quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Especial: A Seca de 1958 na Fazenda Aracati.


Por Benedito Vasconcelos Mendes


A Fazenda Aracati, de propriedade do meu avô paterno, José Cândido Mendes, localizada no Semiárido cearense, nas cercanias do distrito sobralense de Caracará, a 60 quilômetros da cidade de Sobral, sofreu, em 1958, uma das piores secas de todos os tempos. A severa e catastrófica seca de 1958 teve duração de apenas um ano, que na prática correspondeu a 20 meses totalmente sem chuvas, começando em julho de 1957 e se prolongando até março de 1959. Seus efeitos foram devastadores, matando de fome e sede quase todo o rebanho bovino e grande parte das cabras e ovelhas da Fazenda Aracati. Até os bichos de pena (galinhas caipiras, capotes, patos, marrecas nativas e perus) escaparam muito magros desta terrível seca, pois nem milho para comprar se conseguia, já que os grãos produzidos em outras regiões do Brasil não eram trazidos para o Nordeste, por falta de caminhões e de condições de tráfego das poeirentas estradas carroçáveis.
Naquela época não se preparava e guardava silagem nem feno e nem tampouco se plantava capim irrigado. A imprevidência era total. As bicheiras eram curadas com  creolina e óleo queimado (óleo lubrificante usado). As pontas dos chifres eram aparadas com serrote. O vermífugo dado aos caprinos, ovinos e bovinos era a batata de purga e o remédio para empanzinamento era o vinagre. Comida concentrada (industrializada) para o gado só tinha o resíduo (torta de algodão mocó), que era escassa e cara, o que a tornava de uso inviável para a grande quantidade de gado existente na Fazenda Aracati. Um tipo de alimento volumoso industrializado, mais barato do que a torta, que existia no comércio de Sobral era o piolho de algodão (resto de linter e de casca das sementes de algodão herbáceo que era coletado no descaroçador de algodão). O milho e o feijão de uso na fazenda eram armazenados em tambores de ferro de 200 litros (tambores de transportar combustíveis). Às vezes, aparecia para venda, umas batatas de cipó, mais fina e maior do que as raízes de mandioca, de casca preta e miolo branco, trazidas das praias das proximidades das cidades de Camocim e Acaraú. Dois tipos de alimentos volumosos, de péssima palatabilidade e de baixa qualidade nutritiva, levados em caminhões para oferecer ao gado era a palha de carnaúba e a casca do fruto da oiticica (subproduto da indústria de óleo de oiticica).
O cavalo “Estrela” do meu avô e a égua “Lua” da minha avó eram milhados diariamente, pela manhã e à tarde, com uma mancheia de milho colocada na mochila de couro. O cavalo Estrela, utilizado para derrubar boi brabo no mato garranchento e espinhento, quase não era mais usado, pois o tipo de manejo alimentar do rebanho, dando comida na boca e a fraqueza orgânica das reses, tornava o gado dócil e submisso. O mais bonito e famoso touro da fazenda, de nome “Dione”, azebuado, de porte avantajado, com peso aproximado de 40 arrobas, de pescoço e corpo volumosos, de chifres grossos, grandes e arqueados, de pelagem acinzentada, com peito e castanha carnudos e quase pretos, de barbela e bainha extensas, foi salvo da seca pelos cuidados especiais dispensados pelo meu avô. À medida que os meses foram se passando e a seca se tornando mais severa, foi ficando muito triste assistir a morrinha do gado, que amanhecia urrando de fome, enquanto os agregados saiam desesperados, com foice e machado no ombro, rumo aos poucos Juazeiros, canafístulas, macambiras, xique-xiques e mandacarus, para derrubar para o gado comer.
As cactáceas (mandacaru e xique-xique) e a bromeliácea (macambira) eram arrancadas e levadas, em lombos de burros e de jumentos, para o terreiro da casa. Lá, os espinhos eram queimados em fogueiras improvisadas e os cladódios das cactáceas fatiados, para alimentar o gado. Depois da queima das folhas espinhentas das macambiras, as cabeças (caule subterrâneo desta planta, riquíssimo em amido) eram cortadas em pequenos pedaços e ofertadas ao gado. Estes alimentos eram jogados no chão, pois não havia disponibilidade de cochos para o numeroso rebanho.
 O extenso pátio da fazenda era sombreado por numerosos Juazeiros e grande número de árvores de oiticica. O sofrimento causado pela fome e a agonia da morte dos animais eram triste de se ver, principalmente daqueles que, de tão fracos, não conseguiam mais ficar de pé. A vaca “caída”, ou seja, aquela rês que não tinha mais força para se levantar era colocada “nas correias”, que era uma armação de quatro estacas fincadas no chão, para sustentar as tiras de couro cru, forradas com surrões de folhas de carnaubeira, que mantinham a vaca em pé.
