sábado, 13 de abril de 2013

Neste Domingo (14/04) 1ª Romaria de Mãe Rainha ao Santuário do Lima



Do Blog Sertão Caboclo


A SECA DEVORA O SERTÃO



Devido o fator climãtico
O sertão é castigado
Pela intempérie do tempo
Está muito devastado
As matas estão cinzentas
As estradas poeirentas
A falta d'água apavora
Porque é grande a secura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.


Os efeitos são danosos
Da prolongada estiagem
Do labor do sertanejo
Só resulta desvantagem
Sem cair chuva no chão
Sem nenhuma produção
As famílias vão embora
Não tem mais agricultura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

Todos sabem que a seca
Traz resultados estranhos
Há devastação nos campos
Dizimação dos rebanhos
Por todo canto há destroços
Some-se a água dos poços
E o povo que ali mora
É vítima dessa amargura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

Fica o sertanejo triste
No lugar onde nasceu
Olhando para as caveiras
Das reses que já perdeu
Aumenta mais sua mágoa
Vendo o açude sem água
Ele não suporta e chora
A dor sua alma perfura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

Não existem mais mangueiras
Os cajueiros morreram
As abelhas das colmeias
Todas desapareceram
E nas cisternas também
A pouca água que tem
É vinda de longe agora
Racionada e impura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

O capinzal do baixio
Há tempo que esturricou
Laranjeiras, goiabeiras
Nem sequer uma escapou
Não há mais sítios de cana
Nem produção de banana
Porco, ovelha e cabra agora
São poucos a essa altura
O sertão sofre a tortura 
Da seca que lhe devora.

Os passarinhos não cantam
No romper da alvorada
Galo não acorda mais
Roceiro de madrugada
As pinheiras estão mortas
Não há plantação de hortas
Juazeiro em toda a flora
É o único com verdura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

Com a irregularidade
Das chuvas é o sertão
De quando em vez torturado
Pela grande sequidão
Muitos séculos transcorreram
Políticos não resolveram
O problema até agora
Só Deus livra dessa agrura
O sertão sofre a tortura
Da seca que lhe devora.

Autor: Zé Bezerra

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