email atual aluisiodutra@gmail.com

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Especial: Conheça o Museu Rural do Sítio Cumaru - Patu RN.

O Museu Rural , Memorial da Cultura - Sítio Cumaru, município de Patu foi inaugurado em 28 de outubro de 2017, tendo como proprietário o historiador Patuense, autor do livro - História do Município de Patu - Petronilo Hemetério Filho. Há mais ou menos cinco anos Petronilo Hemetério Filho vinha colecionando, selecionando e guardando peças antigas, principalmente do meio rural, para fazer parte do acervo cultural que deu origem ao museu que fica localizado as margens da RN 078 que liga Patu a ao município de Olho D`água do Borges. 
No museu existem centenas de peças antigas expostas a visitação do público, principalmente turistas, turmas de estudantes secundaristas e universitários, professores, bem como outras pessoas interessadas no assunto. O Museu Rural do Sítio Cumaru fica aberto a visitação de sexta a domingo no horário das 07:00 às 11:00 horas. O município de Patu é privilegiado pela existência de três museus, sendo dois rurais,Museu Rural Dona Francisca - Sítio Escondido e Museu Rural Sítio Cumaru e um na zona Urbana Museu Padre Brilhante, localizado na Antiga Estação Ferroviária de Patu, na Praça José Pereira de Queiroz.
























quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

A História de um Padre que Derrotou um Cangaceiro.


O Blog “A Folha Patuense”, através do seu editor, professor Aluísio Dutra de Oliveira há 10 anos fez uma enquete com os seus leitores fazendo a seguinte pergunta: “Na sua opinião, qual o personagem mais importante da história de Patu?” Foram dadas as seguintes opções para votação, por ordem alfabética: Aderson Dutra (Médico e Político), Geraldo Saraiva de Moura (Fundador de Patu), Jesuíno Brilhante (Cangaceiro), Miguel Câmara Rocha (Editor da Revista Roteiros de Patu) e Padre Henrique Sptz (Fundador do Santuário do Lima). A enquete cultural, na época, repercutiu em toda região, nos blogs e em alguns jornais de circulação, onde um Padre e um Cangaceiro estavam disputando voto a voto a preferencia dos leitores. Nas reportagens sobre a enquete as pessoas comentavam e davam opiniões sobre a votação, constatando a polaridade entre o padre Henrique Sptz, idealizador e construtor do Santuário do Lima, uma das sete maravilhas do Rio Grande do Norte e Jesuíno Brilhante, cangaceiro imortalizado pela lavra dos escritores Câmara Cascudo e Raimundo Nonato da Silva. Veja alguns comentários da época: Segundo a senhora Lourdinha Holanda, viúva do ex-prefeito Epitácio Andrade, o nome do Pe. Henrique está associado ao sonho dos que querem ver uma Patu melhor. “A construção do Lima resultou num monumento de paz e boas lembranças”, afirmou a professora aposentada, justificando sua intenção de voto no padre Henrique Sptz. Já Norma Regina Saraiva, professora da rede municipal de ensino, disse que o personagem Jesuíno Brilhante contribui para divulgar a cidade e aumentar o turismo, por isso votou no cangaceiro Jesuíno Brilhante. O resultado da enquete foi a seguinte:
1º Lugar: Padre Henrique Sptz => 419 votos ou 41,82%
2º Lugar: Jesuíno Brilhante => 415 votos ou 41,42%
3º Lugar: Geraldo Saraiva de Moura => 68 votos ou 6,79%
4º Lugar: Miguel Câmara Rocha => 51 votos ou 5,09%
5º Lugar: Aderson Dutra => 49 votos ou 4,89%.
Durante o período da enquete o Padre Henrique e o cangaceiro Jesuíno Brilhante se revezaram na primeira colocação por diversas vezes. Praticamente os dois terminaram empatados, a diferença foi de apenas 4 votos, representando 0,4%. Então essa é mais uma história. O dia que um padre derrotou um cangaceiro. E ai você que está ouvindo ou lendo essa história. Na sua opinião, quem é o personagem mais importante da história de Patu? O Padre Henrique Sptz ou o Cangaceiro Jesuíno Brilhante?

Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.