As reses caídas tinham o privilégio de se alimentar de rama verde, por ser mais nutritiva (folhas de juazeiro ou de canafístula) e os outros animais, que ainda podiam caminhar, alimentavam-se de cabeças de macambira ou de cladódios de mandacaru e de xique-xique. Os animais que caiam dificilmente escapavam, de modo que, no final da seca, do numeroso plantel de aproximadamente 1.000 reses salvaram-se pouco mais de uma centena de bovinos. Uma das cenas chocantes daquela seca, que ficou gravada na minha mente, foi a enorme quantidade de carcaças de bovinos, espalhadas no pátio da fazenda, após a seca.
Os animais se concentravam no terreiro da casa grande, onde eram fornecidos as ramas das forrageiras arbóreas e os cladódios dos cactos. Eles não saiam para o campo, pois o chão estava limpo, sem pasto. Só se alimentavam daquilo que os vaqueiros ofereciam. No pátio, as reses extremamente desnutridas caiam, eram colocadas nas redes (correias), recebiam a pouca e grosseira ração de plantas nativas e, com o passar do tempo, a debilidade aumentava e depois morriam.
A alimentação da família do meu avô, que antes era farta e baseada na carne de boi e no leite de vaca, como coalhada, leite cozido, nata, manteiga de garrafa e queijo de coalho, foi substituída por produtos lácteos derivados do leite de cabra. O caprino, por produzir leite, ser de menor porte e mais resistente à seca, foi escolhido para fornecer a alimentação básica da família. O leite de cabra era também fornecido para as famílias dos agregados (trabalhadores meeiros que moravam na propriedade). Com o passar do tempo, as reservas de pastagens nativas da fazenda foram minguando, de modo que, ao chegar no mês de outubro de 1958, o estoque de alimentos ficou muito reduzido e o gado começou a morrer.
Outubro foi o mês da desesperança, o mês que meu avô se convenceu que não restava mais nada a fazer, a não ser esperar a morte de todo o rebanho. Ele não cruzou os braços, continuou na luta inglória de alimentar o gado, mas com o único objetivo de diminuir o terrível sofrimento das reses, provocado pela fome e pela sede. Meu avô se condoía com o urro lamurioso e triste do gado com fome e, muitas vezes, ia às lágrimas. Foi interessante observar que uma seca desorganiza o calendário das tarefas que são realizadas em uma fazenda de criar gado bovino, pois os eventos anuais de apartação dos garrotes das mães, da castração dos novilhos e da ferra do rebanho não são realizados nos anos de seca catastrófica.
Na casa grande, minha avó não mais fazia os grandes e saborosos queijos de coalho, coalhada e manteiga da terra com leite de vaca. Naquele ano de seca, só se usava leite de cabra. Às seis horas da tarde, depois da labuta exaustiva de alimentar o rebanho, meu avô tirava o chapéu e o gibão de couro, chamava minha avó e meus tios e os agregados da fazenda com suas famílias para a sala da frente do casarão da fazenda, onde situava-se o santuário (oratório), para rezar, suplicando a Deus força e entusiasmo para continuar o estafante trabalho de tentar salvar o gado. Pedia a São José que mandasse chuva, o quanto antes, para fazer rama (brotos e folhas novas) e salvar o rebanho. Pedia a Deus esperança e ânimo, para não esmorecer diante da brutal dificuldade.
No espaçoso alpendre da frente da casa grande da Fazenda Aracati, havia três tornos de armar rede ocupados com os arreios e cela do cavalo de meu avô e com o cilhão e arreios da égua de minha avó passear. Um dos tornos era usado para pendurar o chapéu, a véstia (gibão, perneira, guarda-peito, luvas e guarda-pés) e o chicote de pimba de boi usados pelo meu avô. A natureza tornara-se ingrata, a caatinga caducifólia, totalmente desfolhada e seca, exibindo aqui e ali poucas plantas perenifólias, como alguns Juazeiros ou umas poucas canafístulas, porém podados pelos vaqueiros, exibindo pouquíssimas folhas verdes; o chão desnudo, sem nenhuma cobertura de vegetação herbácea verde ou seca; o Rio dos Patos (que corta a fazenda) e as lagoas da propriedade, totalmente secos; a cacimba cavada na areia do leito do rio, com pouca água; o céu azul, sem nenhuma nuvem para abrandar o calor estafante, provocado pelo sol incandescente.

