Tiago Holanda - Agropecuarista Patu-RN
Pois é, mesmo não aparecendo uma
única faixa de protesto contra a cisterna de plástico junto essa
"grande" massa de manobra e/ou multidão zumbi que condena a Dilma e
pede a volta do Lula (e a volta das espertezas/mamatas/dinheiro farto/fácil para
as ONGs dos companheiros/corruPTos), acredito é que exista um forte pensamento
pontual, objetivo do "novo" PT/PMDB em "varrer" ONGs
corruPTas. A adoção/substituição das cisternas de barro/cimento por cisternas
de plástico prejudica quem mesmo? Quantas ONGs perderão o seu "sentido/fim
operacional"? Quanta economia aos cofre públicos será feita com a
contenção das despesas (confecção/logística/gerenciamento) desnecessárias?
Reflitam sobre esses pontos entre outros e julguem, opinem. em Patu Atingirá 100% de Cisternas de Placas Construídas na Zona Rural
Resposta de Aluísio Dutra.
Amigor leitor do blog, Tiago Holanda, repeito a sua opinião, no entanto discordo pois você está generalizando. É como se todas as ONGs fossem corruptas. Que o governo investigue quem são as ONGs corruptas e punam as mesmas, agora juntar todas e colocar dentro de um saco e chamá-las de corruptas não é justo com aquelas que possuem um trabalho sério e de resultados concretos.
A ASA Brasil, ASA Potiguar [Articulação do Semiárido] são instituições sérias e respeitadas inclusive elogiadas pela comunidade internacional pelo desenvolvimento do P1MC - Programa Um Milhão e Cisternas.
O Programa das Cisternas de Placas em suas etapas de desenvolvimento além de trazer o benefício para os moradores das diversas comunidades, com a instalação de cisternas, mobiliza as comunidades, incentiva o associativismo para que outras políticas públicas cheguem a sua comunidade, trazendo dignidade e abolindo as práticas maléficas do passado através das trocas de favores.
No processo de instalação da cisterna de placa existe transparência, a licitação é feita com a participação de representantes das comunidades que discutem a melhor proposta de preço entre os fornecedores dos materiais e acompanham de perto a entrega para saber se é realmente de qualidade, inclusive, uma moradora bem próximo a você, Emanuela da Gameleira, faz parte da comissão de acompanhamento da licitação, recebimento de materiais e construção das cisternas. O beneficiário possui uma contra partida no processo de construção onde o mesmo cava o buraco, paga dois ou três dias do servente e participa do curso de gerenciamento informado sobre o zelo e manuseio correto da cisterna, para ele se sentir integrante do processo e dizer que ajudou a construir a sua cisterna e que não vai ficar devendo favor a ninguém, pois foi um direito conquistado. No processo de licitação, empresas da região participam, inclusive do nosso município, que ganhou e forneceu materiais para Patu e região fazendo circular o dinheiro em nosso município.
Em média uma cisterna de placa custa R$ 2.000,00 [envolvendo todo o processo - cadastramento, reuniões - mobilização - materiais, pedreiro "cisterneiro", licitação etc] enquanto que a cisterna de plástico custa, em média, R$ 5.000,00 e vai beneficiar as grande empresas fornecedoras além da durabilidade ser menor e feita de material químico cancerígeno e o pior o processo de distribuição ficará nas mãos das prefeituras que poderão usá-las como moeda de troca de favores em campanhas politicas, trazendo de volta um passado condenado pelo povo.
Em Patu o P1Mc é coordenado pelo Fórum das Associações que integra pessoas de várias ideologias criado para trabalhar em prol das comunidades, através das associações comunitárias, onde já construímos 425 cisternas de placas em todas as comunidades rurais inclusive disponibilizadas para os moradores da sua comunidade, Palmeiras, que por razões particulares você não aceitou.
Portanto amigo Tiago Holanda por essas e outras razões nós somos contra as cisternas de plásticos, também não concordo com as práticas danosas que existem em diversas ONGs espalhadas no país, agora é bom o governo saber separar o joio do trigo. Convido você, como membro de sua comunidade rural, que venha discutir esse tema e outros no fórum das associações que defende as causas populares, principalmente dos mais pobres e carentes do nosso município, dos pequenos agricultores familiares que em sua maioria neste país abastece a nossa mesa, diferente do agronegócio que se concentra nas mãos de poucos e objetiva lucrar, lucrar e lucrar.
Um abraço, Aluísio Dutra.