quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Reitoria do Santuário do Lima pede para romeiros não alimentarem os macacos da mata nativa




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Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, em Patu

O Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis, situado na Serra do Lima, na zona rural de Patu, médio Oeste do Rio Grande do Norte, é um dos lugares mais belos do Estado e certamente do Nordeste brasileiro.

Edificado praticamente logo ao final da subida da Serra de Patu ou Serra do Lima, o Santuário está localizado em meio a uma vegetação nativa, formada por plantas próprias da caatinga e outras mais adequadas a serras. Nessa vegetação nativa há muitos animais, inclusive macacos.

O problema é que, nesse período, em razão da prolongada estiagem que castiga a região, começa a faltar alimento para os macacos na vegetação da Serra. E então esses animais costumam se aproximar da área do Santuário onde residem padres e seminaristas e onde há as romarias em todos os finais de semana, em busca de alimento.

Aos domingos, também há um número razoável de barraqueiros e ambulantes, que comercializam alimentação e produtos diversos numa área específica do Santuário, fora da área onde estão as duas Igrejas que estão bem no centro do Santuário. 

E então, muitas pessoas, imaginando fazerem a coisa certa, passam a alimentar os macacos.

No entanto, a Reitoria do Santuário do Lima, em texto publicado na página do próprio Santuário (clique aqui), pede aos romeiros e aos visitantes do Santuário que não alimentem os macacos.

A Reitoria explica, basicamente em três razões, o porquê de não se alimentar os macacos da Serra. A primeira delas é que aos animais pode ser dado produto industrializado, o que pode provocar problemas de saúde nos macacos.

Outra razão apontada para a não alimentação de símios por humanos é que, tornando-se isso um ato habitual, esses primatas deixarão de caçar naturalmente o próprio alimento, e podem se tornar até sedentários.

Por fim, a Reitoria do Santuário do Lima alerta que há um enorme perigo nesse gesto de alimentação dos macacos por romeiros e visitantes do Santuário. É que, habituando-se a isso, esses animais, quando não receberem essa alimentação, poderão atacar pessoas - inclusive crianças - que estejam com alimento à vista.

Quem mora na Serra de Patu ou nas comunidades que ficam no sopé da Serra, às vezes, em períodos como o de agora, tem sua invadida por macacos famintos, que não encontram alimento na vegetação da Serra e passam a procurá-lo em sítios localizados na própria Serra e ao seu redor.
Fonte: O Messiense.

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