No período da seca, os animais nativos e os domésticos não se reproduziram devido à limitação de alimentos. A natureza viva parecia morrer e as rochas dos serrotes e os solos ressequidos, sem vegetação, refletiam, com muita força, a luz e o calor do sol brilhante. A tristeza dos animais magros e famintos contagiava os moradores da fazenda. A desgraça estava generalizada. Tudo estava reduzido a um fio de esperança de se ter um bom inverno (período chuvoso) no próximo ano. O sofrimento, que alterou tudo na rotina da propriedade, só não diminuiu a fé em Deus dos habitantes da Fazenda Aracati, pois quanto mais diminuía o rebanho, mais se aumentava as rezas. Depois desta terrível seca, veio a fartura, a bonança e a multiplicação do rebanho por seguidos anos chuvosos até a próxima seca de 1970.

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Postado por Mendes e Mendes 

A História da Capela de Santa Teresinha - Patu RN.

A ideia da construção da Capela de Santa Teresinha em Patu surgiu através de uma revelação ou mesmo um sonho, na verdade ainda é um mistério, sonho ou aparição? No ano de 1974 a senhora Maria Dantas Godeiro, na época casada com o senhor Francisco Pereira da Silva, conhecido por Chiquinho de Odilon, quando a mesma estava na cidade de Catolé do Rocha-PB, hospedada em uma pousada, ela viu uma pessoa balançando a sua rede. Segunda dona Maria Dantas Godeiro, se tratava da pessoa de sua tia, Maria Lina, que tinha falecido em 1967, esposa de Rafael Godeiro da Silva, ex-prefeito de Patu em três períodos de nossa história. Dona Maria Dantas Godeiro disse que a sua tia, Maria Lina, apareceu a ela dizendo que desejava realizar um sonho não realizado em vida. Ela disse que era um desejo e não uma promessa. 

