quarta-feira, 3 de junho de 2020

Nota de Esclarecimento.


SOBRE A HISTÓRIA DO AÇUDE PAULISTA EM PATU.

Autora: Mirian Rocha.

"Para fins de esclarecimento ao povo de Patu a respeito do açude Paulista situado no município de Patu quero ressaltar que o açude é, em sua totalidade, PARTICULAR e propriedade dos herdeiros do Sr. Joaquim de Oliveira Rocha, sendo em 95% dono das terras e o restante é da família do Sr. Vicente Felipe. O Sr. Oliveira Rocha comprou aquelas terras dos herdeiros do Sr. Etelvino Leite, pelos anos 47 a 50. A data precisa, poderia ser conferida nos documentos, o que não vem ao caso agora. Ali havia um cultivo constante de algodão, em benefício inclusive de várias famílias moradoras da Fazenda Laje que ali trabalhavam.  A estrada que ligava Patu a Olho d´Àgua do Borges passava em frente à casa grande da Fazenda, pelos idos anos 80, foi quando o governo do Estado achou por bem fazer estrada asfaltada, vindo de Patu e passando pelas terras do Sr. Oliveira em direção ao alto da pedra do Jati. Mas por atravessar o Riacho Paulista, os engenheiros, calculando acúmulo de águas no período chuvoso, em conversa com meu pai explicaram que uma ponte com a necessária terraplanagem, alagaria terras férteis, mas em compensação favoreceria o plantio de culturas diversas dentro do açude. De início papai não achou muito interessante a ideia pois perderia uns 200 hectares de plantio de algodão. Mas sendo para o progresso da região, optou pelo bom senso. O açude sangrou pela primeira vez no dia dezenove de março, dia da morte de Dr. Edino Jales. As pessoas acharam bonito a sangria do açude, iam e voltavam admirando a beleza da água. Um ou outro arriscava um banho. Devido falta de água em Patu, meu pai permitiu que a CAERN colocasse tubulação que por vários anos abasteceu a cidade. Mas a cidade foi crescendo e com a construção do açude Tourão, a tubulação foi estendida para aquele novo reservatório. Pelo fato de Patu por muito tempo ter sido abastecido com a água do Paulista e porque pessoas lá tomavam banho e ou pescavam, surgiu a lenda de que ele é público. O açude do Paulista não é público, a família Rocha tem as escrituras e por isso é particular, como também é particular o açude do Sr. Vicentinho. Ambos portanto protegidos pela lei. Público é o Tourão, que já antes de ser construído foi desapropriado e seus proprietários devidamente indenizados". 

Mirian Rocha.

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