sábado, 13 de julho de 2013

Notícias para este Sábado 13 de Julho de 2013

Vítima da Ditadura Militar em Mossoró deu Testemunho sobre Tortura
Luís Alves "Velho"

A Ordem dos Advogados do Brasil no Rio Grande do Norte (OAB/RN) realizou o Ciclo Verdade e Memória – IV Ato, com depoimento de Luiz Alves e instalação da Comissão da Memória e da Verdade Anatália Alves, da OAB Mossoró.

Luiz Alves, mossoroense, e a esposa, Anatália Alves, natural de Frutuoso Gomes, foram presos e torturados na Ditadura Militar, e ela foi morta. A Comissão da Memória e da Verdade ouvirá o depoimento de Luiz Alves sobre fatos violentos daquela época.

O evento foi gratuito e destinado a advogados, estudantes de direito, integrantes de movimentos sociais e interessados na discussão. O objetivo, segundo a OAB, foi mostrar circunstâncias de abusos cometidos Regime Militar (1964-1985).

Anatália Alves
O corpo de Anatália Alves foi encontrado carbonizado na cela do DOPS no Recife, tem indícios de estupro - visto que as queimaduras tiveram início na região pélvica, numa provável tentativa de acabar com os inícios da violência sexual.

A conclusão do primeiro laudo do Instituto Médico Legal (IML), datado de 26 de janeiro de 1973, afirma que o corpo de Anatália foi encontrado com "membros superiores e inferiores em semi-flexão; (...) presença de uma tira de couro, com um nó, voltado para a face lateral direita do pescoço; cianose discreta na face; queimaduras extensas do 1º e 2º graus espalhadas nas seguintes regiões: femural anterior direita e esquerda, umbelical, pubiana; equimose na face anterior de pescoço, presença de um sulco (após a retirada da tira), linear, acima da laringe, sendo mais acentuado na face anterior do pescoço". 

Biografia Anatália Alves
Militante do PARTIDO COMUNISTA BRASILEIRO REVOLUCIONÁRIO (PCBR).
Nasceu em 9 de julho de 1945, em Mombassa, no Município de Martins, atual Frutuoso Gomes, no Rio Grande do Norte, filha de Nicácio Loia de Melo e Maria Pereira de Melo.
Era tímida, calada e gostava de estudar. Concluiu o curso científico no Colégio Estadual de Mossoró, cidade onde residiu até 1969, ano em que se casou com Luiz Alves Neto.
Até 1968 trabalhou na Cooperativa de Consumo Popular, revelando forte espírito de ajuda e solidariedade.
Juntamente com o marido, mudaram-se para Recife, passando a militar no PCBR.
Sua atuação política foi na Zona da Mata, PE, junto às Ligas Camponesas.
Foi presa, juntamente com seu marido, no dia 17 de dezembro de 1972. Ambos foram levados ao DOPS de Recife, em 13 de janeiro de 1973, onde foram torturados desde o primeiro instante.
Foi encontrada morta, carbonizada, na cela, no dia 22 de janeiro de 1973. Não se sabe ao certo como ocorreu sua morte. A versão oficial é de suicídio.
    







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