O desejo era para que no terreno que pertencia a ela fosse construída uma capela para Santa Teresinha e para isso dona Maria Dantas teria que tirá esmolas e doações para a construção da referida capela. O vigário na época era o Padre José Kruza. Segundo informações dos registros da capela de Santa Teresinha, dona Maria Lina tinha três desejos: o primeiro era receber a extrema unção antes de morrer. O Segundo era que seu esposo Rafael Godeiro não morresse antes dela e o terceiro a construção da capela de Santa Teresinha. Dona Maria Lina estava muito doente e faleceu antes do esposo Rafael Godeiro, que faleceu cinco dias depois do falecimento da esposa.
Dona Maria Dantas, mais conhecida como Dona Maria mãe de Atimar Godeiro ficou bastante preocupada com aquela revelação e ficou com a ideia de pedir doações ao povo para a construção da capela. Um ano depois da revelação Dona Maria teve um grande pesadelo onde ficou aperreada pois a construção ainda não tinha sido começada, então ela decidiu iniciar os trabalhos de construção da capela com ajuda de várias pessoas da comunidade.  Ela mesma pediu a doação do terreno ao proprietário da época, o senhor Zé Godeiro que prontamente atendeu a sua solicitação e com as esmolas e doações recebidas a capela teve a sua construção iniciada em 30 de outubro de 1975. 
Dona Maria Dantas disse que muitas pessoas se envolveram para ajudar na coleta de esmolas e doações, principalmente dona Tetê, Abigail e seu Dirceu onde eles foram colaboradores diários dos trabalhos da Capela de Santa Teresinha. Durante vários meses a imagem de Santa Teresinha passava pelos lares da cidade de Patu onde aconteciam celebrações e coletas para a construção da capela. Mesmo ainda não estando coberta a capela teve a sua primeira missa celebrada pelo padre Eurico em 03 de março de 1977 pois o padre José Kruza já tinha falecido em 10 de novembro de 1976. Outras celebrações foram acontecendo mesmo a capela ainda estando em construção. A primeira festa de Santa Teresinha foi realizada em 1978 com a realização de novenas, leilão, barracas e procissão pelas ruas do bairro. 
Depois de muito tempo com a cidade de Patu em crescimento muitas residências começaram a ser construídas próximo a capela que já estava pequena para atender aos fiéis dos bairros do Quartel, Estação e Boa Vista. Na época  os padres alemães Xavier e Padre Antônio celebravam todos os domingos na capela. O Padre Xavier em uma missa laçou a ideia de se construir uma capela de porte médio que pudesse atender melhor aos fiéis católicos daquela setor da cidade. A comunidade gostou da ideia e começaram a construção. O padre Xavier foi um grande colaborador financeiro da construção da nova capela tendo como administrador o senhor Manoel Santiago de Paiva conhecido como Manoel de Didi. Padre Xavier teve que viajar para a sua cidade natal mas de lá sempre enviava a sua ajuda para a conclusão da capela que foi reinaugurada em 06 de janeiro de 1990. A comunidade se reuniu também e consegui realizar outro sonho de uma imagem de Cristo Crucificado onde foi realizada a benção da imagem em 21 de fevereiro de 1993. Depois os colaboradores da capela de Santa Teresinha conseguiram as estações da via sacra onde procissão foi realizada em 27 de março de 1998, período da semana santa. O padre alemão Antônio Shulte-Wrede durante a sua permanência em Patu sempre ajudou na Capela de Santa Teresinha como também a judou a muitos fiéis com os recursos que ele recebia de seus familiares na Alemanha. Padre Antônio foi um verdadeiro santo nas obras do senhor e tinha amor aos mais pobres e humildes, seu corpo encontra-se sepultado no Santuário do Lima ao lado do túmulo de Pe. Henrique Spitz.
O Pe. Silvano Schoenberger  teve uma grande participação na Capela de Santa  Teresinha nos anos 80, ele foi  quem fundou o primeiro  grupo de jovens, o JOCAP (Jovens Católicos Patuense).  Ensinou muito aos jovens do bairro, trazia filmes superinteressante pra comunidade, angariava fundos para participação dos jovens em eventos em Patu e em outras cidades, até  em outros estados com intuito de trazer crescimento espiritual, era muito envolvido e preocupado com a comunidade do Bairro. Muitos jovens vieram a conhecer sobre cinema através de Padre Silvano.
A semente de fundar um grupo de jovens brotou pois anos depois outros grupos surgiram como o Grupo de Jovens Santa Terezinha, Grupo de Jovens Semente de Fé e grupo de Jovens São Francisco inclusive esses grupos ajudaram na construção do salão da Capela de Santa Teresinha que foi construído ao lado da capela onde serve até hoje para reuniões e eventos.

No ano de 2002 a torre da capela foi construída sob a responsabilidade do comerciante Genival Cosmo dos Santos, onde na época o vigário era o Padre Francisco Carlos Azevedo que informou que a capela tinha a disposição apenas uma parte dos recursos mas que não dava para construir a torre, então o comerciante Genival Cosmo dos Santos patrocinou o restante da obra e construiu a torre da capela tendo como pedreiro responsável o senhor Canindé. Queremos aqui destacar o empenho de várias pessoas que ajudaram muito nos trabalhos religiosos da Capela de Santa Teresinha como: Tetê, Abigail, Seu Dirceu, Zé Bezerra, dona Neuza Alexandrino, Giselda Martins,  Expedito Clemente,  Raniery Alves,  Edno, Paulo Maia, Glória Andrade e outros.
Dona Maria Dantas Godeiro tem três filhos do primeiro casamento: Francimar Godeiro "Atimar Godeiro", Francineide Godeiro "Neide" e Francilde Godeiro. Hoje ela é casada com o senhor Raimundo Braga Linhares onde sente muito feliz em ver o desejo de sua tia Maria Lina realizado.
















Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Colaboração de Maria Dantas Godeiro e Dona Tetê Godeiro.
Fotos cedidas pela família e google imagem.