 Pe. Henrique Sptz fundador do Santuário do Lima - Patu RN
 Dr. Aderson Dutra de Almeida
 Foto do filme Jesuíno Brilhante
 Miguel Câmara Rocha


Mineiro cobra do Governo projeto que reajusta piso dos professores




O reajuste dos salários dos professores que fazem parte da rede de ensino da capital e do Estado do Rio Grande do Norte foi o tema do pronunciamento do deputado Fernando Mineiro (PT) durante a sessão ordinária da Assembleia Legislativa desta quarta-feira (21). O parlamentar cobrou do Governo do Estado o envio do projeto que reajusta o piso nacional dos profissionais da Educação à Casa Legislativa.
“O projeto que reajusta o piso da categoria já deveria ter sido enviado à Assembleia logo após a abertura dos trabalhos legislativos, mas até agora não há uma previsão. Faço um apelo à Secretaria Estadual de Educação para que envie o projeto, porque os recursos já estão assegurados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação, o Fundeb”, explicou Mineiro.
O deputado destacou a expectativa da categoria que espera uma resposta em relação ao projeto, uma vez que estados e municípios precisam cumprir a legislação no que se refere à atualização dos salários. “Os professores esperam que o reajuste seja retroativo a janeiro”, complementou ele.
Fernando Mineiro chamou a atenção ainda para a importância do Fundeb, que foi implantado no Governo Lula e tem data de vencimento prevista para 2020. De acordo com o deputado, há um debate para ampliar esse prazo. “O Fundo de Desenvolvimento foi criado para garantir as condições mínimas para os avanços e inovações da Educação Básica”, destacou Mineiro.
Na ocasião, o deputado registrou sua preocupação em relação ao atraso dos pagamentos dos servidores, em especial dos aposentados e pensionistas. “Os aposentados e pensionistas estão sofrendo com uma situação mais dramática, além disso, é preciso lembrar que o atraso no pagamento traz impactos violentos para a economia do Estado”, concluiu Fernando Mineiro.

