segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Patu faz abertura hoje (19/02) da 27ª Semana Pedagógica

A Prefeitura de Patu, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, traz para a 27ª Semana Pedagógica (2018) o artista circense e empresário Potiguar, Nil Moura, integrante do Circo Grock, com formação em teatro pela Escola Macunaíma de São Paulo/SP e especialista na arte de ser clown, pela Last Minute Zirkus Theater, da Suíça Central.
Nil Moura viaja o mundo ministrando palestras motivacionais, levando alegria, conhecimento, incentivo profissional e muita emoção por onde visita.
O evento que reunirá todos os profissionais da educação, acontecerá na próxima segunda-feira (19) a partir das 13h no Auditório do CAP.

Fonte: Site. Prefeitura Municipal de Patu.

ADUERN fortalece marcha nacional contra reforma da Previdência

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil realizam, na próxima segunda-feira (19), um dia de mobilização contra a aprovação da reforma da previdência. A ADUERN fortalecerá o movimento e convida todos os seus associados e associadas a participar das manifestações em suas cidades locais.
Em Mossoró, os manifestantes realizarão às 8h um café da manhã e aula pública sobre a reforma da previdência na sede do INSS (Bairro Aeroporto) e após isso saem em marcha pela Rua Felipe Camarão até a Praça do Pax.
No caminho, os professores e servidores públicos municipais irão se integrar à paralisação, que já conta com apoio de Servidores da saúde, UERN, previdenciários, servidores federais, entre outros setores.
Em Natal, a concentração para a marcha unificada será às 14h no INSS da Rua Apodi. A mobilização deverá reunir milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas categorias do funcionalismo público e também da iniciativa privada.

Com informações do Fórum dos Servidores do Oeste Potiguar.

É bom "jair" explicando



Por Erasmo Firmino, o Tio Colorau

É bom “jair” explicando por que nunca obteve sucesso na carreira profissional que escolheu, a de militar;
É bom “jair” explicando os bens incompatíveis com seus rendimentos;
É bom “jair” explicando por que prega o discurso apolítico e vive unicamente da política desde 1988, ou seja, há 30 anos;
É bom “jair” explicando os vários casos de insubordinação no curto período em que trabalhou no Exército, inclusive sendo preso;
É bom “jair” explicando por que critica tanto a atividade sindicalista, se a exerceu nos tempos de Exército;
É bom “jair” explicando por que critica as oligarquias se apadrinhou a campanha dos três filhos que ocupam cargos eletivos;
É bom “jair” explicando muita coisa nesse discurso populista cheio de contradições.
Erasmo Carlos Firmino é servidor público estadual, bacharel em Direito e blogueiro.

Fonte: www.tiocolorau.com.br/via O Messiense.

História de Acidentes na Serra de Patu.