Nota sobre a Sobre a Federalização da UERN

Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) divulgou nesta terça-feira (30) uma nota oficial exigindo esclarecimentos acerca da notícia com declarações atribuídas à técnicos do Tesouro Nacional que teriam recomendado a federalização da instituição. O reitor Pedro Fernandes pede ainda uma reunião com o órgão federal para tratar sobre o assunto.

A federalização da Universidade Estadual foi sugerida dentro do ajuste fiscal que o Governo Federal exige para socorrer o Rio Grande do Norte. Os técnicos também sugeriram a venda da Companhia de Água e Esgoto – CAERN.
Confira abaixo a íntegra da Nota:
A Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) exige esclarecimentos acerca da notícia com declarações atribuídas à técnicos do Tesouro Nacional que teriam recomendado a federalização da UERN.
É importante lembrar que há 30 anos foi discutida a estadualização, anexação à antiga ESAM (atual UFERSA) ou federalização da UERN. Prevalecendo a primeira proposta. Na década passada a ideia da federalização voltou a ser discutida e foi mais uma vez rejeitada pelo Governo Federal.
Há três anos a ABRUEM (Associação Brasileira das Universidades Estaduais e Municipais) discutiu com o Congresso Nacional e Ministério da Educação a possibilidade de aporte financeiro para as universidades estaduais que seria no valor de R$ 2 mil/mês por aluno. A própria adesão ao ENEM/SiSU asseguraria a UERN mais R$ 2 milhões/ano e nada disso se concretizou.
Diante disso, a UERN está solicitando reunião com Tesouro Nacional para esclarecer essa informação.
A administração da UERN tem compromisso com o ensino público, gratuito e de qualidade bem como com a estabilidade de técnicos e professores conquistada via concurso público.
O momento exige luta pelo fortalecimento da UERN enquanto universidade estadual e gratuita cumprindo o papel de levar o ensino superior a todas as regiões do Estado formando profissionais e, em especial, professores que ajudam a garantir o ensino básico em todas as cidades do Rio Grande do Norte.
Pedro Fernandes Ribeiro Neto – Reitor da UERN

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Lista de aprovados do Sisu 2018 é divulgada

A lista de candidatos aprovados na primeira chamada do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2018 já está disponível para consulta na internet (sisu.mec.gov.br).

Estão sendo oferecidas, ao todo, 239.716 vagas em 130 instituições, entre universidades federais, institutos federais de educação, ciência e tecnologia e instituições estaduais.
O período de matrícula dos aprovados começa amanhã (30) e vai até 7 de fevereiro.
O Sisu é o sistema informatizado do Ministério da Educação utilizado por instituições públicas de educação superior na oferta de vagas a estudantes, com base nas notas obtidas no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).

Registro Especial.

O amigo Rodrigues Filho e a redação do Blog A Folha Patu e parabenizam a jovem Lícia Marie Soares de Moura, filha do patuense José Severino de Moura (Dedé de Severino Seledon) e dona Lúcia Maria Soares de Moura, que foi aprovada em Medicina pelo INTA - Centro Universitário de Sobral-CE.
E parabenizamos também o jovem Everton Moura, filho do Casal Evandro e Livânia pela aprovação em medicina na UFRN.
  

VEM AÍ, DOCUMENTÁRIO SOBRE A CADEIA VELHA DE POMBAL


Em breve será exibido um documentário sobre a Cadeia Velha de Pombal, que está sendo produzido pela equipe do Pombal Informa.
Sobre a direção de Francélio Bandeira e apresentação da Repórter Ana Paula Leite. O documentário irá trazer grandes revelações e irá agradar a todos.
Este trabalho é apenas o início de uma caminhada proposta pelo Pombal Informa, que envolve a produção uma série de documentários, a fim de divulgar as riquezas da história e da cultura pombalense, inclusive revelando muitos fatos marcantes, porém praticamente desconhecidos pela maioria dos próprios pombalenses.
Aguardem!

Nota do Blog a Folha Patuense.

A velha cadeia pública de Pombal faz parte da história de Patu porque nela foi preso o pai do cangaceiro Jesuíno Brilhante resgatado pelo mesmo. 

