos etc). Precisamos preservar esse patrimônio histórico, ainda é possível.




Estação Ulrich Graff
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Localização Estação Ferroviária Ulrick Graff - "Baixa Verde"


A estação de Ulrich Graff foi inaugurada em 1951, também chamada de estação Baixa Verde. O nome da estação é homenagem ao industrial suíço Johann Ulrich Graff idealizador a linha de ferro Mossoró-Souza. Além de idealizar o projeto, ele chegou a conseguir do Governo Imperial uma concessão para construir uma estrada de ferro partindo de Porto Franco, em Grossos, até os limites da então província em direção aos municípios de Apodi e Pau dos Ferros. Apesar do consentimento, o projeto não saiu do papel porque faltou dinheiro. O sonho de Graff só começou a se concretizar quase 40 anos depois, pelo farmacêutico Jerônimo Rosado, que achou a ideia rentável e começou a procurar apoio político para iniciar a obra. "Foi ele mesmo que deu a primeira picaretada na terra para simbolizar o início das obras da rede ferroviária de Mossoró, onde mais tarde circulariam as locomotivas da prosperidade", relembrou o historiador Geraldo Maia, fazendo referência ao dia 12 de agosto de 1912. A estação de Ulrich Graff foi demolida antes mesmo do arrancamento dos trilhos, de acordo com Adriano Perazzo, em 07/2006.


Alexandria – Estação Ferroviária da Barriguda
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária Alexandria - RN "Barriguda"

A estação ferroviária de Alexandria foi inaugurada em 29 de dezembro de 1951 e foi desativada em 01/10/1991 as 15:30 horas. Os agentes que trabalharam nessa estação foram: José Alves Sobrinho, Augusto Segundo Fernandes, José Basílio Alves e Gesualdo Gurgel de Almeida. Trabalharam como guardas ferroviários: Alexandre Raimundo Costa, João Evangelista e outros.

O prédio da estação ferroviária de Alexandria está preservado onde atualmente funciona uma biblioteca.


Estação Ferroviária de Santa Cruz-PB
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - O que resta da Estação Ferroviária de Santa Cruz-PB


A estação ferroviária de Santa Cruz PB foi inaugurada em 29 de Dezembro de 1951. Na época Santa Cruz pertencia ao município de Souza- PB. Foram agentes dessa estação: Raimundo Carlos, João Florêncio, Luiz Pereira e Antônio Carlos. Trabalhou como Guarda ferroviário o senhor Antônio Eleutério da Silva. A estação foi desativada nos anos 70. Após a desativação da Estação de Santa Cruz anos depois foi totalmente demolida. Hoje resta apenas o local (veja a foto do que resta). A casa do agente ainda continua de pé.

Fotos da antiga estação de Santa Cruz PB não encontramos.  


Estação Ferroviária de São Pedro-PB
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - O que resta da Estação Ferroviária de São Pedro-PB

A estação ferroviária de São Pedro PB, distrito do município de Santa Cruz PB, foi inaugurada em 29 de Dezembro de 1951. Na época foram agentes da estação: Francisco Gadelha, João Florêncio e Geraldo Crescêncio. Trabalharam como Guardas ferroviários: João Simão do Nascimento. A estação foi desativada nos anos 70. Segundo informações do professor e historiador, José Romero Cardoso (UERN), o prédio da estação de São Pedro encontra-se em ruínas e abandonado, transformada em um galpão. 

Estação Estação Ferroviária de Souza-PB
Imagem site Estações Ferroviárias do Brasil - Estação Ferroviária de Sousa-PB

A Estação Ferroviária de Sousa PB foi inaugurada em 1926, segundo informações de historiadores o prédio e trilhos estavam prontos desde o ano de 1922. A malha ferroviária que passava por Souza seguia para outros centros como Recife e Fortaleza.
O Ramal Mossoró - Souza foi introduzido a partir do ano de 1.951.

Foram agentes da Estação: Joaquim Pinto, Antônio Carvalho e José Maria de Morais. Trabalharam como guardas ferroviários: Raimundo Aderaldo da Silva (Raimundo Belo) e Pedro Simão. Após a desativação da linha de ferro e da estação, o prédio foi abandonado se encontrando há vários anos servindo de abrigo para moradores sem teto. É de se lamentar e constatar essa situação de abandono desse patrimônio histórico onde o município de Sousa teve o seu crescimento econômico e desenvolvimento a partir da chegada da linha férrea.




Fonte.
Estrada de Ferro Mossoró-Souza.
Autor: Manoel Tavares de Oliveira.

Professor e Historiador José Romero Cardoso.
Adriano Perazzo; Jonatas Rodrigues; Guia Geral das Estradas de Ferro do Brasil, 1960; Mapa - acervo R. M. Giesbrecht)
Estações Ferroviárias da Paraíba


Estações Ferroviárias do Brasil.
Colaboração fotos atuais: Neusa Gomes - Sousa PB.
Colaboração Fotos: Universitário Jean José.
Aluísio Dutra de Oliveira.

Inauguração Linha de Ferro Mossoró-Souza. Fonte: Blog Gemaia.

 Trem Maria Fumaça


 Estação de Mineiro - Almino Afonso em ruínas

  Estação de Mineiro - Almino Afonso em ruínas

  Estação de Alexandria - RN preservada 

  Estação das Artes Eliseu Ventania

  Estação de Caraúbas - Casa de Cultura Manoel do Violão

  Estação de Governador Dix-sept Rosado - São Sebastião - Preservada.

Trem passando por Frutuoso Gomes - Mumbaça

  Estação de Mumbaça - Frutuoso Gomes - Hoje um Restaurante - Está Preservada.

 Antiga Estação de Souza-PB - 1922

 Trem passando por Mineiro - Almino Afonso-RN

 Trem linha Mossoró-Souza


Foto do último trem da Linha Mossoró-Souza

Estação Ferroviária de Patu - Preservada

Estação Ferroviária de Patu - Preservada