quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Exposição Pública de Faixas-poemas- I Encontro dos Poetas de Patu

Faixas Poemas



Epitácio Andrade segurando faixa com Dudu
 
Para convidar a população para participar do I Encontro de Poetas de Patu; para chamar atenção para a preservação do patrimônio artístico-arquitetônico-cultural, para provocar o debate das questões sociais, o Movimento Patu 2001 realizou uma exposição pública de faixas-poemas no dia 14 de março de 1998. O garoto Luiz Eduardo Saraiva Godeiro (Dudu) com o médico e escritor Epitácio Andrade, idealizador do Movimento Patu 2001, seguraram a faixa do encontro para o músico Cláudio Saraiva captar a imagem. “Canto de pássaro entrecortado arde à cor da manhã¨, o poeta concretista Jota Medeiros mandou seu recado que ficou próximo do branco corcel 73 do folclorista João de Artur, que sempre repete para a posteridade: ¨a diversão é necessária ¨, no terreiro da usina e em qualquer canto. 

Na usina velha
 
Poema de Jota Medeiros e Corcel 73 de João de Artur
 
 O artista plástico e arte-educador Ricardo Veriano filosofou:¨senhor prefeito, dê um presente ao futuro, preserve o passado ¨. No edifício do quartel velho, uma flâmula expunha o apelo, que logo foi retirado pelos apaniguados do chefão.
Quartel Velho
 
O segmento GLBT contribuiu com uma pichação: ¨Abaixo a violência! Arme-se de’lírio!¨.
Pichação
 
Iniciando um projeto quilombista, o movimento ocupou a fachada frontal do velho bangalô indicando o caminho:¨ Sítio Arqueológico do Jatobá a 10 km a frente, há 10 mil anos atrás¨.
Velho Bangalô
No pátio externo da capela do sítio Cajueiro, Drummond denunciava o lugar  onde o cangaceiro Jesuíno Brilhante se escondia dos negros Limões, seus arqui-inimigos: ¨Tinha uma pedra no meio do caminho...¨. 
Faixa poema no Sitio Cajueiro
 
O escritor Epitácio Andrade apresentou sua inspiração concretista, numa faixa de plástico transparente, cunhou com letras azuis:¨aguaaguaaguaaguaaguaaguaaguaaguaaguaaguaguaaguaaguaguaguaguaaguaaguaguaguaguaguaaguaaguaaguaaguaaguaagua¨
aguaaguaaguaaguaagua, de Epitácio Andrade
 
A faixa-poema foi afixada na casa velha do antigo fomento agrícola, na Rua das Cachorras, hoje  Bairro Epitácio de Andrade. O artista francês Marcel Duchamp foi parodiado na Praça padre Henrique Spitz, construtor do Santuário Ecológico do Lima, onde se encontra sepultado num túmulo de granito, cuja lápide foi Zé Pernambuco quem fez.
Zé Pernambuco
 
Duchamp teria dito: ¨A seriedade é perigosa. A adutora está seca¨.
paródia de Marcel Duchamp
 
 ¨Malboro¨, poema visual do artista patuense Avelino de Araújo, esteve desprotegido pela confraria do terceiro gole.
Malboro e poetas do terceiro gole
 
 Os poetas do terceiro gole participaram em massa da paródia a Marcel Duchamp.Este 14 de março- dia nacional da poesia, só recebeu apoio cultural do antigo motor da luz. 
14 de Março, Apoio: Motor da Luz
 
O recado final da histórica exposição de faixas-poemas ficou exposto na antiga estação ferroviária: MUSEU !        
Museu

Nenhum comentário:

Postar um comentário