sábado, 22 de outubro de 2011

Santuário do Lima

90 Anos dos Missionários da Sagrada Família em Patu


Blog da Folha Petuense Vai Republicar Um Pouco da História do Santuário do Lima


Em 11 de Novembro de 2004 o prof. Aluísio Dutra de Oliveira fundou em Patu um Informativo mensal impresso com notícias da cidade, denominado de "A Folha Patuense". Com o advento dos Blogs, o informativo mensal passou a ser virtual, inicialmente Blog do Aluísio Dutra em seguida Blog A Folha Patuense.


No mês de janeiro de 2005 o professor Aluísio Dutra de Oliveira convidou o professor Silvano Schoenberger [ex-missionário da Sagrada Família e ex-administrador do Santuário do Lima] para escrever algo sobre a história do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis. Professor Silvano aceitou o convite e escreveu 26 artigos [mais de dois anos] contando um pouco da história do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis e paróquia de Patu.


Em comemoração aos 90 anos da chegada dos Missionários da Sagrada Família em Patu o nosso Blog vai reeditar os artigos do professor Silvano duas vezes por semana, às Quartas Feiras e Domingos.


Professor Silvano Schoenberger escreveu em 26 capítulos um pouco da História do Santuário do Lima.


Algo da História do Lima



Autor: Prof. Silvano Schoenberger



Capítulo I


Em todas as casas paroquiais, por recomendação da Igreja Católica, existe um livro chamado Tombo, onde os párocos registram regularmente os eventos principais, como seja, visitas do bispo, crisma e fundação de capelas ou comunidades religiosas, etc. Este tipo de crônicas, muitas vezes, ainda é o registro histórico mais confiável de muitas comunidades.
Em relação à Província Setentrional dos Missionários da Sagrada Família, com sede em Recife, Pe. Evaldo Bette, já falecido, fez um resgate a respeito da vida dos padres e suas residências com o objetivo de preservar datas históricas significativas. Escreveu as crônicas do Convento do Barro, em Recife, da Residência Canônica de Floresta em Pernambuco, de São Pedro em Natal, de Saboeiro no Ceará e do Lima em Patu.
É importante lembrar que os Missionários da Sagrada Família, que residiam no Lima desde 1921, atendiam a cavalo e com o auxílio do trem, as paróquias de Patu que compreendia Caeira [Almino Afonso], Olho D'Água do Borges, Várzea da Caatinga [Rafael Godeiro], Junco [Messias Targino], Martins, Portalegre e Alexandria com suas respectivas comunidades. A respeito da história do Santuário do Lima pouco se tem em mãos, pois os registros mais sistemáticos somente acontecem após a vinda dos Missionários a Patu.
Até aquela data, a respeito do Santuário o povo cultivava uma mistura de lendas e mitos, criados pelo inconsciente coletivo, à semelhança do sempre relembrado Bicho do Açude de Lucrécia, proveniente de um feto que teria sido lá jogado, transformando-se em algo assustador e já visto à noite por algum pescador. Esta estória as mães contavam para amedrontar as crianças a respeito dos perigos da água e para prevenir irresponsabilidades das meninas. Em relação ao Santuário do Lima, o aspecto fantasioso dos eventos relatados enaltece a intercessão da santa e traz um convite à visitação do lugar. Devido às dificuldades em colher dados em Patu, Pe. Evaldo recorreu aos escritos do historiador Câmara Cascudo. Não cita o livro em que se baseou apesar de pôr entre aspas o texto seguinte muito significativo para um entendimento mais profundo a respeito de Patu e do Santuário de Nossa Senhora dos Impossíveis: “As tradições locais pesquisadas por mim em 1935 pouco conservaram sobre a origem do caráter histórico da devoção a Nossa Senhora dos Impossíveis". Vimos que Nonato Motta sabia apenas dizer o Lima, quando se referia ao coronel Antônio de Lima Abreu Pereira.
Em Patu disseram-me que um caçador encontrara, onde está a Capela de Nossa Senhora dos Impossíveis, o vulto de uma santa e trouxera carinhosamente para a povoação que começava sua existência. Na manhã seguinte a Santa desaparecera. Nas buscas repetidas foi deparada no sítio primitivo no cimo da serra. Conduzida pela segunda vez à povoação de Patu, novamente fugiu e se foi colocar no sítio onde o caçador a viu pela primeira vez. Terceira condução da santa para Patu e terceira fuga apesar dos cuidados em conservá-la na iniciante capelinha bem fechada.
O historiador desembargador Luis Fernandez, de 1865 a 1935, nascido em Caraúbas, grande sabedor da região ainda pôde colher na então vila de Patu, as lendas que estavam mais vivas na memória do povo. Publicou em “A república” as lendas em vinte de dezembro de 1906 evocando a origem devocionária. Não somente encontrou a lenda do caçador como a do fundador da capela: Antônio de Lima. Os dois proprietários mais abastados daquelas terras eram Antônio de Lima e o capitão Geraldo Saraiva. Eram inimigos pessoais irreconciliáveis. Ambos disputavam lugares diversos para a construção de uma capela"
.