 Repórter Ana Paula Leite entrevistando o cordelista e estudioso da literatura de cordel Dr. Aderaldo Luciano

 Repórter Ana Paula Leite entrevistando o cordelista e estudioso da literatura de cordel Dr. Aderaldo Luciano
  Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa

  Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa

  Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa

  Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa

  Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa



 Cadeia velha de Pombal/PB, hoje Casa da Cultura
 Repórter Ana Paula Leite entrevistando o historiador e engenheiro agrônomo Verneck Abrantes de Sousa

 José Tavares de Araújo Neto
 José Tavares de Araújo Neto
José Tavares de Araújo Neto

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

História da ACUP - Associação Cultural Universitária Patuense

No início anos 80 os irmãos Nélson e Lair Solano Vale, filhos do saudoso Mário Solano de Moura e mais as pessoas de Zelito Nunes e Dr. Zé Costa criaram em Patu uma Jornada Esportiva realizada na Boate Pântanos envolvendo equipes de Patu e outras cidades da região em um torneio de futebol de salão, para eles foi uma espécie de diversão e lazer, caso tivesse alguma espécie de lucro nas competições promovidas o mesmo era rateado entre eles. Em anos seguintes a jornada foi promovida por Lair Solano Vale e Fátima Solano onde realizaram a última jornada antes da mesma passar a ser gerida e organizada por uma associação cultural e esportiva. Nos ano de 1984 e 1985 a ACUP – Associação Cultural e Universitária Patuense foi constituída com a diretoria provisória, tendo a frente os jovens Marcos Solano Vale, Possidônio Queiroga e outros. No ano de 1986 foi realizada a primeira eleição oficial para a diretoria da ACUP onde todos os universitários cadastrados elegeram através de voto direto e secreto a sua diretoria. Uma chapa foi encabeçada pelo jovem Francimar Godeiro conhecido por Atimar Godeiro e a outra chapa por Jório de Castro. A eleição foi muito concorrida e disputada onde Atimar Godeiro venceu o pleito. 
A diretoria eleita da ACUP, presidida por Atimar Godeiro tinha como vice-presidente Maria Helena Godeiro e como demais membros e apoiadores: Marcos Solano Vale, Zezinho Regalado, Nica Godeiro, Walter Solano, Sandro Godeiro, Possidônio Queiroga, Irene Rosalina, Ceição de Zé do Sinal, Geovan Rodrigues, João Batista de Moura, entre outros.
A gestão de Atimar Godeiro procurou inovar implementando na jornada esportiva não somente o esporte mas outras atividades como palestras educativas e gincanas culturais. A gestão conseguiu junto a Fundação José Augusto a instalação do Circo da Cultura que foi montado defronte ao Hospital da Apami durante uma semana onde as atividades culturais e sociais foram realizadas.
Na parte social e festiva a jornada teve início com a festa dançante na Boate Pântanos com animação da Banda Circuito Musical de Caicó, que na época era o maior sucesso em toda a região. A festa de encerramento da Jornada foi com a banda Impacto Cinco de Natal, considerada a melhor do estado, onde na Boate Pântanos faltou espaço para tanta gente. A gestão da ACUP naquela época se preocupou também com o processo de estadualização da UERN onde uma comissão foi a Natal reivindicar a estadualização da  FURRN, na época, ao governador Radir Pereira.
No ano de 1987 aconteceu eleição para a nova diretoria da ACUP, onde duas chapas disputaram o pleito. Uma chapa foi encabeçada por Epitácio de Andrade Filho como candidato a presidente e Giovane Linhares Braga como vice-presidente e a oura chapa encabeçada por Expedito Clemente e Neto Tavares (Neto de Chico Beatriz) como vice. A eleição foi bem acirrada, despertando a curiosidade de toda a população, como se fosse uma eleição para escolha de prefeito. A chapa vencedora foi Epitácio Filho e Giovane Linhares. A diretoria da ACUP ainda tinha os seguintes membros e colaboradores: Ademar Castro, Auri Marconi Diniz, Canuto, Jório, Sebastião Leite, Ceição e outros universitários.