A Serra de Patu possui 637 metros de altitude em relação ao nível do mar. Nessa bela serra já aconteceram alguns acidentes que mereceram destaques nos registros históricos e na imprensa. Segundo o historiador Petronilo Hemetério Filho que relatou em seu Livro – História do Município de Patu, o primeiro acidente foi no ano de 1919, ano de uma seca terrível. A vítima envolveu a pessoa de José Lulu, residente no sítio Gameleira, zona rural do município. Seu José Lulu estava tirando macambira e capim para escapar uma vaca onde escapuliu no lajedo liso da serra, para o lado do nascente e alojou-se dentro de uma grota que tem umas árvores e alarmou com gritos tão estridentes que pessoas do sítio Patu de Fora ouviram e vieram ajudá-lo. As pessoas utilizaram cordas e um cassoar, conhecido com o “Uru” feito de couro onde a vítima foi puxada dentro dele vindo a resgatado.
O segundo acidente, também registrado por Petronilo Hemetério Filho, aconteceu em 10 de outubro de 1975, pelas 11 horas do dia, onde o jovem João Bosco, natural de Campina Grande – PB, veio visitar a sua noiva que era patuense. O casal resolveu fazer um piquenique na serra, após um banho no Olho D'água do Pinga o jovem foi olhar a cidade lá da beira do abismo e escorregou. Tentou se salvar aguarrado-se em um pé de xique-xique, mas o espinheiro não aguentou, ele desceu rolando do desfiladeiro até a mata do pé da serra, onde foi encontrado pelas seguintes pessoas: Joaquim Coriolano de Andrade e dois soldados da Polícia Militar, que retiraram o corpo já sem vida. Foi um dia de grande alvoroço na cidade onde a população ficou abalada com o ocorrido.
A partir do ano 2000 Patu começou a ficar mais conhecida no Brasil e no mundo porque descobriram que na serra existia um local excelente para a prática de Voo Livre. A partir daí muitos pilotos do Brasil e depois de outros países começaram a frequentar anualmente o município para a prática do voo livre em parapentes e asa deltas. O local ficou conhecido no mundo todo como a Rampa de Voo Livre de Patu, hoje denominada de Rampa João Ismar de Moura, pois a mesma fica localizada em um terreno de sua propriedade, sendo considerada a segunda melhor rampa do Nordeste. Empresas de Paragliders enviavam seus atletas para testes de voos livres em Patu, chegando-se a quebrar recordes mundiais em distância.
Em outubro de 2006, aconteceu o terceiro acidente na serra de Patu, o piloto de parapente, André Fleury, da equipe de Paragliders Sol, que já estava acostumado a vir a Patu foi traído pelos fortes ventos onde em certo voo o seu parapente caiu em uma loca de pedra. André Fleury ficou várias horas preso nessa loca de pedra de difícil acesso, sendo achado por José Ernesto Ferreira conhecido popularmente por todos como “Zé Doido”, que na oportunidade ficou com André Fleury horas segurando a sua coluna para que o piloto não tivesse um dano maior de ficar paraplégico. Todas as formas de tentar retirar o piloto foram pensadas, mas, a família do piloto viabilizou a vinda de um helicóptero da FAB de Recife-PE, onde foi possível fazer o resgate. Destacamos aqui o empenho de José Ernesto Ferreira, guia turístico “Zé Doido” 65 anos considerado pelo amigo, médico e pesquisador social Epitácio Andrade Filho, como GPS humano, pois o mesmo conhece tudo da serra de Patu bem como de outros locais do município. 
Zé Doido também é considerado pelos pilotos de voo livre como o “anjo da guarda” pois o mesmo está presente em todos os momentos que os pilotos necessitam, ajudando de forma voluntária e com muito amor porque gosta do que está fazendo. Zé Doido também diz que é um poliglota, pois já aprendeu a falar, Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Italiano e outras línguas para poder se comunicar com os pilotos do mundo todo que anualmente frequentam Patu na temporada de voo livre. Zé Doido é considerado um patrimônio vivo e histórico do município de Patu.
No ano de 2009, onde aconteceu um inverno muito forte, uma chuva caída em Patu com precipitação de 118 milímetros, no dia 06 de abril, provocou na madrugada um grande estrondo na serra, uma grande pedra foi deslocada, provocando um barulho estrondoso, muitos pensaram que era um terremoto. Quando amanheceu o dia os principais assuntos da cidade foram: a cheia do açude Paulista, arrombamentos de açudes e a cratera provocada pela pedra que rolou na Serra de Patu.

Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira
Livro História do Município de Patu
Autor: Petronilo HemetérioFilho.
Fotos: Imagem Google. 







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Choveu nas últimas 24 horas em Patu RN 38 milímetros.

Segundo informações da EMPARN, choveu em Patu nas últimas 24 horas 38 milímetros. O acumulado no ano de 2018 já é de 176 milímetros, representando 34,5% do total de chuvas caídas em 2017, que foi de 510 milímetros. Nos últimos 20 anos a média de chuvas registradas em Patu foi de 830 milímetros. Existe a expectativa que nesse ano de 2018 as precipitações fiquem acima da média do Nordeste que gira entorno de 700 milímetros em virtude da formação de fenômeno La Nina no Oceano Pacífico provocando o resfriamento das águas desse oceano e consequentemente provocando chuvas aqui no Nordeste e em boa parte do Brasil. 

Volume da barragem Armando Ribeiro aumentou 2,7 milhões de metros cúbicos


No período de sexta-feira, dia 9, até o início da manhã desta quarta-feira, 14, o volume da barragem Armando Ribeiro Gonçalves aumentou 2,7 milhões de metros cúbicos. Passou de 260 para 262,7 milhões de m3.
O reservatório está com 10,95% de reserva hídrica e com nível d’água na cota 34,54 metros. Aumentou seis 

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”



Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”.
O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sertão da Paraíba registra chuvas de 177 mm hoje (7)

07/fev/2018

Três municípios do Sertão da Paraíba tiveram registro de chuvas nesta quarta-feira (7). De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), choveu cerca de 175,6 mm nas cidades do Sertão paraibano. A maior precipitação aconteceu no município de Conceição, registrando 72,3 mm de chuva.

