quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Algo da História do Lima

Capítulo 19


Administração do Pe. José Edmundo Endres e o falecimento do Pe. Carlos Theisen.
No dia 18 de março de 1959, o Provincial, Pe. Xavier Nierhoff veio de Recife, de Kombi, trazendo o Pe.Edmundo Endres para ser o 9° administrador do Santuário. Era alemão, e veio ao Brasil em 1936, tendo trabalhado 16 anos em Icoaraci, Belém do Pará. Ao subirem a ladeira do Lima, já era noite e chovia intensamente. Acontece que na curva derradeira, o carro começou a deslizar, ameaçando cair no abismo, Pe. Edmundo pulou e conseguiu calçar com pedras os pneus da kombi. Em seguida preferiram seguir a pé até a residência dos padres, aonde chegaram encharcados. Mais tarde, Pe. Edmundo mandou colocar uma pedra no local do perigo, com a inscrição latina:”Memento móri”(lembra-te da morte). Pe. Guilherme, alegando dificuldades em receber dinheiro do DNER para os flagelados da seca, apenas entregou o cargo aos 17 de dezembro, quando se mudou para a Paróquia de São Sebastião em Natal. O novo administrador logo se preocupou em aumentar a barragem, arrumar melhor a antiga igreja e dar assistência aos romeiros. Pe. Agostinho Bohlen, após ter concluído a construção da Igreja Matriz e o monumento ao Coração de Jesus, viajou em férias à Alemanha no dia 30 de abril de 1960, sendo substituído por Pe. Jacó Schlee. Em virtude de sua transferência, Dom Eliseu já tinha viajado, no mês de março, para a diocese de Campo Mourão, PR. No dia 11 de junho, Pe. Gentil Diniz Barreto, vigário de Limoeiro, foi nomeado bispo. Sua sagração aconteceu aos 21 de setembro e tomou posse na Diocese de Mossoró aos 12 de outubro de 1960. No dia 24 de fevereiro de 1962, às 12,30 h., Pe. Carlos Theisen entregou sua alma a Deus, na presença de Pe. Edmundo, Benício e Dª Elisa. Havia ele expresso o desejo de ser sepultado em Martins. Dia seguinte, o cortejo seguiu às 8 h., em direção à matriz, dali continuou por Almino Afonso, Mineiro e Demétrio Lemos, chegando às 14 h em Martins. O enterro, um dos maiores do Estado pela grande quantidade de gente, foi considerado canonização antecipada de alguém que amou a Deus nas pessoas. Era e continua sendo um santo. No dia 11 de janeiro de 1965, morreu Pe. Edmundo no hospital em Mossoró, vítima de um enfarte fulminante. Era pessoa de uma simplicidade contagiante, amável, amigo e querido por todos.

Pe. Carlos Theisen periodicamente percorria o trecho Patu - Martins subindo a cavalo a serra

Martins-RN
O sepultamento do Pe. Carlos Theisen foi o maior já registrado na região ou mesmo no Estado. O cortejo partiu de Patu para Martins passando por várias cidades. Dizem que neste dia, em Martins, não ficou ninguém em casa. Todos foram ao sepultamento.

Comentário do Blog:

Pe. Domingos de Sá, atual administrador do Santuário do Lima, em contato com o professor Aluísio Dutra, informou ao mesmo que soube de uma passagem da história onde o Pe. Henrique Spitz desajava que os restos mortais do Pe. Carlos Theisen fossem sepultados no Santuário do Lima. Pe. Henrique foi a Martins com esse intento, mas, a população de Martins, que gostava muito do Pe. Carlos Theisen, se revoltou com a atitude de Pe. Henrique e cercou o cemitério impedindo o mesmo de concretizar o seu objetivo. Pe. Henrique desistiu da idéia.

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