Artigo: A RETIRADA DO GADO DO SERTÃO PARA A PRAIA


Benedito Vasconcelos Mendes

O meu avô paterno, José Cândido Mendes, proprietário da Fazenda Aracati, situada em pleno sertão semiárido cearense, no distrito de Caracará, às margens do Rio Aracatiaçu, a 60 quilômetros da cidade de Sobral, desenvolveu uma estratégia para a  sobrevivência do rebanho nos anos ruins de chuvas (Seca Verde). Ele sabia que a quantidade de forragens nativas de sua fazenda dependia da quantidade de chuvas. Quanto mais chuvas, maior a produção de pastagens. A quantidade de forragens é diretamente proporcional à quantidade de chuvas. Nos anos de bom inverno (período chuvoso), o gado atravessava o estio anual (de julho a fevereiro) em razoável estado de carne. Nos anos de chuvas escassas, as forragens nativas só eram suficientes  para alimentar o gado até o mês de outubro ou novembro, fazendo com que, a partir daí, o rebanho começasse a emagrecer, chegando, às vezes, até a morrer, por falta de alimentos. Ele engendrou a estratégia de retirar o gado no começo do verão (estio anual) para uma outra fazenda, localizada no litoral, que, embora também estivesse na região semiárida, tinha melhores recursos forrageiros. O irmão do meu avô, empresário Antônio Oriano Mendes, era dono de uma grande propriedade, denominada Fazenda Quatral, situada no litoral, nas cercanias da foz do rio Acaraú, próxima da cidade de mesmo nome (Acaraú-CE), para onde meu avô levava  o seu gado, nos anos de inverno de poucas chuvas. Naquela época, décadas de 1950 e 1960, não se usava caminhões para transportar gado e a boiada era levada tangendo, de uma fazenda para outra. O litoral  semiárido nordestino é rico em forrageiras herbáceas, como o oró e várias espécies de cipó e em algumas arbóreas,  como a catanduva, que permanecem enfolhadas o ano inteiro (são plantas perenifólias), de maneira que, na região litorânea,  tem forragem verde, de janeiro a dezembro, e a quantidade de pasto é sempre maior do que no sertão, especialmente, nos anos de seca.
No final do período chuvoso, no mês de junho, era avaliada a quantidade de chuvas precipitadas na Fazenda Aracati e observado o volume de pastagens nativas existente no campo. A decisão de se  retirar o gado para a Fazenda Quatral ou de deixá-lo  na Fazenda Aracati era tomada no mês  de julho. Meu avô, depois de ouvir os vaqueiros da fazenda e as pessoas mais experientes da região, às vezes, decidia retirar o gado. Esta decisão tinha que ser tomada cedo, para aproveitar o gado gordo, capaz de suportar o gigantesco esforço da longa viagem. Após a tomada de decisão, logo começava o estressante período de preparação da demorada e sofrida viagem, pelos desertos e rudes caminhos, tangendo o rebanho por 60 quilômetros, até a praia. Os primeiros 15 dias do mês de agosto era de preparação da viagem. Primeiro, meu avô decidia quais os vaqueiros e os auxiliares de vaqueiro que deveriam lhe acompanhar na estafante e longa caminhada. Depois, calculava o número de reses, que os campos de pastagens nativas existentes  na Fazenda Aracati era capaz de sustentar, até o próximo período chuvoso. O passo seguinte era escolher as reses mais gordas, os cavalos e burros que deveriam fazer a dolorosa caminhada. A quantidade de reses que deveria ser retirada para a fazenda do litoral variava, mas, às vezes, correspondia a metade do rebanho.
Minha avó vistoriava os apetrechos que iam ser necessários para a difícil retirada, como cela, arreios, esporas, chicote, alforje (para levar alimentos),  carona (para transportar as peças de roupa) e véstia (chapéu, gibão, peitoral, perneiras, luvas e guarda-pés), que meu avô deveria levar. Depois de tudo preparado, no final de agosto, chegava o triste dia da partida. No dia anterior, a última tarefa de minha avó tinha sido  a preparação da boia,  para o meu avô e demais vaqueiros, que deveria ser levada. O alforje (mocó) do meu avô era de pele de ovelha curtida e tinha o formato cilíndrico, em forma de saco, com 25 centímetros de diâmetro e 50 centímetros de comprimento. Nele, meu avô iria levar alimentos para todos os vaqueiros: paçoca de carne seca pilada com farinha de mandioca, carne de sol assada, torresmo, queijo de coalho e rapadura , tudo misturado. A boia era colocada dentro do alforje, até enchê-lo completamente. Cada vaqueiro levava sua cabaça d’água, uma cuité, para usar como  prato, e uma colher. Um burro, com dois caçuás de couro cru, acompanhava  o gado levando mais alimentos (rapadura, farinha de mandioca, queijo de coalho e carne seca ) e outras coisas, como água, machado, facão, corda de laçar, espingarda de caça, munições, fósforo, sabão, pasta e escovas de dente, roupas, redes, lençóis e outros objetos. Dois burros de cela, de reserva, também acompanhavam a boiada.                                                                                                 Na hora da partida, minha avó chorosa se despedia  do marido, com beijos, abraços e com as  frases: “Boa viagem !”... “Deus te proteja !” Antes, na calçada da casa-grande, todos de mãos dadas tinham rezado um Pai Nosso e uma Ave Maria, implorando a Deus proteção e sucesso na caminhada. As esposas dos vaqueiros também fiaiam suas despedidas e expressavam seus desejos de que tudo corresse bem, no desenrolar desta difícil empreitada.
Depois de abrir a porteira de paus roliços do espaçoso curral para o gado sair, o Sales, escolhido para ser o vaqueiro guia, tomava a frente da boiada e começava  a entoar o dolente aboio, para acalmar e direcionar o rebanho. Meu avô e os outros quatro vaqueiros íam  na retaguarda, tocando o gado e aboiando para apascentar o rebanho.
Meu avô tinha na memória as fazendas que ele e os vaqueiros iriam se arranchar. Ele conhecia muito bem o percurso e os proprietários das fazendas onde eles iriam dormir, tomar banho, banhar e milhar os cavalos e dessedentar o gado. Durante vários dias, os vaqueiros, os cavalos, os burros e o gado descansavam à noite e caminhavam durante todo o dia. Os vaqueiros se alimentavam sobre os  cavalos caminhando. De tempos em tempos, meu avô tirava, com uma quenga de coco,  paçoca com as misturas de dentro do alforje e colocava nas cuités dos vaqueiros e eles iam comendo de colheradas, sobre os cavalos em movimento. As paradas para possibilitar o gado  pastar eram rápidas.
No final da exaustiva jornada, depois dos desgastantes dias de caminhada, com os vaqueiros muito enfadados, as montarias e o gado estropiados entravam na Fazenda Quatral, quando os vaqueiros de lá passavam a cuidar do gado e dos cavalos e burros. Os vaqueiros fatigados tomavam banho, comiam coalhada com cuscuz e rapadura e dormiam. Depois de três dias de repouso, retornavam pelo mesmo caminho para a Fazenda Aracati.



segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Secretaria Municipal de Educação e Cultura de Patu faz abertura hoje (19/02) da 27ª Semana Pedagógica

A Prefeitura de Patu, através da Secretaria Municipal de Educação e Cultura, traz para a 27ª Semana Pedagógica (2018) o artista circense e empresário Potiguar, Nil Moura, integrante do Circo Grock, com formação em teatro pela Escola Macunaíma de São Paulo/SP e especialista na arte de ser clown, pela Last Minute Zirkus Theater, da Suíça Central.
Nil Moura viaja o mundo ministrando palestras motivacionais, levando alegria, conhecimento, incentivo profissional e muita emoção por onde visita.
O evento que reunirá todos os profissionais da educação, acontecerá na próxima segunda-feira (19) a partir das 13h no Auditório do CAP.

Fonte: Site. Prefeitura Municipal de Patu.

ADUERN fortalece marcha nacional contra reforma da Previdência

Trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil realizam, na próxima segunda-feira (19), um dia de mobilização contra a aprovação da reforma da previdência. A ADUERN fortalecerá o movimento e convida todos os seus associados e associadas a participar das manifestações em suas cidades locais.
Em Mossoró, os manifestantes realizarão às 8h um café da manhã e aula pública sobre a reforma da previdência na sede do INSS (Bairro Aeroporto) e após isso saem em marcha pela Rua Felipe Camarão até a Praça do Pax.
No caminho, os professores e servidores públicos municipais irão se integrar à paralisação, que já conta com apoio de Servidores da saúde, UERN, previdenciários, servidores federais, entre outros setores.
Em Natal, a concentração para a marcha unificada será às 14h no INSS da Rua Apodi. A mobilização deverá reunir milhares de trabalhadores e trabalhadoras das mais diversas categorias do funcionalismo público e também da iniciativa privada.

Com informações do Fórum dos Servidores do Oeste Potiguar.

É bom "jair" explicando



Por Erasmo Firmino, o Tio Colorau

É bom “jair” explicando por que nunca obteve sucesso na carreira profissional que escolheu, a de militar;
É bom “jair” explicando os bens incompatíveis com seus rendimentos;
É bom “jair” explicando por que prega o discurso apolítico e vive unicamente da política desde 1988, ou seja, há 30 anos;
É bom “jair” explicando os vários casos de insubordinação no curto período em que trabalhou no Exército, inclusive sendo preso;
É bom “jair” explicando por que critica tanto a atividade sindicalista, se a exerceu nos tempos de Exército;
É bom “jair” explicando por que critica as oligarquias se apadrinhou a campanha dos três filhos que ocupam cargos eletivos;
É bom “jair” explicando muita coisa nesse discurso populista cheio de contradições.
Erasmo Carlos Firmino é servidor público estadual, bacharel em Direito e blogueiro.

Fonte: www.tiocolorau.com.br/via O Messiense.

História de Acidentes na Serra de Patu.