Cajazeiras, região que apresenta altas temperaturas, também registrou chuvas nesta quarta-feira (7). O município recebeu 65,1 mm de chuvas. Sousa e Pombal também registraram precipitações. A cidade de Sousa que, segundo a AESA, chove deste terça-feira (6), registrou 15,5 mm nesta quarta, no ponto São Gonçalo, enquanto Pombal apresentou precipitações de 12,5 mm.
A chuva também chegou nos municípios de Bom Jesus e Lagoa, com registros de 9,4 mm e 0,8 mm, respectivamente.
Nível dos açudes
Embora as chuvas tenham atingidos os três postos de observação de Cajazeiras, o açude Engenheiro Ávidos, que recebeu uma precipitação de 9,5 mm, continua em situação crítica. Já o reservatório Lagoa do Arroz, que está com 6,11% do seu volume total, está em uma situação de observação. O mesmo acontece com o açude São Gonçalo, em Sousa, que está com 12,15% da sua capacidade total.

Governo poderá pagar quem ganha até R$ 4 mi até sábado

A secretária chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, afirmou, há poucos instantes na 94 FM, no programa Bom Dia Cidade, que o Governo espera pagar quem ganha até R$ 4 mil nesse sábado. Os depósitos serão referentes ao mês de janeiro.

“Esperamos que com o Fundo de Participação dos Estamos possamos pagar quem ganha até R$ 4 mil, o que é 80% do funcionalismo”, ressaltou.

Receita abre consulta ao lote residual de restituição do IRPF do mês de fevereiro

A partir das 9h desta quinta-feira (8), estará disponível para consulta o lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, contemplando as restituições residuais, referentes aos exercícios de 2008 a 2017.

O crédito bancário para 102.361 contribuintes será realizado no dia 15 de fevereiro, totalizando mais de R$ 210 milhões. Desse total, R$ 78.758.720,55 referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 20.269 contribuintes idosos e 1.732 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

História dos Carnavais de Patu

Mais um carnaval está chegando, essa festa nos proporciona muita alegria, diversão e harmonia entre amigos bem como oportunidades de se conhecer novas pessoas, novas amizades, até novos relacionamentos. Carnaval é festa popular onde nos traz ótimas recordações. Patu, como cidade festiva, já foi palco de grandes carnavais, atraindo foliões de diversas cidades da região, até mesmo de outros Estados. Nos anos 60 o bloco de elite "As Andorinhas" reunia nos carnavais muitas famílias que brincavam os dias de momo em clubes com muita alegria, ao som de marchas inesquecíveis como "A jardineira, Mamãe eu quero, Abre alas, As águas vão rolar, Cabeleira do Zezé e tantas outras. 
Nos anos 70 surgiu em Patu o grupo folclórico O Boi de João de Artur que foi idealizado por João de Artur com o apoio do promotor multicultural Miguel Câmara Rocha, onde o grupo animava o carnaval de rua fazendo um carnaval para os mais carentes, pois percorria com o Boi e Cavalinho a ruas de Patu ao som de muito frevo e marchas, fazendo a alegria de todos. Nos anos 80 até os anos 90 surgiram muitos blocos tradicionais em Patu como: Ki-Sarro, Inflamáveis, Lança Chamas, Haja Pau, Raça Unida, Enxame de Bêbados e tantos outros. Muitos desses blocos possuíam mais de 100 componentes, reunindo foliões que moravam em Patu bem como os patuenses ausentes. 
Um fator importante era que os blocos durante o dia saiam para brincar o carnaval em outros locais onde possuíam balneários, por exemplo, e no final da tarde e início de noite todos se encontravam na cidade para participar e prestigiar o carnaval local, geralmente realizado na Boite Pântano, que era o quartel general da folia. Destacamos aqui também os memoráveis carnavais realizados na quadra de Van da Antártica, na quadra descoberta do módulo esportivo Miguel Câmara Rocha, no Balneário Paraíso e na AABB. Naquela época se anunciava cada bloco que ia chegando ao clube, todos de mãos dadas, mostrando união e muita alegria para provocar, no bom sentido, os demais blocos, pois todos queriam saber qual a fantasia era mais bonita e qual o bloco mais animado. O bloco Ki-sarro era considerado o de maior participantes, geralmente entrava por último no clube, todos de mãos dadas dando voltas dentro da quadra mostrando a sua pujança. Naquela época existia uma rivalidade entre os blocos, mas, de forma sadia. O bloco Inflamáveis não podia chegar perto do Lança Chamas senão pegava fogo. O bloco Raça Unida era composto por membros da família Moura, o bloco Haja Pau era patrocinado pela madeireira de Danilson Forte e assim por diante, ou seja, uma alegria só, todos brincando de forma harmoniosa na sua própria cidade, que de certa forma gerava uma sensação de conforto para os pais, pois sabiam que seus filhos estavam brincando perto de casa. No inicio dos anos 2.000 muitos carnavais de rua foram realizados em Patu através do apoio do poder público. Podemos citar alguns carnavais realizados na praça Oliveira Rocha, outro na rua Rafael Godeiro, em frente a madeireira Serrana. 
Os clubes já não tinham tanta força para realizar os carnavais, o máximo que faziam era algumas matinês para as crianças. Nessa época alguns blocos ficavam em Patu mas, a maioria saía para brincar o carnaval fora, fato esse que começou a provocar a decadência do carnaval de Patu. Ha vários anos o carnaval de Patu tenta ressurgir e se firmar com a realização da chamada prévia carnavalesca, idealizada pela blogueira Novanês Oliveira,  que acontece sempre na sexta feira de carnaval, reunindo boas atrações, como podemos citar Roberto, ex-banda Terríveis, sendo ele ainda sucesso aqui na cidade de Patu. A partir do sábado, os atuais blocos da cidade partem para outros carnavais como: Frutuoso Gomes, Almino Afonso, Apodi, Catolé do Rocha, Caicó e outros centros de folia. Mas aqui quero deixar uma previsão de que a forma de se brincar o carnaval em sua própria cidade e em clubes, não vai demorar a voltar, em virtude do aumento da violência desenfreada, fato esse que vai provocar os foliões e blocos a brincar o carnaval em clubes fechados e com bastante segurança, principalmente nas pequenas cidades.
Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Fotos: Google Imagens.










quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

História do Coronel João Dantas e seu Inimigo, o Cangaceiro Jesuíno Brilhante.

Uma parte da história de Patu se encontra em ruína. Trata-se da casa que foi de propriedade do Coronel João Dantas de Oliveira, localizada no Sítio Patu de Fora, zona rural do município. O coronel João Dantas faz parte da história de Patu por seu envolvimento com cangaceiro Jesuíno Brilhante. A casa do coronel é vista como tenebrosa e mal-assombrada. Segundo relatos contidos nos livros “O Cangaceiro Romântico”, do escritor Raimundo Nonato, e “História do Município de Patu”, do historiador patuense Petronilo Hemetério Filho, o coronel João Dantas de Oliveira foi destaque na história de Patu, principalmente no seu envolvimento com o cangaceiro Jesuíno Brilhante, quando ele se aliou ao facínora a fim de que houvesse condições do cangaceiro atacar a cadeia de Pombal, objetivando libertar o irmão e o pai que ali se encontravam prisioneiros.
O chefe de Polícia do Estado da Paraíba, Major Antônio Aranha Chacon, no inquérito que fez contra os responsáveis pelo assalto à cadeia da cidade de Pombal (PB), em seu relatório ao Governo da Paraíba, acusou dois oficiais da polícia, do destacamento local, como coniventes com o atentado, por terem facilitado o acesso de Jesuíno Brilhante àquele presídio, onde fez o que quis, soltando inclusive os presos.

