segunda-feira, 5 de março de 2018

O VAQUEIRO, UM HERÓI DO SERTÃO.


Imagem ilustrativa.

Por: José Mário Dias - Professor da UERN

Esse texto eu recebi
De Romero, o professor
Que dessa cultura nos fala
Como um grande escritor
Valorizando o vaqueiro
Um valente brasileiro
Que o sertão desbravou.

Com roupa de couro de boi
Conhecida por gibão
Caneleira, peitoral
Uma luva em cada mão
Na cabeça um chapéu
Com o cavalo beleléu
Faz viver a tradição

Enfrenta a vegetação
Mesmo sendo espinhosa
O cardeiro e a jurema
Com defesa perigosa
Fura a mão, fura seu dedo
A vida não lhe causa medo
Mesmo sendo dolorosa

Tá gravado na história
Sua bravura e valentia
Nas grandes pegadas de boi
Que antes da vaquejada existia
Recebeu mérito agropastoril
Comenda da cultura do Brasil
Nos proporcionando alegria.

Morre no anonimato
Esse bravo do sertão
Pra sua família modesta
Não deixa se quer um tostão
Pois morre de velho lutando
O patrão lhe explorando
Junto ao cavalo e seu cão.

Outra missão perigosa
O rebanho registrar
Uma forma do fazendeiro
Seu rebanho controlar
Cultura, simbologia
O vaqueiro é quem fazia
O registro no ferrar

A importância do vaqueiro
Luiz Gonzaga contou
Lembrando Raimundo Jacó
Que a inveja o matou
Riacho da Brígida escreveu
O sertão reconheceu
E o mundo inteiro cantou

Existe até uma missa
Dentro sertão brasileiro
Realizada em Serrita
Vem gente do mundo inteiro
O Rei do baião incentivou
O Padre João Câncio celebrou
Vestido como vaqueiro

Essa é de tantas histórias
Que nos traz a emoção
Que fala do sertanejo
Uma lenda do sertão
Seja vaqueiro, agricultor
Tratorista, professor
Desbulhador de feijão.

A gradeço a Romero
Esse nobre professor
Que usa a inteligência
Pra mostrar esse valor
Do vaqueiro aguerrido
Do sertanejo esquecido
Dedicação e amor.



(*) Cordel inspirado na crônica A VALENTIA DO AUTÊNTICO VAQUEIRO SERTANEJO, autoria do Prof. José Romero Araújo Cardoso (UERN/FAFIC/DGE), vencedora do I Concurso Louvor ao Vaqueiro, promovido pelo Parque Cultural O Rei do Baião no ensejo da Programação do Festival de Músicas Gonzagueanas (FESMUZA).

Enviado pelo professor, escritor, pesquisador do cangaço e gonzagueano José Romero de Araújo Cardoso

http://blogdomendesemendes.blogspot.com

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