A gestão de Epitácio Filho também foi inovadora realizando a tradicional Jornada Universitária, envolvendo equipes e atletas de toda a região bem como outras atividades culturais em duas semanas, uma de atividades culturais e sociais e outra esportiva.
Na gestão da ACUP de 1987 aconteceu o lançamento do primeiro livro do cantor Dudé Viana, “Dudé ou Dedé”, baseado numa pesquisa do escritor Dudé Viana sobre o "assalto dos 94 milhões", no início dos anos 80 do século passado, um dos marcos históricos da criminalidade moderna. A gestão da ACUP também viabilizou a segunda edição da revista em quadrinhos "Jesuíno Brilhante", de autoria de Emanoel Amaral e Aucides Sales, que recebeu o apoio da ACUP e da prefeitura municipal (Gestão 1983-88). Durante a jornada de 1987 foi montada uma rádio, na época denominada de Rádio Pirata, que teve como objetivo transmitir e informar tudo que acontecia durante a jornada universitária. O projeto dessa rádio foi feito por João Batista conhecido como João de Chico de André. Esse projeto de rádio pirata também aconteceu em jornadas anteriores que serviu de experiência pois no ano de 1.999 surgiu em Patu o projeto de uma Rádio Comunitária, projeto esse que se confirmou com a instalação da Rádio Patu FM, depois, Serrana FM. Surgiram outras rádios comunitárias na cidade:  Patativa FM, Serra do Lima FM e FM Educadora Patuense, sendo que a última encontra-se em operação.
A abertura da Jornada Universitária de 1987 também foi muito festiva onde a atração foi a banda Skórpio de Recife, sucesso naquele ano e no encerramento a atração da época, a banda Alcano fechando assim com chave de ouro a programação daquele ano.
Com o sucesso das duas últimas gestões da ACUP e Jornada Universitária, no ano de 1988 a ACUP elegeu a sua nova diretoria que tinha a responsabilidade de fazer uma ótima jornada em virtude da marca deixada pelas gestões anteriores. Foi eleito presidente o jovem Sebastião Leite e como demais membros e colaboradores as seguintes pessoas de: Tyrone, Epitácio Filho, Jório, Ademar, Marconi, Giovane, Neto de Janduís, Rubinaldo Maia, Erivan, Gilberto, Canuto, Zé Américo, Ceição de Zé do Sinal, Francir, Klejane, Edite, Ricardo Veriano, Maria Lúcia Jales, Jailza, Jailson de Tião Tavares. Essa gestão investiu pesado no esporte onde realizou uma excelente competição esportiva em várias modalidades envolvendo a participação de atletas de toda a região, onde a ACUP participava com uma equipe de Futsal. A parte cultural também foi muito forte com a realização de várias atividades envolvendo artistas locais e regionais. Segundo o presidente Sebastião leite a festa de enceramento foi com a Banda Circuito Musical de Caicó.
Em 1989 a direção eleita da ACUP teve como presidente Giovane Linhares Braga e como membros e colaboradores: Francir, Edite Alves, Ceição, Marluce, Marli, Rubinaldo, Canuto, Titela e outros. Na jornada de 1989 foram realizadas várias atividades culturais como o show em praça pública de mamulengos de Chico Daniel, danças, apresentações teatrais entres outras. A jornada de 1989 teve como atrações musicais: Remix, Ogírio Cavalcante, Skalla Show e outras.
No ano de 1990 não teve eleição da ACUP e em 1991 a direção eleita teve como presidente Talvanes Soares de Moura e como vice Maria Rejane de Oliveira. Os demais membros e colaboradores foram: Gilka Maria de Medeira Maia, Ana Karla Jales Dantas, Lana Maria Tavares Godeiro, Jovânia Queiroz de Castro, Maria de Fátima Queiroz de Castro, Symone Geysa de Paiva Moura, Inácia Edileuza Dantas, Fábio Praxedes Bandeira, Patrícia Jovelina M. Freitas, Carlos Enock Praxedes Bandeira, Antônio Genaldo Bandeira e José Aderson Leão. A gestão deu continuidade realizando uma semana de atividades culturais e educacionais e outra de atividades esportivas em diversas áreas. A jornada universitária teve o mesmo estilo de realização com atividades culturais e esportivas onde a festa de encerramento foi com a Banda Montagem.
