sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Especial.

Ciganos


O Reino Cigano de Tangará

                                                           
Médico Epitácio Andrae e cigano Severino Rangel
                  Mais de uma dezena de famílias ciganas tem o acampamento de Tangará, cidade distante 90 km de Natal, capital do Rio Grande do Norte, como referencial de encontro e reencontro, mantendo a tradição secular do nomadismo, esses ciganos do grupo Calon se espalham por cidades da Paraíba e outros estados do Brasil, mas tem Tangará, como capital do seu reino. Vítimas de atitudes preconceituosas e mantidos à margem das políticas públicas, como constata a pesquisa:   E O ROMANESTHÀN VAI À ESCOLA: EXPERIÊNCIAS DE EDUCAÇÃO ESCOLAR COM CRIANÇAS CIGANAS NO RIO GRANDE DO NORTE, do doutorando em educação (UFRN) Flávio José de Oliveira, os ciganos resistem e se inserem no panorama da diversidade cultural brasileira.




preparo de alimento no acampamento
 A vida no acampamento é simples e também bucólica. O preparo dos alimentos é feito ali mesmo num fogo de lenha improvisado, o banho é campal, com uma vida simples e bucólica, o líder Severino Rangel afirma que tem o direito garantido de envelhecer saudável. As mulheres mantêm a tradição da quiromancia (Arte de prever eventos de vida, por meio da leitura das linhas da mão). Em visita ao acampamento cigano articulada pelo taxista santacruzense José Emídio da Silva (Tio Zé), o médico psiquiatra e sanitarista Epitácio de Andrade Filho constatou a diminuição do sub-registro de nascimento na população cigana, constatação que será  comunicada à Associação Nacional de Notários e registradores (ANOREG). Anualmente, os ciganos mantêm a tradição de promoverem uma grande confraternização natalina.
cigano toma banho campal
Cigana diz ler mão do médico
 
Taxista Tio Zé, visitante e Epitácio Andrade

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