quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

História dos Carnavais de Patu

Mais um carnaval está chegando, essa festa nos proporciona muita alegria, diversão e harmonia entre amigos bem como oportunidades de se conhecer novas pessoas, novas amizades, até novos relacionamentos. Carnaval é festa popular onde nos traz ótimas recordações. Patu, como cidade festiva, já foi palco de grandes carnavais, atraindo foliões de diversas cidades da região, até mesmo de outros Estados. Nos anos 60 o bloco de elite "As Andorinhas" reunia nos carnavais muitas famílias que brincavam os dias de momo em clubes com muita alegria, ao som de marchas inesquecíveis como "A jardineira, Mamãe eu quero, Abre alas, As águas vão rolar, Cabeleira do Zezé e tantas outras. 
Nos anos 70 surgiu em Patu o grupo folclórico O Boi de João de Artur que foi idealizado por João de Artur com o apoio do promotor multicultural Miguel Câmara Rocha, onde o grupo animava o carnaval de rua fazendo um carnaval para os mais carentes, pois percorria com o Boi e Cavalinho a ruas de Patu ao som de muito frevo e marchas, fazendo a alegria de todos. Nos anos 80 até os anos 90 surgiram muitos blocos tradicionais em Patu como: Ki-Sarro, Inflamáveis, Lança Chamas, Haja Pau, Raça Unida, Enxame de Bêbados e tantos outros. Muitos desses blocos possuíam mais de 100 componentes, reunindo foliões que moravam em Patu bem como os patuenses ausentes. 
Um fator importante era que os blocos durante o dia saiam para brincar o carnaval em outros locais onde possuíam balneários, por exemplo, e no final da tarde e início de noite todos se encontravam na cidade para participar e prestigiar o carnaval local, geralmente realizado na Boite Pântano, que era o quartel general da folia. Destacamos aqui também os memoráveis carnavais realizados na quadra de Van da Antártica, na quadra descoberta do módulo esportivo Miguel Câmara Rocha, no Balneário Paraíso e na AABB. Naquela época se anunciava cada bloco que ia chegando ao clube, todos de mãos dadas, mostrando união e muita alegria para provocar, no bom sentido, os demais blocos, pois todos queriam saber qual a fantasia era mais bonita e qual o bloco mais animado. O bloco Ki-sarro era considerado o de maior participantes, geralmente entrava por último no clube, todos de mãos dadas dando voltas dentro da quadra mostrando a sua pujança. Naquela época existia uma rivalidade entre os blocos, mas, de forma sadia. O bloco Inflamáveis não podia chegar perto do Lança Chamas senão pegava fogo. O bloco Raça Unida era composto por membros da família Moura, o bloco Haja Pau era patrocinado pela madeireira de Danilson Forte e assim por diante, ou seja, uma alegria só, todos brincando de forma harmoniosa na sua própria cidade, que de certa forma gerava uma sensação de conforto para os pais, pois sabiam que seus filhos estavam brincando perto de casa. No inicio dos anos 2.000 muitos carnavais de rua foram realizados em Patu através do apoio do poder público. Podemos citar alguns carnavais realizados na praça Oliveira Rocha, outro na rua Rafael Godeiro, em frente a madeireira Serrana. 
Os clubes já não tinham tanta força para realizar os carnavais, o máximo que faziam era algumas matinês para as crianças. Nessa época alguns blocos ficavam em Patu mas, a maioria saía para brincar o carnaval fora, fato esse que começou a provocar a decadência do carnaval de Patu. Ha vários anos o carnaval de Patu tenta ressurgir e se firmar com a realização da chamada prévia carnavalesca, idealizada pela blogueira Novanês Oliveira,  que acontece sempre na sexta feira de carnaval, reunindo boas atrações, como podemos citar Roberto, ex-banda Terríveis, sendo ele ainda sucesso aqui na cidade de Patu. A partir do sábado, os atuais blocos da cidade partem para outros carnavais como: Frutuoso Gomes, Almino Afonso, Apodi, Catolé do Rocha, Caicó e outros centros de folia. Mas aqui quero deixar uma previsão de que a forma de se brincar o carnaval em sua própria cidade e em clubes, não vai demorar a voltar, em virtude do aumento da violência desenfreada, fato esse que vai provocar os foliões e blocos a brincar o carnaval em clubes fechados e com bastante segurança, principalmente nas pequenas cidades.
Reportagem de Aluísio Dutra de Oliveira.
Fotos: Google Imagens.










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