A Vinda do Coronel João Dantas Para Patu


Diz o inquérito que o coronel João Dantas de Oliveira foi responsável pelo êxito do atentando porque sabia de tudo e ao invés de preparar a resistência, relaxou o policiamento da cidade na noite do assalto. O chefe de polícia continuou em seu relatório, dizendo ao Governo da Paraíba que havia prendido o alferes Eustáquio, mas não conseguira prender o coronel João Dantas, que se evadira para fora da província, fato esse que teria feito ele a se acoitar no sítio Patu de Fora, município de Patu-RN.
De acordo com o relato dos historiadores no município, o coronel João Dantas era perverso, sempre vivia rodeado de um grande número de pessoas armadas e talvez criminosas. Segundo o major Antônio Aranha Chacon, o coronel João Dantas vivia protegido por amigos e políticos da época e sempre gostou de possuir preponderância política em todos os negócios da comarca. Segundo relata o livro História do Município de Patu, o coronel João Dantas, certamente, tornou-se amigo íntimo do cangaceiro Jesuíno Brilhante pela oportunidade que lhe proporcionou, facilitando o ataque à cadeia de Pombal-PB, por Jesuíno Brilhante e seus cabras. Dizem até que o coronel João Dantas comprou a propriedade Patu de Fora por indicação do amigo do Tuiuiú, Jesuíno Brilhante. O inquérito contra o Coronel João Dantas não deu em nada, os bandido ficaram impunes e, diante desse fato grave e impressionante, o professor Juvêncio da Costa Volpis Alba, denunciou o fato pelos jornais “O Publicador” e o “Diário de Pernambuco”. O referido professor chamava a atenção das autoridades da Província, as quais não deveriam se fazer esquecidas na apreciação da atitude comprometedora do comandante João Dantas de Oliveira, daquele revoltante atentado.
Segundo os relatos, o Coronel João Dantas era prepotente e não admitia oposição à sua pessoa. Seria grande temeridade acusar ou criticá-lo. O artigo do professor Juvêncio da Costa Volpis Alba teria ferido em cheio a sensibilidade do coronel. Ao ler o artigo denunciando o mesmo no jornal ele teria ficado irritado com o fato e por esse motivo mandou chamar Jesuíno Brilhante, lhe propondo matar o professor. Jesuíno se negou a fazer o serviço porque certa vez o referido professor defendera seu pai como advogado. Mas o coronel não desistiu de seu intento, mandou seus dois filhos, Alpiniano e José, e mais um escravo para sacrificar a vida do professor na cidade de Pombal-PB. O trio foi até a casa do professor Juvêncio, que se encontrava deitado lendo, quando Alpiniano pronunciou uma frase moralista: “Pombal precisa ser respeitada. Não é assim que se desmoraliza os homens.” Nisso, dispararam três tiros, deixando o professor sem condições de reagir. O Governo do Estado da Paraíba mandou o chefe de Polícia, Manoel Caldas Barreto, ir até a cidade de Pombal capturar os criminosos e punir os responsáveis pela morte do benemérito professor Juvêncio, amigo e admirado do governador. Essa foi a causa principal da fuga do coronel João Dantas para o sítio Patu de Fora. Tudo conforme o escritor Raimundo Nonato narra em seu livro “O Cangaceiro Romântico” e relatado no livro História do Município de Patu, do historiador Petronilo Hemetério Filho.
O atual proprietário do sítio Patu de Fora, no município de Patu, senhor Alfredo Alves Leite, diz que a casa do coronel João Dantas encontra-se atualmente em ruína. Sempre que alguém visita o sítio, Alfredo Leite fala com emoção das histórias do coronel e do cangaceiro Jesuíno Brilhante, repassadas de geração para geração. Segundo informações de Alfredo Leite, relatadas no livro História do Município de Patu, que ouviu o seu avô contar a história da grande intimidade de Jesuíno Brilhante com o coronel João Dantas, dizendo que eles almoçavam juntos e às vezes passavam dias na casa um do outro. Certa vez, Jesuíno vinha com o coronel João Dantas, mas nesse dia houve um conflito de palavras, chegaram a se desentender e tiveram uma conversa reservada dentro de um quarto escuro da fortaleza do coronel, não sendo revelado o teor da discussão entre os dois. A mesma fonte informou que quando Jesuíno saiu, foi emboscado na cajazeira da beira da estrada, pouco mais de um quilômetro de distância. Desse dia em diante, de bons amigos passaram a ser inimigos, um procurando eliminar o outro. A conversa no quarto reservado suspeita-se que tenha sido para tratar da morte do professor Juvêncio da Costa Volpis Alba. Após a morte do coronel João Dantas, a velha casa tornou-se mal-assombrada, e ninguém conseguiu morar lá. Conta-se que era pavoroso permanecer no recinto por algum tempo, pois saía com temor por tanta coisa esquisita que acontecia na casa por exemplo, objetos que caiam nas suas dependências sem nenhuma explicação.
 O senhor Alfredo Leite diz que possui uma lembrança que pertenceu ao Coronel João Dantas, uma aliança de ouro que foi passada de geração para geração e hoje se encontra com ele. Outro objeto histórico que pertenceu ao Coronel João Dantas é uma chave da sua casa do sítio Patu de Fora. Essa peça museológica foi doada pelo escritor Emanoel Cândido do Amaral ao município de Patu no ano de 2009, na gestão da prefeita Evilásia Gildênia. Essa peça se encontra no Museu Padre Brilhante que fica localizado na Praça José Pereira de Queiroz, na antiga estação ferroviária de Patu. As pessoas que visitam as ruínas da casa do Coronel João Dantas, no sítio Pau de Fora,  ao chegar lá, sente tristeza e arrepios pois o cenário é bastante temeroso, fato comprovado pelo professor Aluísio Dutra de Oliveira quando esteve lá para produzir fotos e conversar com o atual proprietário, Alfredo Leite. Um pedação da história de Patu se encontra em ruínas no Sítio Patu de Fora onde essa casa poderia ser restaurada através de parcerias público- privadas visando preservar a rica história que o município de Patu possui.

Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira e Jotta Paiva (Jornal de Fato).
Fonte: Livro O Cangaceiro Romântico. Autor: Raimundo Nonato.
Livro: História do Município de Patu. Autor: Petronilo Hemetério Filho.
Colaborador: Alfredo Leite.


Fotos: Aluísio Dutra de Oliveira e Google Imagens.

Em 2009 a prefeita Evilásia Gildênia recebeu do escritor Emanoel Cândido do Amaral a doação ao município de Patu da chave da fortaleza do Coronel João Dantas. 

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

A História de Dona Nice. A Família dos Raimundos e Raimundas.

Raimunda Cleonice Dantas, conhecida carinhosamente como “Dona Nice” nasceu em Patu em 27 de abril de 1927, filha de Israel Gomes Dantas e Minervina Dantas onde tiveram oito filhos, sendo cinco homens e três mulheres. Os filhos homens começavam sempre por Raimundo: Raimundo Binor, Raimundo Brás, Raimundo Sílvio, Raimundo Temista e Raimundo Randir. As mulheres por Raimunda: Raimunda Cleonice, Raimunda Dantas (Pretinha) e Raimunda Estelita.
Da família dos Raimundos e Raimundas apenas um se encontra vivo, o senhor Raimundo Brás que trabalhou durante muitos anos na empresa revendedora de bebidas de Van da Antártica e também como vigilante na Agência do Banco do Brasil de Patu durante mais de 15 anos. Raimundo Brás conhecido por "Braisinho" é o pai do cantor e artista patuense Raimundinho de Brás.

