terça-feira, 2 de setembro de 2014

Especial

Mestre Paulino



Mestre Paulino – criador da marujada de senador Georgino Avelino


                      Sebastião paulino da silva, o mestre paulino, nasceu no dia 20 de janeiro de 1920, em Surubajá, hoje senador Georgino Avelino, localizado no litoral sul potiguar e faleceu em julho de 2008, em Senador Georgino Avelino, onde se encontra sepultado no cemitério público. Mestre Paulino foi o criador de um grupo folclórico do fandango nordestino, conhecido como a marujada de Senador Georgino Avelino, que ficou imortalizada pela lavra intelectual dos folcloristas potiguares Luiz da Câmara Cascudo e Deífilo Gurgel. O filho Antônio Paulino da Silva, 63 anos, conhecido como ‘’algodão’’ preserva em sua residência na sede do município documentos pessoais, como as certidões de nascimento e de óbito, fotografias, adereços e parte da indumentária usada nas apresentações da marujada, como forma de preservar a memória do capitão da cultura popular. 
Certidão de nascimento do mestre Paulino


Cemitério publico de Georgino



António Paulino, filho do mestre Paulino
Mestre Paulino com uma neta

                      O professor aposentado Everaldo Santana, ex-diretor da principal escola de ensino fundamental do município, de cujo acervo faz parte um pôster emoldurado do mestre Paulino. Não sabe precisar a data de início da marujada, mas afirma que o mestre paulino herdou o dote cultural de seu pai João paulino da silva.
Epitácio Andrade e professor Everaldo Santana

                      O branco da indumentária entrecortada por fitas azuis que veste cerca de 20 marujos animados por músicas autorais interpretadas pela cantora dramática Dona Marilu contagia o público nas festas populares.
Marujada

                      Para o escritor Dudé Viana, que orienta e incentiva a realização do trabalho: ¨Da Praia de Malembá à Laguna de Guaraíras – Remando com a marujada do mestre Paulino. do pesquisador social Epitácio Andrade, a marujada de senador Georgino Avelino é um ícone da cultura popular potiguar. 

Escritor Dudé Viana na estátua de Santa Luzia (arte popular)

 


Chico Pereira



Estudiosos pesquisam história do cangaceiro Chico Pereira em Currais Novos

Cangaceiro Chico Pereira

                  No dia 27 de agosto de 2014, os pesquisadores Vanderli da Silva Patrício e Epitácio Andrade iniciaram no município de Currais Novos, no seridó oriental do Rio Grande do Norte, uma busca de dados e o reconhecimento de lugares de memória da história de um personagem ainda pouco conhecido na história do fenômeno do cangaço.
 
Vanderli Patrício e Epitácio Andrade no Fórum de Currais Novos/RN
                  Trata-se do cangaceiro Chico Pereira, que se aliou a lampião para saquear a cidade de Sousa, na Paraíba e foi morto, em 1928, pela polícia potiguar na margem direita do riacho maniçoba, na zona rural de Currais Novos, onde familiares ergueram um memorial, que é um lugar de visitação de turistas e interessados no resgate histórico do fenômeno do cangaço. Os estudiosos realizaram uma visita ao tabelião substituto do primeiro cartório de notas, senhor Wendel Javas e localizaram a certidão de óbito do cangaceiro. 
Estudiosos em visita ao tabelião Wendel Javas

Foto: José Vanilson Julião , José Mendes Pereira Mendes , Aluisio Dutra de Oliveira , estou aguardando a chegada da editora-auxiliar do sítio cosmogonia Felipe Lima Tiara Andrade para postar a matéria: ¨Estudiosos pesquisam história do cangaceiro Chico pereira em Currais Novos",  em instantes. Na foto de Indalecio Holanda de Andrade, a lápide do memorial de Chico Pereira, na zona rural de Currais Novos
Lápide do memorial de Chico Pereira

                                    

                  No fórum da comarca de Currais Novos, os estudiosos do cangaço tiveram acesso ao processo judicial referente à morte de Chico Pereira. O trabalho tem o objetivo de subsidiar a formulação de uma ação parlamentar do futuro deputado estadual Carlos Augusto Maia, que proporá uma audiência pública sobre a temática do cangaço e suas perspectivas para o desenvolvimento sustentável do Rio Grande do Norte. Com uma história repleta de fatos controversos, a pesquisa de Vanderli e Epitácio, que recebe o incentivo e a orientação do experiente pesquisador currais-novense William Pinheiro intenciona elucidá-los, como também produzir conhecimento histórico-científico sobre o personagem, que é o protagonista do livro ¨Vingança, não”, de F. Pereira da Nóbrega, e é prefaciado pela escritora cearense Raquel de Queiroz, além de rastrear os lugares de memória de Chico Pereira, espalhados pelo interior do Rio Grande do Norte, contribuindo com a caracterização do legado de Chico Pereira para o patrimônio histórico-cultural potiguar.
 
Epitácio Andrade e Carlos Augusto Maia
Epitácio Andrade e Wiliam Pinheiro

                                        
Capa do livro Vigança Não

Fonte: Blog Cosmogonia / Epitácio Filho.

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