Digitação: Luma Nathály Dutra de Oliveira



OBS: Quarta Feira [26/10] não percam o 2º Capítulo.





Imagens da Missa em Ação de Graças pelos 90 Anos da Chegada dos Missionários da Sagrafa Família em Patu



Fotos: Patunews


Pe. Marconi, Dom Mariano Manzana, Pe. Domingos e Pe. George

Pregação de Dom Mariano Manzana
Pe. Domingos fez um breve relato da história dos Missionários da Sagrada Família em Patu
Participantes
Participantes
Pe. Marconi, Dom Mariano Manzana, Pe. Domingos e Pe. George, ao lado da foto do Pe. João Berthier, Fundador da congregação da Sagrada Família


Participação especial da Banda de Música da cidade de Almino Afonso
Urnas onde estão depositados restos mortais de vários Missionários estrangeiros


Bolo comemorativo dos 90 Anos
Pe. Domingos cortando o bolo


Momento dos parabéns



Fotos Históricas



Fotos cedidas
Pe. Henrique, ex-prefeito João Pereira e Tião Tavares



Construção do Santuário do Lima
Visita de romeiros e turistas
Igreja térrea do Santuário do Lima em construção

Um comentário:

  1. O LIMA EM VERSOS



    Diziam os historiadores
    Que há muitos séculos
    O coronel Antonio Lima
    Construiu uma Capela
    Hoje chamada de Lima

    Não existe documentos
    Comprovando o porquê
    Hoje, Santuário do Lima
    Promessa de Antonio de Lima

    Que um dia se perdeu nas matas
    Sendo impossível voltar
    Pediu à Santa do Lima
    Prá sua memória aguçar
    Que construía uma capela
    Naquele mesmo lugar

    E traria de Portugal
    A imagem dos Impossíveis
    Para no altar ficar
    E todos a venerar

    Os anos foram passando
    E o povo acreditando
    Visitando e orando
    Pedindo a nossa senhora
    Que o impossível mudasse

    E o impossível mudou
    Hoje essa capela
    É muito mais visitada
    Quem quiser ver como é lindo
    O povo indo e vindo
    A fé todos consumindo
    Essa serra virou um hino
    Que a todos vem embalar







    Nesse indo e vindo
    Uns, vêm pedir proteção
    Outros, milagres deixar
    Todos pedindo ajuda
    À Santa que lá está

    Essa Santa milagrosa
    Que o impossível resolve
    Curas são divulgadas
    São inúmeras as estórias
    De milagres alcançadas

    Por intercessão da Santa
    Pedidos são atendidos
    Subindo lá nas alturas
    Para cumprir com a jura
    Sem medo, sem desventura

    A serra da minha terra
    Todos vão lá apreciar
    A beleza natural
    Que não tem noutro lugar

    O céu é mais estrelado
    A noite mais encantada
    A lua que lá se vê
    Não se vê noutro lugar
    As aves que lá estão
    Cantam para alegrar

    O povo da minha terra
    Gosta de lá passear
    Rezar e até implorar
    Por dias melhores vindos

    E também apreciar
    O pôr do sol a brilhar
    E as noites de luar
    Convite pra namorar.

    Autora: Maria Helena Godeiro

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