A Serra de Patu possui 637 metros de altitude em relação ao nível do mar. Nessa bela serra já aconteceram alguns acidentes que mereceram destaques nos registros históricos e na imprensa. Segundo o historiador Petronilo Hemetério Filho que relatou em seu Livro – História do Município de Patu, o primeiro acidente foi no ano de 1919, ano de uma seca terrível. A vítima envolveu a pessoa de José Lulu, residente no sítio Gameleira, zona rural do município. Seu José Lulu estava tirando macambira e capim para escapar uma vaca onde escapuliu no lajedo liso da serra, para o lado do nascente e alojou-se dentro de uma grota que tem umas árvores e alarmou com gritos tão estridentes que pessoas do sítio Patu de Fora ouviram e vieram ajudá-lo. As pessoas utilizaram cordas e um cassoar, conhecido com o “Uru” feito de couro onde a vítima foi puxada dentro dele vindo a resgatado.
O segundo acidente, também registrado por Petronilo Hemetério Filho, aconteceu em 10 de outubro de 1975, pelas 11 horas do dia, onde o jovem João Bosco, natural de Campina Grande – PB, veio visitar a sua noiva que era patuense. O casal resolveu fazer um piquenique na serra, após um banho no Olho D'água do Pinga o jovem foi olhar a cidade lá da beira do abismo e escorregou. Tentou se salvar aguarrado-se em um pé de xique-xique, mas o espinheiro não aguentou, ele desceu rolando do desfiladeiro até a mata do pé da serra, onde foi encontrado pelas seguintes pessoas: Joaquim Coriolano de Andrade e dois soldados da Polícia Militar, que retiraram o corpo já sem vida. Foi um dia de grande alvoroço na cidade onde a população ficou abalada com o ocorrido.
A partir do ano 2000 Patu começou a ficar mais conhecida no Brasil e no mundo porque descobriram que na serra existia um local excelente para a prática de Voo Livre. A partir daí muitos pilotos do Brasil e depois de outros países começaram a frequentar anualmente o município para a prática do voo livre em parapentes e asa deltas. O local ficou conhecido no mundo todo como a Rampa de Voo Livre de Patu, hoje denominada de Rampa João Ismar de Moura, pois a mesma fica localizada em um terreno de sua propriedade, sendo considerada a segunda melhor rampa do Nordeste. Empresas de Paragliders enviavam seus atletas para testes de voos livres em Patu, chegando-se a quebrar recordes mundiais em distância.
Em outubro de 2006, aconteceu o terceiro acidente na serra de Patu, o piloto de parapente, André Fleury, da equipe de Paragliders Sol, que já estava acostumado a vir a Patu foi traído pelos fortes ventos onde em certo voo o seu parapente caiu em uma loca de pedra. André Fleury ficou várias horas preso nessa loca de pedra de difícil acesso, sendo achado por José Ernesto Ferreira conhecido popularmente por todos como “Zé Doido”, que na oportunidade ficou com André Fleury horas segurando a sua coluna para que o piloto não tivesse um dano maior de ficar paraplégico. Todas as formas de tentar retirar o piloto foram pensadas, mas, a família do piloto viabilizou a vinda de um helicóptero da FAB de Recife-PE, onde foi possível fazer o resgate. Destacamos aqui o empenho de José Ernesto Ferreira, guia turístico “Zé Doido” 65 anos considerado pelo amigo, médico e pesquisador social Epitácio Andrade Filho, como GPS humano, pois o mesmo conhece tudo da serra de Patu bem como de outros locais do município. 
Zé Doido também é considerado pelos pilotos de voo livre como o “anjo da guarda” pois o mesmo está presente em todos os momentos que os pilotos necessitam, ajudando de forma voluntária e com muito amor porque gosta do que está fazendo. Zé Doido também diz que é um poliglota, pois já aprendeu a falar, Inglês, Francês, Espanhol, Alemão, Italiano e outras línguas para poder se comunicar com os pilotos do mundo todo que anualmente frequentam Patu na temporada de voo livre. Zé Doido é considerado um patrimônio vivo e histórico do município de Patu.
No ano de 2009, onde aconteceu um inverno muito forte, uma chuva caída em Patu com precipitação de 118 milímetros, no dia 06 de abril, provocou na madrugada um grande estrondo na serra, uma grande pedra foi deslocada, provocando um barulho estrondoso, muitos pensaram que era um terremoto. Quando amanheceu o dia os principais assuntos da cidade foram: a cheia do açude Paulista, arrombamentos de açudes e a cratera provocada pela pedra que rolou na Serra de Patu.

Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira
Livro História do Município de Patu
Autor: Petronilo HemetérioFilho.
Fotos: Imagem Google. 







quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Choveu nas últimas 24 horas em Patu RN 38 milímetros.