Outro irmão de Dona Nice bastante conhecido é o senhor Raimundo Binor que foi comerciante, onde vendia frutas, pães e outros produtos em sua bicicleta com o tradicional bagageiro na na frente. Na época das frentes de emergência ele saia vendendo seus produtos em sua bicicleta nas frentes de trabalho. O taxista Raimundo Dantas conta que quando ele passava vendendo pão, as pessoas perguntavam: vende fiado, ele respondia: “Tem pão aguado não”. 
Destacamos agora a vida de umas das educadoras mais dedicadas a educação de Patu. Raimunda Cleonice Dantas, Dona Nice,  que iniciou suas atividades como educadora em junho de 1940. Assumiu uma escola particular em sua própria residência. Em 1950 ela foi nomeada professora regente de classe pelo Sr. Governador do estado, Rafael Fernandes Gurjão através da indicação do prefeito de Patu, da época, Sr. Felinto Gadelha.
Dona Nice foi nomeada na escola estadual João Godeiro, assumiu de início uma classe de 1º série, pois ao todo a escola só dispunha de cinco classes que abrangia de 1º a 5º série. Considerada de uma capacidade extraordinária; segundo a educadora, sua nomeação nessa escola teve como um dos principais objetivos a adesão dos alunos, pois na época estava com minoria sendo matriculados apenas dez alunos na 1º série, da mesma forma acontecia com as demais séries seguintes, onde a 5ª série contava apenas com 5 alunos. Nessa época a diretora que assumiu a escola Estadual João Godeiro era a senhora Maria Eliza Ingersoll, que chegou a dizer que só assumiria a direção se Raimunda Cleonice fosse nomeada para a referida escola, pois já tinha elevado conhecimento sobre capacidade e autenticidade para ajudar no crescimento educacional daquele estabelecimento de ensino, pois, na época, as pessoas não acreditavam na aprendizagem de escolas públicas devido estarem acostumados com as escolas particulares. Como a escola João Godeiro foi a primeira escola pública pertencente ao estado a prestar serviços nessa comunidade, daí a insegurança, devido ao não conhecimento. Contudo foi um desenrolar com bastante êxito, pois começou a aumentar dia-a-dia o contingente de alunos a procura de matrículas, o qual deixava tanto a mesma como a todo o corpo docente uma grande satisfação em conseguir com o decorrer, conscientizar as pessoas que precisavam cooperar para que a escola pública fosse crescendo e partir daí fosse criada outra escola que viesse contribuir para maior engrandecimento da educação de Patu.
Dona Nice em suas atividades rotineiras lecionava numa batalha incansável em dois horários; em casa e na escola quando surgiu uma nova oportunidade de trabalho, onde a messa foi convidada para trabalhar em uma escolinha de crianças carentes patrocinada pela LDB – Legião Brasileira de Assistência - onde tinha sua sede instalada em Patu, tendo como presidente Maria Godeiro Fernandes, vulgo (Biía).
Naquela época as dificuldades enfrentadas eram muitas, a partir do deslocamento dos alunos da zona rural para a zona urbana devido as grandes cheias durante os invernos, ficando muito difícil para os alunos se locomoverem até a cidade. Isso era visto como um dos fatores principais para uma parte da população; para a outra, essa situação trazia muita preocupação devido ao descaso dos filhos estudarem ou não, porque seus objetivos maiores era a atuação deles na agricultura, de onde vinha os meios para a sobrevivências de toda a família.
Para alguns, que de qualquer forma procuravam estudar, como segunda dificuldade vinha a manutenção da escola, ou seja material escolar e fardas, que tinham de comprar de qualquer forma, pois era exigido e portanto se os pais não pudessem comprar, o próprio aluno trabalhava e comprava.
Referente às relações aluno x professor era de total respeito. Quanto aos professores, contavam com a cooperação dos pais dos alunos, pois muitos ajudavam naquela missão dando-lhe total autonomia de agir como educador, ou seja, um pai naquele momento. O professor era esforçado, exigente e usava todos os meios possíveis para que o aluno conseguisse concluir a série com a devida capacidade de continuar na série seguinte sem nenhuma dificuldade.
O aluno era orientado unicamente pelo professor, sem nenhuma outra margem de informação, primeiro porque não havia recursos expostos aos educandos; segundo, a auto-confiança depositada no professor que o excluía qualquer fonte de ajuda, até mesmo dos próprios colegas, o que diante esse egoísmo os levavam ao individualismo.
Dona Nice fundou o Educandário Santa Terezinha “O sossego da Mamãe” em 09 de março de 1970 que fica localizado na avenida Lauro Maia, onde atuou como professora até o ano de 1997 com turmas de alfabetização e 1ªsérie. O referido Educandário é reconhecido como de utilidade pública pela Lei nº 3.943 de 03 de fevereiro de 1971 e autorizado a funcionar como estabelecimento de ensino pelo decreto nº 092/98, publicado no Diário Oficial do Estado em 06/03/1998. Destacamos aqui  empenho para que o Educandário Santa Terezinha fosse bem administrado, onde durante muitos anos a senhora Maria das Graças, conhecida como Gracinha desempenha a função de diretora do estabelecimento e atualmente conta com o apoio Raimundinho de Brás nas atividades administrativas.   
Aos 29 de maio de 2009, Dona Nice, faleceu deixando um exemplo de vida, de coragem para todos que fazem a história do Educandário Santa Terezinha, continuando a credibilidade objetivando o alicerce e a conduta da cultura patuense. Dona Nice deixou exemplo para a educação de Patu, como educadora apaixonada que era pela educação, pela moral e pelos bons costumes. O Educandário Santa Terezinha se configura como um escola de respeito e credibilidade, recebendo alunos de Patu e da região, desempenhando a sua missão de transmitir conhecimentos e formando gerações.

Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Fonte: Site do Educandário Santa Terezinha.
Colaboradores: Gracinha, Raimundinho Brás, Raimundo Brás e esposa, Raimundo Dantas.
Fotos cedidas. 

 Dona Nice e mãe de um aluno
 Quadro de Formandos do Educandário Santa Terezinha




 Dona Nice com o irmão Raimundo Randir e sobrinhas
Dona Nice com os irmãos Randir e Brás


 Dona Minervina Dantas, mãe de Dona Nice
Raimunda Dantas "Pretinha" irmã de Dona Nice
Raimundo Binor, irmão de Dona Nice