Em 1992 a direção eleita da ACUP teve como presidente José Aderson Leão e como vice-presidente Fábio Praxedes Bandeira. Os demais membros da diretoria foram: Manoel Etelvino dos Santos, Francisco Dantas Marques, Gilka Maria de Medeira Maia, Maria Luziene de Medeiros, Maria da Glória Rocha de Andrade, Giovane Linhares Braga, Lana Maria Tavares Godeiro, Symone Geysa de Paiva Moura, Carlos Enock Praxedes Bandeira, Marli Maia Santos, Francisco Tavares Filho, Lenilson Pereira de Sousa, Lilian Linhares Godeiro. A festa de encerramento foi com a banda de sucesso da época, PALOV, que só chegou em Patu por volta das 18:00 horas deixando apreensivos os organizadores e a população que só ficou tranquila quando viu o imponente ônibus jamais visto em Patu que conduzia a banda PALOV.
Em 1993 a direção eleita da ACUP teve como presidente Fábio Praxedes Bandeira e como vice-presidente Manoel Etelvino dos Santos. Os demais membros da diretoria foram: Francisco Tavares Filhos, Márcia Cristina Dutra, Gilka Maria de Medeira Maia, Maria Luziene de Medeiros, Maria da Glória Rocha de Andrade, José Aderson Leão, Symone Geysa de Paiva Moura, Carlos Enock Praxedes Bandeira, Marli Maia Santos, Janete Maria da Silva, Antônio Genaldo Bandeira, Maria Betânia Duarte, Joceítala de Oliveira Bento.
Em 1994 a direção eleita da ACUP teve como presidente Maria Luziene de Medeiros e como vice-presidente Audiro Souza Oliveira. Os demais membros da diretoria foram: Sandra Mara Gomes, Joceilma Dantas, Lena Patrícia Tavares Godeiro, Francisco Mascena Cordeiro, Celineide Ernesto Godeiro, Fábio Praxedes Bandeira, Marta Maria Dantas Pinheiro, Evandro Benigno de Moura, Francisco Tavares Filhos, Maria da Glória Rocha de Andrade, José Aderson Leão.
Em 1995 a direção eleita da ACUP teve como presidente Sandra Mara Gomes e como vice-presidente Maria da Glória Rocha de Andrade. Os demais membros da diretoria foram: José Aderson Leão, Jéferson Hemetério Cordeiro dos Reis, Joceilma de França Dantas, Maria José Maia Santos, Maria Luziene de Medeiros, Joselay Hemetério Cordeiro dos Reis, Celineide Ernesto Godeiro, Héldio Benigno de Oliveira Moura, Francisco Mascena Cordeiro, Lena Patrícia Tavares Godeiro, Fábio Praxedes Bandeira, Audiro Sousa de Oliveira e Joceítala Oliveira Bento.
No ano de 1996 foi realizada a última Jornada Universitária de Patu, onde foram realizadas as suas principais atividades esportivas na quadra do Módulo Esportivo Miguel Câmara Rocha, construída na época do prefeito Lair Solano Vale, nesse ano a quadra ainda não tinha cobertura mas já dispunha de uma ótima estrutura. A gestão da ACUP tinha como presidente Audiro Souza e como membros da diretoria Luziene Medeiros, Fábio Praxedes, Klejane Dantas, Sandra Mara, Francisco Tavares, Francisco Mascena e outros. A jornada da época realizou diversas modalidades esportivas e culturais mantendo o padrão das jornadas anteriores. Segundo Audiro Souza na época as dificuldades foram grandes pois a falta de apoio dada em edições anteriores para a jornada universitária não foi mais tão efetiva naquele ano, nem mesmo a mudança de local da jornada empolgou e desta forma aconteceu uma espécie de desânimo naqueles que faziam a jornada, fato esse que provocou a suspensão da Jornada Universitária nos anos seguintes, infelizmente se concretizando como a última jornada que aconteceu. Hoje restam somente a saudade e as belas lembranças do maior evento cultural e esportivo da Região Oeste. A ACUP – Associação Cultural Universitária de Patu – foi um movimento que revolucionou o esporte e a cultura de Patu que hoje sentimos a sua falta e desejamos que novos jovens vejam o exemplo dos jovens daquela época e promovam um novo movimento revolucionário no esporte e na cultura, precisamos urgentemente de uma nova ACUP em nosso município. A redação do Blog a Folha Patense tomou conhecimento que um grupo do WhatsApp foi criado com a participação de membros da antiga ACUP. Desejo que eles organizem uma nova ACUP, unindo a experiência do passado com as ideias dos jovens de hoje para que unidos possam criar um novo tempo em Patu nas atividades esportivas e culturais.
































Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.


Colaboradores: Atimar Godeiro, José Adécio, Auri Marconi, Sebastião Leite, Giovane Linhares Braga.