Segundo informações da EMPARN, choveu em Patu nas últimas 24 horas 38 milímetros. O acumulado no ano de 2018 já é de 176 milímetros, representando 34,5% do total de chuvas caídas em 2017, que foi de 510 milímetros. Nos últimos 20 anos a média de chuvas registradas em Patu foi de 830 milímetros. Existe a expectativa que nesse ano de 2018 as precipitações fiquem acima da média do Nordeste que gira entorno de 700 milímetros em virtude da formação de fenômeno La Nina no Oceano Pacífico provocando o resfriamento das águas desse oceano e consequentemente provocando chuvas aqui no Nordeste e em boa parte do Brasil. 

Volume da barragem Armando Ribeiro aumentou 2,7 milhões de metros cúbicos


No período de sexta-feira, dia 9, até o início da manhã desta quarta-feira, 14, o volume da barragem Armando Ribeiro Gonçalves aumentou 2,7 milhões de metros cúbicos. Passou de 260 para 262,7 milhões de m3.
O reservatório está com 10,95% de reserva hídrica e com nível d’água na cota 34,54 metros. Aumentou seis 

Aberta a Campanha da Fraternidade de 2018: “Fraternidade e superação da violência”



Na manhã desta quarta-feira, 14 de fevereiro, na sede provisória da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), foi aberta oficialmente a Campanha da Fraternidade (CF) 2018. Este ano, a Campanha trata da “Fraternidade e a superação da violência”.
O presidente da entidade, cardeal Sergio da Rocha, e o secretário-geral, dom Leonardo Steiner, receberam autoridades para o evento: a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, o coordenador da Frente Parlamentar pela Prevenção da Violência e Redução de Homicídios, deputado Alessandro Molon, e o presidente da Comissão Brasileira de Justiça e Paz (CBJP), Carlos Alves Moura.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Sertão da Paraíba registra chuvas de 177 mm hoje (7)

07/fev/2018

Três municípios do Sertão da Paraíba tiveram registro de chuvas nesta quarta-feira (7). De acordo com a Agência Executiva de Gestão das Águas (Aesa), choveu cerca de 175,6 mm nas cidades do Sertão paraibano. A maior precipitação aconteceu no município de Conceição, registrando 72,3 mm de chuva.

Cajazeiras, região que apresenta altas temperaturas, também registrou chuvas nesta quarta-feira (7). O município recebeu 65,1 mm de chuvas. Sousa e Pombal também registraram precipitações. A cidade de Sousa que, segundo a AESA, chove deste terça-feira (6), registrou 15,5 mm nesta quarta, no ponto São Gonçalo, enquanto Pombal apresentou precipitações de 12,5 mm.
A chuva também chegou nos municípios de Bom Jesus e Lagoa, com registros de 9,4 mm e 0,8 mm, respectivamente.
Nível dos açudes
Embora as chuvas tenham atingidos os três postos de observação de Cajazeiras, o açude Engenheiro Ávidos, que recebeu uma precipitação de 9,5 mm, continua em situação crítica. Já o reservatório Lagoa do Arroz, que está com 6,11% do seu volume total, está em uma situação de observação. O mesmo acontece com o açude São Gonçalo, em Sousa, que está com 12,15% da sua capacidade total.

Governo poderá pagar quem ganha até R$ 4 mi até sábado

A secretária chefe do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, afirmou, há poucos instantes na 94 FM, no programa Bom Dia Cidade, que o Governo espera pagar quem ganha até R$ 4 mil nesse sábado. Os depósitos serão referentes ao mês de janeiro.

“Esperamos que com o Fundo de Participação dos Estamos possamos pagar quem ganha até R$ 4 mil, o que é 80% do funcionalismo”, ressaltou.

Receita abre consulta ao lote residual de restituição do IRPF do mês de fevereiro

A partir das 9h desta quinta-feira (8), estará disponível para consulta o lote multiexercício de restituição do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, contemplando as restituições residuais, referentes aos exercícios de 2008 a 2017.

O crédito bancário para 102.361 contribuintes será realizado no dia 15 de fevereiro, totalizando mais de R$ 210 milhões. Desse total, R$ 78.758.720,55 referem-se ao quantitativo de contribuintes de que trata o Art. 69-A da Lei nº 9.784/99, sendo 20.269 contribuintes idosos e 1.732 contribuintes com alguma deficiência física ou mental ou moléstia grave.

História dos Carnavais de Patu

Mais um carnaval está chegando, essa festa nos proporciona muita alegria, diversão e harmonia entre amigos bem como oportunidades de se conhecer novas pessoas, novas amizades, até novos relacionamentos. Carnaval é festa popular onde nos traz ótimas recordações. Patu, como cidade festiva, já foi palco de grandes carnavais, atraindo foliões de diversas cidades da região, até mesmo de outros Estados. Nos anos 60 o bloco de elite "As Andorinhas" reunia nos carnavais muitas famílias que brincavam os dias de momo em clubes com muita alegria, ao som de marchas inesquecíveis como "A jardineira, Mamãe eu quero, Abre alas, As águas vão rolar, Cabeleira do Zezé e tantas outras. 
Nos anos 70 surgiu em Patu o grupo folclórico O Boi de João de Artur que foi idealizado por João de Artur com o apoio do promotor multicultural Miguel Câmara Rocha, onde o grupo animava o carnaval de rua fazendo um carnaval para os mais carentes, pois percorria com o Boi e Cavalinho a ruas de Patu ao som de muito frevo e marchas, fazendo a alegria de todos. Nos anos 80 até os anos 90 surgiram muitos blocos tradicionais em Patu como: Ki-Sarro, Inflamáveis, Lança Chamas, Haja Pau, Raça Unida, Enxame de Bêbados e tantos outros. Muitos desses blocos possuíam mais de 100 componentes, reunindo foliões que moravam em Patu bem como os patuenses ausentes. 
Um fator importante era que os blocos durante o dia saiam para brincar o carnaval em outros locais onde possuíam balneários, por exemplo, e no final da tarde e início de noite todos se encontravam na cidade para participar e prestigiar o carnaval local, geralmente realizado na Boite Pântano, que era o quartel general da folia. Destacamos aqui também os memoráveis carnavais realizados na quadra de Van da Antártica, na quadra descoberta do módulo esportivo Miguel Câmara Rocha, no Balneário Paraíso e na AABB. Naquela época se anunciava cada bloco que ia chegando ao clube, todos de mãos dadas, mostrando união e muita alegria para provocar, no bom sentido, os demais blocos, pois todos queriam saber qual a fantasia era mais bonita e qual o bloco mais animado. O bloco Ki-sarro era considerado o de maior participantes, geralmente entrava por último no clube, todos de mãos dadas dando voltas dentro da quadra mostrando a sua pujança. Naquela época existia uma rivalidade entre os blocos, mas, de forma sadia. O bloco Inflamáveis não podia chegar perto do Lança Chamas senão pegava fogo. O bloco Raça Unida era composto por membros da família Moura, o bloco Haja Pau era patrocinado pela madeireira de Danilson Forte e assim por diante, ou seja, uma alegria só, todos brincando de forma harmoniosa na sua própria cidade, que de certa forma gerava uma sensação de conforto para os pais, pois sabiam que seus filhos estavam brincando perto de casa. No inicio dos anos 2.000 muitos carnavais de rua foram realizados em Patu através do apoio do poder público. Podemos citar alguns carnavais realizados na praça Oliveira Rocha, outro na rua Rafael Godeiro, em frente a madeireira Serrana. 
Os clubes já não tinham tanta força para realizar os carnavais, o máximo que faziam era algumas matinês para as crianças. Nessa época alguns blocos ficavam em Patu mas, a maioria saía para brincar o carnaval fora, fato esse que começou a provocar a decadência do carnaval de Patu. Ha vários anos o carnaval de Patu tenta ressurgir e se firmar com a realização da chamada prévia carnavalesca, idealizada pela blogueira Novanês Oliveira,  que acontece sempre na sexta feira de carnaval, reunindo boas atrações, como podemos citar Roberto, ex-banda Terríveis, sendo ele ainda sucesso aqui na cidade de Patu. A partir do sábado, os atuais blocos da cidade partem para outros carnavais como: Frutuoso Gomes, Almino Afonso, Apodi, Catolé do Rocha, Caicó e outros centros de folia. Mas aqui quero deixar uma previsão de que a forma de se brincar o carnaval em sua própria cidade e em clubes, não vai demorar a voltar, em virtude do aumento da violência desenfreada, fato esse que vai provocar os foliões e blocos a brincar o carnaval em clubes fechados e com bastante segurança, principalmente nas pequenas cidades.
Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Fotos: Google Imagens.